Maternidade em A BOINA: Metáfora do Tombo

Descobrindo os caminhos da vida com alguns tombos pelo caminho. Assim como Bernardo, as várias crianças no mundo seguem os mesmos passos, mesmo com os joelhos esfolados de algumas quedinhas (Arquivo Pessoal)

(Josiane Caitano)

Nesta semana, o Bernardo caiu dois tombos no mesmo dia. Em uma das vezes bateu o rosto num móvel da casa, o que resultou num olho delicadamente roxo no dia seguinte. Na outra vez, menos de uma hora depois, uma pancada na quina da estante resultou no queixo esfolado. Os joelhos então… volta e meia estão esfolados.

O está com pouco mais de um ano e meio, em fase de aprender a firmar os passos. É difícil ver o filho cair e, pior, se machucar. Mas nem sempre temos como impedir, porque não há como mantê-lo sob nosso controle o tempo todo. Em tudo o que estiver ao nosso alcance, enquanto mães, nós devemos fazer, mas é preciso entender que cair também faz parte do aprendizado, do crescimento das crianças.

A vida é assim também. Do mesmo jeito, é preciso entender que aos poucos a gente aprende a caminhar direito, que é preciso dar um passo de cada vez e desviar das pedras do caminho. É preciso entender também que devemos aprender com as dores causadas por cada espinho, por cada decepção, por cada queda, saber que tropeçar faz parte e seguir em diante. É assim que aprendemos a valorizar cada conquista, cada passo dado.

(Reprodução)

Nem sempre um tombo é algo tão ruim assim. Faz parte da vida. Até porque, qual seria a graça se a gente já nascesse sabendo tudo, inclusive a andar?

Às vezes é no tombo que se aprende a lição e a direção certa a seguir. É na decepção, nas pessoas invejosas, na mentira e até na maldade que deciframos qual o melhor caminho, pois percebemos que aquilo não vai agregar em nada e que pode, sim, ser prejudicial. É por meio dessas experiências que vemos como é importante valorizarmos quem vem para somar, quem quer nos ver de pé e quem está disposto a dar a mão para nos levantar.

Cada tombo pode ser uma nova oportunidade de crescimento. O importante é não focar no tombo, mas no recomeço.

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