Som n’A BOINA #27: Roberto Carlos, o monarca ausente da Jovem Guarda

Todas as peças da Jovem Guarda se encaixam… menos Roberto Carlos. Em todos os especiais que resgatam as histórias e canções daqueles tempos o Rei sempre é a ausência maior, o elo perdido. E por que este comportamento? Seria ele? A Globo? O SnaB deste fim de semana tenta buscar uma explicação, mesmo sem saber se vai conseguir (Reprodução)

Jovem Guarda…

Ouvir essa expressão puxa todo e qualquer fragmento dourado da história musica brasileira. Era a consolidação do Rock brasileiro, da semente plantada nos anos 50 com os primeiros embalos descidos dos EUA para os mortais da América Latina, tomados de assalto com aquela avalanche de cabeludos, guitarras elétricas, músicas fáceis que embalavam e pregavam amor e humor e tudo mais que viesse a telha.

A Jovem Guarda que nasceu fragmentada e, aos poucos, juntou-se num bolo só para preencher um horário de domingo vazio da grade da Record, em 1965. A Jovem Guarda erroneamente tachada de brega, chata, mas que a ela deve-se respeito por ter consolidado um estilo e dado o start no que viria nos anos seguintes. A Jovem Guarda que, a frente de tantos ousados, tinha três comandantes: um Rei, um tremendão e uma ternurinha.

Já se vão 50 anos desse movimento. Histórias pra contar são tantas que um documentário, um livro, um especial apenas é pouco, muito pouco. Recentemente, entre zapes perdidos na TV, cai de boca num documentário que, segundo a gíria da época, “é uma brasa” em se tratando do movimento: Jovem aos 50: Jovem aos 50 – A História de Meio Século da Jovem Guarda, com direção, produção e roteiro de Sérgio Baldassarini Júnior.

Não dá pra botar tudo daquele tempo num lugar só, é claro, mas Sérgio conseguiu chamar boa parte do movimento e colocar o telespectador imerso na história do antes, durante e depois em todos os seus aspectos e com grande parte de sues personagens. Grande parte, uma bem dita expressão diga-se. Alguns faltaram, bem provável que outros tiveram compromissos, não puderam (ou não quiseram) gravar ou até, pela relevância documental, foram deixados de lado, o que é compreensível num documentário.

No entanto, e como tem sido rotineiro, uma ausência foi muito bem sentida em meio aos tantos. Aquela que era a cabeça-moor do movimento, que puxava todos junto com ele dentro da atração daquelas jovens tardes de domingo. Ele que era uma das sustentações e espelho de tantos outros que, de certo, ladearam-no na mesma trilha do sucesso do movimento. Ele que era, simplesmente, o Rei.

E ai, enfim, a pergunta que me faço toda santa vez que me deparo com documentos e especiais de TV sobre a Jovem Guarda: Afinal, onde está o Rei?

Por que negar a história? Vamos as origens

O palco do Jovem Guarda, nas tais jovens tardes de domingo da Record. Foi aqui que Roberto ganhou a coroa de Rei e a projeção ao sucesso. E por que, então não falar sobre este período? (Reprodução)

Vai ser difícil explicar, já prevejo isso de antemão. Virei a internet de cabeça para baixo e, até agora, não achei ninguém que me explicasse o porquê de Roberto Carlos, simplesmente, virar as coisas a cada chamado para contar, cantar ou estar no meio dos semelhantes da Jovem Guarda. Não há nada, nem comentário, nem crítica e tampouco elogio.

E as perguntas, pelo menos pra mim, se multiplicam: o que ele esconde? O que ele não quer contar sobre este período? O que lhe envergonha na Jovem Guarda? Será a Globo tão intransigente assim?

É um desafio tentar explicar ou procurar explicar o que deve ser inexplicável. Não é de hoje que Roberto não fala de Jovem Guarda e também não quer dizer que ele nunca tenha falado sobre. Isso até porque, em 1985, no seu especial anual, Roberto esteve reunido dos seus semelhantes na música final daquela ocasião. E não podia ser diferente, eram os 20 anos do movimento, e a música não podia ser outra senão aquela de 1977 que falava daqueles idos:

Mas faz tempo que ele não dá as caras. Nem mesmo no efêmero Jovens Tardes, da própria casa, em 2001, há registro de uma aparição sua. E desde então, a exceção de alguma raríssima fala de algum momento perdida no esquecimento da história, Roberto – o Rei – desapareceu para a Jovem Guarda. No documentário que falei acima, ELE é a ausência, ele não falou nada mas ainda assim foi lembrado e até agradecido nos créditos com a marota frase de complemento: inclusive o monarca que não quis participar.

