Índia e Paquistão: Sete décadas de vizinhança, tensão e rivalidade

De um lado, hindus. Do outro, muçulmanos.  Na Ásia Meridional, uma antiga rivalidade, marcada por anos de guerras, tensões e embates, tem seus momentos de fascínio e confraternização, por incrível que pareça. É a relação curiosa entre Paquistão e Índia, que completam sete décadas de independência e história (AFP)

Eles podem ser ditos como os verdadeiros Irmãos Karamazov entre os países da comunidade internacional. Há exatas sete décadas dividem praticamente o mesmo canto da Asia Meridional desde que sairão do julgo da Grã-Bretanha. De um lado, os muçulmanos, do outro, os hindus. Dois países que, se não é a maior, talvez seja uma das maiores, mas complicadas e, ainda assim, mais curiosas rivalidades de todas.

Neste ano, apesar do aumento das tensões, Índia e Paquistão estão em grande festa, embora ela esteja permeada pela constante tensão que ronda as duas nações por conta de suas disputas territoriais. Apesar das guerras e dos embates entre as duas nações, indianos e paquistaneses cultivam uma curiosa rixa, que por incrível que pareça não se leva em sua maioria para a briga corporal, mas sim no esporte e numa curiosa demonstração militar onde quem ganha é a história e o grito de cada lado.

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Um antigo Brasil nas lentes de Jean Manzon

Nas lentes deste francês, uma revolução no fotojornalismo brasileiro, retratando momentos da história de um ainda jovem país, como muito se falava naqueles tempos. Em destaque em A BOINA, a produção cinematográfica e histórica do imortal Jean Manzon (Reprodução)

As matas brasileiras, o progresso econômico, indústrias, cotidiano, outros tempos. Nas lentes de um francês o Brasil foi se vendo e se conhecendo, desde os confins mais distantes até as grandes empresas e pessoas que, segundo os filmes históricos, estavam fazendo a sua parte na construção do Brasil Grande, como fraseava, vez em quando, Adolpho Bloch.

Este francês é Jean Manzon, franco-brasileiro que, nas lentes da sua objetiva ou das velhas máquinas de filmagem, registrou fotos e imagens preciosas de tempos distantes do país. Nascido em 1915 e ex-fotógrafo de três importantes revistas da imprensa francesa (Paris Match, VU e Paris Soir), Manzon veio para o Brasil em 1940, mesmo ano em que seu país natal era dominado e dividido pelos nazistas durante a segunda guerra.

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Antigamente: O “rancho do mês” nos tempos do Carlos Koffke

Imponente na esquina da Rua XV com a Rua das Palmeiras, nem de longe lembra o atual prédio da Câmara de Vereadores. Na história, muitos consideram-no como o primeiro supermercado de Santa Catarina. Uma breve história da Casa Carlos Koffke e de sua presença marcante no comércio blumenauense (Reprodução)

Em junho último, a Câmara de Vereadores de Blumenau discutiu uma possível mudança de suas instalações do atual prédio para uma nova estrutura que seria construída atrás do que hoje é a Fundação Cultural, a antiga prefeitura para os que conhecem. A ideia, rechaçada por este blog, também foi criticada por muitos outros leitores e com razão, afinal, a velha casa da administração municipal, que pena há tempos por uma restauração decente e completa, fere o patrimônio histórico da cidade, já tombado e de uso necessário da classe artística da cidade.

No entanto, você que conhece Blumenau e, claro, sua história e lugares marcantes, se desviar o olhar da antiga prefeitura para a atual sede do parlamento vai saber que os vereadores estão exercendo suas funções em um prédio recheado de memórias do comércio da cidade. Ele não está lá desde ontem, são 74 anos marcando o ponto na área mais nobre da história da cidade. E para os antigos, ele sempre será o prédio da Casa Carlos Koffke, um armazém que foi além dos secos e molhados.

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