Pica-Pau: Enfim, a merecida chegada aos cinemas

Demorou, demorou muito, mas enfim o pássaro mais louco das animações vai ganhar seu primeiro filme em longa-metragem, e ainda por cima, em live-action. Em outubro, chega aos cinemas Pica-Pau – O Filme, versão para as telonas do clássico de Walter Lantz que conquista gerações desde o fim da década de 30 pelo mundo afora.

No Brasil, a produção chega no dia 5 de outubro e promete causar alvoroço entre as crianças e os adultos que cresceram assistindo e rindo com as loucuras do pássaro, aprontando todas com seus amigos e vilões. Dirigida por Alex Zamm, a produção é americana, mas conta com parcerias canadense e – acredite – brasileira.

A graciosa Thaila Ayala tem parte na chegada do Pica-Pau aos cinemas. É uma das protagonistas do filme junto de Timothy Omudson, e juntos vão sentir o veneno que esconde o pássaro mais louco do mundo das animações (Reprodução)

A parte tupiniquim da parceria fica por conta da belíssima Thaila Ayala, que contracena com Timothy Omudson e forma assim o casal que vai para o meio da floresta construir a casa dos seus sonhos, mesmo que para isso seja necessário destroçar parte da floresta e, junto com ela, a casa do Pica-Pau. A ave não perde tempo e resolve partir para o ataque ao seu estilo, criando toda a confusão possível para salvar seu lar.

Aprontar todas e pirar é especialidade da criação máxima deste que é um dos maiores colaboradores para a animação no mundo. Americano de New Rochelle (NY), Walter Lantz foi um legítimo pioneiro na arte do desenho animado. Das suas mãos saíram as primeiras produções que colocavam na mesma cena animações e humanos (ele mesmo interpretando), além das primeiras produções em tecnicolor do segmento.

Os vídeos abaixo contam em riqueza de detalhes a trajetória de Lantz no mundo da animação, inclusive como a ideia do Pica-Pau nasceu, num curioso incidente noturno em meados de 1940. A série animada original, produzida nos estúdios de Lantz durou até 1972, como a última animação produzida em um estúdio clássico independente:

No Brasil, a história do Pica-Pau corre parelha com a TV brasileira. Se for contar a sua primeira aparição, exatamente um dia após a inauguração da TV Tupi, em 19 de setembro de 1950, a animação é a mais antiga em exibição no país. O pássaro já pousou – e triunfalmente – em quase todas as emissoras brasileiras, passando para a Record na década de 1960, depois o SBT de 1981 a 2002, a Rede Globo até 2004 para voltar a casa dos Machado de Carvalho em 2006.

Na volta à Record, o Pica-Pau recobrou a popularidade perdida em exibições esporádicas dos seus curtas pelas outras emissoras. Além do mais, junto dos episódios clássicos também eram transmitidas as produções da nova série revivida pela Universal entre 1999 e 2003. A popularidade entre as crianças e até entre os adultos saudosos gerou números de audiência incríveis, superando no mesmo horário, há alguns anos atrás, o TV Xuxa, exibido nos sábados a tarde naqueles idos pela Rede Globo.

Foi tanto sucesso que uma das cenas clássicas da animação – a da descida das cataratas do Niagara – virou um divertidíssimo Flash Mob em São Paulo:

(Reprodução)

A reedição da série e a redescoberta do personagem pela Universal – que os usa como mascotes até no seu parque temático – não era o bastante. O Pica-Pau precisava ir urgentemente para o cinema, onde outros clássicos como Smurfs, Scooby-Doo e Garfield, já tinham se reinventado e consagrado. E claro que aquela ponta de desconfiança se daria certo ou não está no ar.

Mas depois da espera, enfim a chegada esperada, para a alegria das crianças alopradas e dos marmanjos e moças feitas saudosas da infância perdida. Recapitulando, a estreia no Brasil é dia 5 de outubro, tendo no elenco a bela presença da brasileiríssima Thaila Ayala.

É esperar para ver se a Universal acertou a mão na chegada triunfal do mais louco dos pássaros ao cinema. Aguardemos.

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