Roberto Carlos é mesmo um cidadão um tanto enigmático da música brasileira. Com o sucesso que tem e construído ao longo dos tempos não é a toa que até quem não gosta dele acaba falando dele. Roberto tem peso na música brasileira nos primeiros anos do Rock nacional, onde de fato sofisticou a pegada musical vinda dos anos 50 e trouxe uma roupagem mais sessentista, em parte pela influencia das letras escritas junto de Erasmo Carlos e das nuances idealistas de Carlos Imperial.

Erasmo, Wanderléa e Roberto, os comandantes das tardes de domingo. O Rei bem assessorado, mas uma parceria que teria fim em pouco tempo (Reprodução)

Quando entrou no comando do programa Jovem Guarda naquele buraco da programação da TV Record, em 1965, tinha cacife para usar com propriedade o termo “Rei”: era o comandante da casa e tinha boa assessoria de Erasmo e Wanderléa. A turma que entrava fazia a zorra acontecer com a chancela do monarca. Era verdadeiramente a consolidação do movimento jovem que usava aqueles astros alucinados como espelho para sua construção social naqueles inocentes (e tão movimentados) anos 60.

Ai, veio Sanremo, em 1968. Roberto pede licença para ir a Itália participar do festival já pensando numa virada na carreira. Ele traz o troféu de melhor com a apoteótica Canzione Per Te, volta ao Brasil e deixa o reino na mão de Erasmo e Wandeca. O fim não tardaria para o Jovem Guarda e, enquanto Roberto seguia seu rumo, cada cantor do movimento foi procurar seu caminho. Alguns aperfeiçoaram seu Rock, outros caíram no brega/romântico e outros simplesmente sumiram nas produções musicais ou em outros ofícios.

Abraçado do compositor de Canzione Per Te, Sergio Endrigo, Roberto com o troféu de vencedor do Festival de Sanremo, em 1968. Após a conquista, um novo rumo na carreira e novos elementos musicais Reprodução)

Enquanto a Roberto, tudo parecia levar o antigo Rei para outros caminhos na música. Mesmo numa trajetória mais romântica, suas canções tinham pitadas de Rock Progressivo e até Soul, com baixo marcante e presenças felizes do órgão de Lafayette em suas músicas. Discos lançados por Roberto entre 1970 e 1973 trazem muito desta carga, fora a qualidade musical muito boa que inseria em sua música.

E tudo ia bem até 1974… Roberto assina um contrato de exclusividade com a Rede Globo e tudo vira… outra coisa. Desde então, com a exceção de um único ano por conta da morte da então mulher, Maria Rita, em 1999; assistimos (ou não) o especial meloso e sentimentalista que a vênus platinada leva ao ar todo o fim de ano. E tudo isso cercado daquela aura estranha que Roberto ainda mantém sobre sua carreira e passado.

No primeiro especial, em 1974. Exclusividade com a Globo e um trajeto meloso que se repete a cada fim de ano na emissora dos Marinho (Reprodução)

Mas aqui, que é bom até falar, não cabe falar sobre amenidades da vida de Roberto. Não cabe aqui querer que o Rei fale rasgadamente sobre a parte da perna que perdeu na linha do trem em Cachoeiro de Itapemirim, quando criança, ou de sua briga com Tim Maia, até hoje mal explicada, ou das peripécias românticas nos tempos de jovem… A pergunta, simplesmente, é: por que tanta esquiva da Jovem Guarda?

A primeira, que foi o documentário, já é sentida. Roberto é citado por todos e todos, de alguma forma, lhe devem uma boa parcela do sucesso que tiveram naqueles tempos. Da parte de Roberto há um baú de histórias que devem ser tão preciosas quanto a respeito de como essa movimentação musical foi convergindo aos poucos no que viria a ser o Jovem Guarda na Record e fora tantos outros detalhes enriquecedores dessa história. Mas ele não apareceu, não quis, e ninguém sabe o motivo.

Record, Globo, ele mesmo.. existe mesmo um porquê?

A porta do Teatro Record em domingo de Jovem Guarda: abarrotada com tietes e admiradores. Apesar de começar a ser visto nas lentes da Record, hoje a emissora de Edir Macedo é presa a um acordo que impede a aparição em arquivo e som de Roberto na sua programação (Reprodução)

Outro ponto é com relação a própria Record. Faz algum tempo que as casas de Edir Macedo e dos Marinho não se olham amigavelmente e, quando o assunto é Roberto Carlos, a coisa fica ainda mais negra. Desde 2000, a Record mantém um acordo com Roberto em que se comprometeu a não tocar nenhuma de suas músicas, salvo quando outro cantor ou cantora canta alguma delas. E ainda mais cruel: a emissora não pode ceder ou exibir as poucas imagens salvas do arquivo do Jovem Guarda ou de qualquer outra atração da Record daqueles idos dos 60 em que Roberto aparece.

