Um banco, 57 anos: A capsula do tempo do Banco da Lavoura

A inscrição no início do filme: Você vai mergulhar numa viagem incrível no cotidiano do antigo Banco da Lavoura, 57 anos atrás Reprodução)

As coisas que não encontramos tarde da noite… Em um momento de descanso da mente depois do dia de trabalho, eis que A BOINA se depara com uma verdadeira joia da memória bancária brasileira. Completo com quase 30 minutos de duração, a conta de Rafael Helbert trouxe para o YouTube um filme de 57 anos atrás. Mais até: uma verdadeira capsula do tempo. Trata-se de uma produção institucional que registra aspectos da rotina diária do antigo Banco da Lavoura de Minas Gerais.

De acordo com a descrição do vídeo, a produção, feita pelo próprio banco, ficou mais de 40 anos guardada nos arquivos do banco, que já foi uma das maiores instituições econômicas do Brasil em todos os tempos. Ela já foi divulgada pela primeira vez há 12 anos e está no site desde 2013, com razoáveis 7 mil visualizações, mas ainda assim um achado daqueles.

Na produção, voltamos a um dia de 1960, quando o vídeo fora produzido com o intuito de integrar o projeto Memória do Tempo, alusivo aos 35 anos da instituição. Era para ser aberto no ano 2000, como o fora, mostrando em detalhes como era a rotina bancária na sede do Banco da Lavoura, à época no Edifício Clemente de Faria, um dos mais marcantes da capital mineira, na Praça 7. Além das técnicas antigas e equipamentos à época avançadíssimos, o filme mostra toda uma vida que rodava nos andares do prédio, que tinha até cabeleireiro infantil e um cinema montado no mesmo lugar.

Edifício Clemente Faria, antiga sede nacional do Banco da Lavoura, em Belo Horizonte (Reprodução/ARQBH)

As imagens mostram uma estrutura sólida, confiável e típica dos anos 50/60. E não era pra menos o gigantismo. Fundado em 1925 por Clemente Faria e José Bernardino Alves Junior, o Banco da Lavoura era uma instituição sólida com sedes nos principais centros e filiais em vários pontos do Brasil.

A instituição manteve-se bem até 1971, quando desavenças entre os dois herdeiros do banco provocaram a divisão do grupo, formando assim duas novas marcas: O Banco Real, comprado anos depois pelo holandês ABN AMRO e, mais tarde, pelo grupo espanhol Santander; e o Banco Bandeirantes, incorporado mais tarde pelo Unibanco, que seria fundido com o Itaú.

Sem mais alongar, fiquem com esta capsula do tempo. Atente aos detalhes de cada processo, é o passar de um dia num banco há cinco décadas atrás:

Bônus: Comercial do Banco da Lavoura, de 1970, um ano antes da divisão:

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