Som n’A BOINA #27: Roberto Carlos, o monarca ausente da Jovem Guarda

Todas as peças da Jovem Guarda se encaixam… menos Roberto Carlos. Em todos os especiais que resgatam as histórias e canções daqueles tempos o Rei sempre é a ausência maior, o elo perdido. E por que este comportamento? Seria ele? A Globo? O SnaB deste fim de semana tenta buscar uma explicação, mesmo sem saber se vai conseguir (Reprodução)

Jovem Guarda…

Ouvir essa expressão puxa todo e qualquer fragmento dourado da história musica brasileira. Era a consolidação do Rock brasileiro, da semente plantada nos anos 50 com os primeiros embalos descidos dos EUA para os mortais da América Latina, tomados de assalto com aquela avalanche de cabeludos, guitarras elétricas, músicas fáceis que embalavam e pregavam amor e humor e tudo mais que viesse a telha.

A Jovem Guarda que nasceu fragmentada e, aos poucos, juntou-se num bolo só para preencher um horário de domingo vazio da grade da Record, em 1965. A Jovem Guarda erroneamente tachada de brega, chata, mas que a ela deve-se respeito por ter consolidado um estilo e dado o start no que viria nos anos seguintes. A Jovem Guarda que, a frente de tantos ousados, tinha três comandantes: um Rei, um tremendão e uma ternurinha.

Já se vão 50 anos desse movimento. Histórias pra contar são tantas que um documentário, um livro, um especial apenas é pouco, muito pouco. Recentemente, entre zapes perdidos na TV, cai de boca num documentário que, segundo a gíria da época, “é uma brasa” em se tratando do movimento: Jovem aos 50: Jovem aos 50 – A História de Meio Século da Jovem Guarda, com direção, produção e roteiro de Sérgio Baldassarini Júnior.

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Dagen H – Os 50 anos do “nó” necessário no trânsito da Suécia

De um dia para o outro, uma mudança de lado na pista e de filosofia: Neste ano, a Suécia recorda as cinco décadas de um fato que, até hoje, gera curiosidade e estranheza, mas colocou o país como referencia em trânsito seguro. Eis o Dagen H, quando os suecos foram para o lado direito da estrada (Reprodução)

Era uma linda manha de domingo, 3 de setembro de 1967, na simpática Suécia, um dos países que compõe a tão exemplar península escandinava, na Europa. Tinha tudo para ser um dia normal, com frio, trabalho e gente pelas ruas, avenidas e calçadas indo em busca de seu trabalho, escola, o que fosse. Dia bem sueco, com os suecos fazendo coisas de suecos, normalíssimo.

Mas, seria normal mesmo se ruas, avenidas, vielas, pontes e qualquer trecho trafegável do trânsito das cidades do país estivessem literalmente sem um único veículo na pista. Nas vias, operários a todo vapor revelavam placas por detrás de plásticos, pintavam faixas, davam os últimos retoques em cruzamentos e alças de acesso novinhas em folha e se preparavam para uma data história e, ao mesmo tempo, inusitada.

No mesmo dia, milhares de motoristas entortavam os neurônios imersos no seu primeiro contato com uma nova forma de percorrer o caminho para casa ou para o trabalho. Estavam escritos assim os primeiros capítulos do que é conhecido até hoje como o Dagen H ou Dia H, ou ainda o dia da mudança de tráfego para a direita (Högertrafikomläggningen), que, apesar da confusão preliminar ajudaria os suecos a marcarem o nome do país como uma das referencias em trânsito seguro no mundo.

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Liceu d’A BOINA (Literatura): Triste Cinderela

(Reprodução / Disney)

(Jennifer Gabrielly)

Com uma tiara enfeitando o topo da cabeça, a pele branca como a neve com leves sardas distribuídas com perfeição. Os lábios desenhados e pintados com um vermelho vivo. A silhueta coberta por um belo vestido azul. Ela com certeza era a jovem mais bela daquele baile. Todos os olhos seriam atraídos pela sua beleza. Ela era a dama da noite que roubará o príncipe de todas as outras.