E a argumentação é simples: Roberto é artista exclusivo da Globo e, com isso, precisa proteger a veiculação de sua imagem e voz nas emissoras concorrentes. Nada mais justo, mas que chega a ser violento contra a emissora paulista que, há mais de 50 anos, o colocou na tela como o líder de um bando de roqueiros que ajudaram a construir o próprio movimento. Embora Roberto não seja exceção na Record, o mesmo caso acontece com Elis Regina, cuja exibição de imagens e sons também é protegida por decisão judicial da família da pimentinha.

Fotonovela especial da antiga revista Sétimo Céu, onde descobri do tal acidente de trem que lhe arrancou parte da perna que, dizem ser, a direita (Reprodução)

No caso de Elis, tudo bem, já que arquivos e história são de montes e toda a nova descoberta é festejada. Mas… E quanto a Roberto? Será que tudo isto é consequência do aprisionamento da Globo mesmo ou da própria sanha em preservar tudo que é relacionado ao seu passado?

Roberto tem muito disto. Sua história e suas origens são coisa que o Rei faz questão de guardar a sete vezes sete chaves. Recordo-me, há algum tempo, de ter tomado em mãos uma fotonovela de minha tia – fã confessa dele – contando sobre sua história desde sua infância até os dias de sucesso nos anos 60. Só ali fui saber, até um tanto chocado, do acidente que sofrera quando criança na linha do trem na sua cidade-natal, Cachoeiro de Itapemirim, no Espirito Santo, perdendo parte de uma das pernas (que nem se sabe qual. Dizem que é a direita, mas vai saber).

Amenidades, como disse, não são o foco. Mas é apenas uma das tantas provas que o Rei mantem vigilância cerrada sobre qualquer coisa que falem, mostrem ou publiquem. Um exemplo, diga-se de passagem, afinal são estas amenidades que alimentam a fábrica suja de fofocas e da dita imprensa marrom, que fatura em cima de notícias falaciosas ou do disse-me-disse de bocas de comadres e cliques indiscretos de famosos e pseudo-famosos. Ele é avesso a biografias não-autorizadas e já deixou bem claro isto a Paulo Cesar de Araujo, depois de vetar de vez a publicação Roberto Carlos em Detalhes, de 2006, que para muitos (como eu) foi uma proibição exagerada.

Esta parte, Roberto faz muito bem… Mas, e a Jovem Guarda? Aquele elo perdido de sua carreira musical rico em passagens que, se muitos já contaram, não ouvimos diretamente da boca do próprio, com suas versões e detalhes. Isto não é uma amenidade, é uma outra visão, uma importante visão sobre a música brasileira naquele período, a relação com os demais cantores e outros detalhes que ajudaram na consolidação da Jovem Guarda.

A biografia não-autorizada Roberto Carlos em Detalhes, de Paulo Cesar de Araújo: batalhas judiciais do Rei contra o autor tiraram a publicação das bancas (Reprodução)

Seria a Globo então? Não seria de estranhar. Ainda hoje, a vênus platinada vive agarrada a tal tabuinha que resta da exclusividade de conteúdo no Brasil. Para uma emissora cujo valor musical dispensado é nulo, ignorar a Jovem Guarda é o de menos. E aqui não é nenhuma revolta sem fundamento ou mimimi incontido. Tirando o especial efêmero de 2001 já citado, conta-se nos dedos (sem fechar cinco) as vezes em que a emissora dos Marinho rememorou com vigor e propriedade o movimento que ajudou-o a ser o que é hoje.

Tudo é controlado, vigiado, preso, selado, como foi no mesmo 2001, quando a MTV quis fazer a redescoberta de Roberto Carlos ao público jovem e que, por picuinhas contratuais, fez seu acústico de ótima qualidade musical sumir das prateleiras sem mesmo dar alarde. Mas não vem ao caso, a Globo faz seu papel (cruel, as vezes), e Roberto, como fiel funcionário da casa (embora ache que seja seu maior erro na vida), segue o contrato.

Uma cinebiografia com a mão do Rei: Agora vai?

A caminho, uma cinebiografia de Roberto Carlos está em fase de produção. Se o diretor, Breno Silva, vai mesmo conseguir contar histórias como as da Jovem Guarda, talvez sim, talvez não. Só o produto pronto dirá (Mauricio Santana / LatinContent / Getty Images)

Recentemente, fala-se que a vida de Roberto será recordada em uma cinebiografia assinada por Breno Silva e com a ajuda do colunista musical (da Globo) Nelson Motta. De acordo com várias publicações, encontros de Roberto com o diretor já aconteceram por várias vezes e as expectativas de Breno tem sido positivas: A sensação nesses encontros é de que ele vai abrir o coração mesmo, diz ele. O recorte a ser utilizado é, justamente, a juventude e a ascensão na Jovem Guarda.

