Alergias respiratórias: Como se livrar dos transtornos durante a primavera?

Primavera no ar, flores, ar leve… e o pólen, ácaros e outros potencializadores das alergias respiratórias. E como escapar? Como aliviar as crises ou esquivar-se delas? Você confere neste material especial para passar a estação das flores sem perder-se nos espirros (Reprodução)

(Camila Iara / Presse Comunicação Empresarial)

Nem só de flores é feita a primavera. Com o início da estação mais colorida do ano, no último dia 22, muitas pessoas começaram a se preparar para encarar sintomas como olhos, nariz e garganta irritados, espirros incessantes e muita tosse. Além de ser a época dos dias mais longos e ensolarados, a primavera traz consigo o pólen que circula pelo ar e resulta em um dos problemas mais comuns da temporada: as alergias respiratórias.

De acordo a pneumologista e alergista Caroline Bernardes, do Hospital Dia do Pulmão, de Blumenau, normalmente na primavera há floração de diversas árvores, o que pode piorar os sintomas de alergia em pessoas sensíveis ao pólen. Em pessoas alérgicas, o pólen desencadeia um processo inflamatório em toda a mucosa respiratória, iniciando no nariz e evoluindo para os brônquios em alguns casos, explica a especialista.

Dra. Caroline Bernardes, do Hospital Dia do Pulmão (Reprodução / HDP)

Segundo ela, os primeiros sintomas costumam ser coceira no nariz, coriza diária, obstrução nasal e espirros frequentes. Além disso, podem estar associados sintomas de conjuntivite alérgica como coceira no olho, lacrimejamento, vermelhidão e queimação ocular. Se houver asma, a pessoa apresentará tosse, falta de ar e dificuldade de realizar atividades físicas. As crises dependem do controle da gravidade da alergia que a pessoa apresenta e como está realizando o tratamento preventivo, comenta a médica.

Ambientes ventilados e acompanhamento médico

Caroline destaca que a chegada do calor e a maior concentração de ácaros de poeira no ar também ajudam a agravar o problema. Para evitar incômodos, ela recomenda deixar os ambientes bem arejados, evitar locais muito fechados, evitar o uso de tapetes, carpetes, cortinas (principalmente no quarto) e utilizar capas antialérgicas de colchão e travesseiro.

Já durante o tratamento, lavar o nariz com soro fisiológico é essencial para pacientes alérgicos. Mas atenção: a pneumologista não indica o uso de descongestionante nasal. Ele não trata a doença, apenas provoca um alívio passageiro. Também pode causar o que chamamos de rebote — quando horas após o uso os sintomas de obstrução nasal voltam com muito mais intensidade, esclarece.

Para aliviar os sintomas e prevenir as crises, a especialista indica duas medidas: Realizar o tratamento de prevenção e o acompanhamento médico regular, finaliza.

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