Cinderela seguiria para o seu baile assim como estava no contrato. Sairia de lá meia-noite sem que sua madrasta se quer soubesse de sua saída, tudo isso com uma única condição, NINGUÉM poderia saber quem era ela.

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PODTUDO #03: O “tio” Ronnie, elucubrações away e… Cebolinha!

(Arquivo A BOINA)

Mas olha só, moçada! Tem número 3!

Quando a coisa evolui, a tendência é que ela continue… evoluindo. E assim segue o PODTUDO em seu mais novo episódio. Gravado ainda antes do Natal, é o último de 2017, mas como o ano que vem já está pertinho nada que nos impeça dizer que, logo logo, já estaremos na segunda temporada.

Precoce, mas sim, somos a atração midiática que mais rápido foi para a segunda temporada! Que marco!

Mas enfim, randomicidades a parte, eu, Daniel e Vagner no sentamos juntos para mais uma reunião trazendo no destaque as proezas de um tiozão dos grandes do Rock nacional. Um propenso ao popular que descambou para uma revolução sem precedentes que poderia (e muito bem) ter ido além na música brasileira. E hoje, mesmo de terno e com jeito de mãe de gravata (como ele mesmo define-se), carrega ainda muito Rock nas veias: RONNIE VON!

E fora o Tio Ronnie, as clássicas elucubrações sobre a música, o mundo a nossa volta e… uma reflexão sobre cabelos e… Cebolinha (Vagner vai entender!),

Enfim, se você ficou curioso então não vamos mais perder tempo com falatório. Dê o play abaixo e curta mais um super episódio do PODTUDO!

E, ah! Até 2018, com mais loucuras!

Antigamente: A Karsten, uma história moldada através dos tempos

Uma gigante encravada na simpática região do Testo Salto. De uma família em busca de segurança e uma nova chance de prosperar para uma das organizações mais sólidas do Brasil no setor têxtil. Eis a justa passagem de A BOINA na história da Karsten, 135 anos moldada com as grandes mudanças do Brasil e do mundo (Reprodução)

Notadamente, A BOINA não poderia terminar o ano sem dar espaço para a história de uma das mais importantes indústrias têxteis do país. Encravada no simpático Testo Salto, nos confins de Blumenau, ela alcançou os 135 anos em setembro mas nem de longe se parece com uma velha senhora, muito embora viveu com intensidade vários momentos da história blumenauense, brasileira e mundial, numa espécie de Benjamin Button germânica.

E quando se fala em simpática, é para o desorientado que ainda não viu o seu tamanho naquele caminho de Pomerode. Os dois lados do nº 260 da rua que leva o nome do fundador mostram somente um pouco daquilo que ela representa para o setor têxtil, industrial e, claro para a história da cidade que, pelos idos de 1860, abrigou uma família em busca de novas chances para prosperar e para fugir da agitação que permeava a Europa. Era a saga de Johann e os seus que originaria a gigante Karsten, a sexta mais antiga empresa do Brasil.

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Estações Brasileiras: A epopeia para contar a história ferroviária brasileira

A pesquisa por história nos faz, vez em quando, respingar por caminhos diversos e fascinantes. Não vou mentir que muito do que aprendi e aprendo tem a ver com estas pesquisas casuais em sites, vídeos, documentos e por ai afora. Ultimamente, mexido pelas lembranças da EFSC e as ultimas notícias vindas de Apiúna, estive metido pelo mundo ferroviário, algo que no Brasil é um dos mais ricos conteúdos de história do país, bem como divide-se entre a proteção por pessoas abnegadas e o descaso das autoridades.

Certa feita, nestes mergulhos sobre a história ferroviária brasileira, estacionado nas lembranças da antiga Companha Brasileira de Cimento Portland Perus, acabei caindo de cabeça num projeto que tem uma missão difícil, mas está a cumprindo de uma forma única e um tanto poética no campo da pesquisa. Um multimídia no mundo das artes gráficas e apaixonado por história ferroviária resolveu encampar a tarefa hercúlea de mapear as mais de cinco mil estações ferroviárias brasileiras, desde as demolidas até as existentes, abandonadas ou ativas: Eis o projeto Estações Brasileiras.

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