Margens para tantas coisas se abrem, mas é um fio de esperança com relação ao desvendar de uma história musical envolta em panos e até então esquecida por Roberto. No entanto, o que tem dedo de gente da Globo e que, indiretamente, mexe com a Globo ou Roberto em si tem sempre uma desconfiança no ar. Ele abrirá mesmo o coração? Logo Roberto, conhecido por negar assuntos do seu passado como, claro, a Jovem Guarda? Tenho minhas desconfianças de que o sr. Silva será bem sucedido, afinal arrancar do Rei qualquer palavra do passado é um desafio hercúleo e quase (eu disse quase) impossível.

Ao chegar neste ponto, você pode estar pensando que eu estou até agora dando rodeios sem chegar na resposta do “por que Roberto Carlos nega-se a falar ou participar de algum especial sobre a Jovem Guarda”. Na verdade, responder a pergunta só mesmo o próprio “Rei” o faria, mas pelos tantos caminhos vistos e revistos não há caminho mesmo senão ele ou ninguém que diga o porquê deste esquecimento de uma fase áurea.

No meio da rapaziada foi onde Roberto começou, e no meio dela nunca mais sentou. O trabalho de Baldassarini não pode ser jogado na lata comum dos trabalhos incompletos, mesmo que esteja sem a fala do Rei. Pelo contrário, apesar da ausência, sua menção o faz parecer como um personagem morto com grande importância (Reprodução / RC Oficial)

A conclusão que sempre chego, e é sempre a mesma, é a que todo e qualquer especial feito sobre a Jovem Guarda será incompleto. Faltará sempre uma peça, não a mais importante, mas talvez um dos elos mais importantes dentre tantos do movimento. O esforço do sr. Baldassarini não deve ser jogado no lixo. Com o conteúdo que tem embarcado, Roberto no meio dele pode ser considerado um personagem morto ou um complemento literário que explica toda a agitação musical dos anos 60 em torno do desenvolvimento do nosso Rock e da cultura jovem daqueles idos.

Se um dia Roberto esquecer das manias que adquiriu com o tempo e abrir a boca para falar e cantar Jovem Guarda, sem as prisões esdruxulas da Globo e da própria mente, será um grande dia para a música brasileira. Goste você ou não, Roberto tem parte das grandes na nossa música, e a história de sua passagem pelo movimento só ele saberá dizer. Afinal, ele mesmo diz que ninguém contará melhor a minha história do que eu mesmo.

Então, se é assim, Rei, deixe de lado a postura negligente com a história musical brasileira e comece a falar. Afinal, o senhor já está passando pelos 76 anos.. não é?

Até o próximo SnaB!

(Reprodução)

Um comentário sobre “Som n’A BOINA #27: Roberto Carlos, o monarca ausente da Jovem Guarda

  1. Boa tarde, André.

    Seu texto está excelente.

    Tenho pouco ou nada a ressalvar, mas creio que possa contribuir com alguma “luz” sobre o tema.

    Primeiramente, além da lembrança de 1985, o Roberto também homenageia e traz “a galera toda” no especial de 1995, quando eram 30 anos do movimento. Eles cantam, todos no palco, “A festa de arromba”. — de certa forma, todo ano ‘5’ ele fazia algo do gênero: em 1975, regravou ‘Quero que va tudo pro inferno’, e em 2005 revisitou dois grandes sucessos da época, composições dele mas sucesso com outros: “A volta” (sucesso com Os vips) e “Promessa” (classico com Wanderley Cardoso). 2015 nada direto, mas no especial novamente tocou cancoes da epoca, chamando Erasmo e Wanderléa.

    Outro momento importante para mencionar — presente nos álbuns de 1998 e 2002 — sao as turnês em que ele falava do movimento em seus shows, dizendo do que representava para a época e relembrando canções de então.

    Recentemente, ele fez uma pequena concessão e gravou depoimento pra Record em homenagem a Wanderléa.

    Mas de forma geral concordo que seja pouco. De repente, uma participacao mais efetiva em especiais gerais, fazendo um revival, contribuindo com livros — coisa que ficou sendo realmente o ponto negativo da bio dele –, mais entrevistas etc.

    Por outro lado, nao podemos ignorar que, de algum modo, a maioria dos artistas da epoca — salvo Erasmo, Wanderléa e, vá lá, Renato Barros – seguiu preso e caricato do movimento, bastando ver o amargo fim de Jerry Adriani, o obscurantismo de EduardoAraujo, e a carreira gospel de Wanderley cardoso.

    Roberto é maior, sob todos os aspectos.

    Alem disso, e ai outro aspecto que tem meritos individuais, mas a mim particularmente nao me agrada tanto, o tino comercial de RC, investindo em diversas áreas (gado, imoveis, perfume, garoto propaganda), e mesmo em producoes bastante diversas (Jerusalem, Abbey Road, Las vegas, miami), o navio, etc.

    E nisso tudo, um nome: Dody sirena.

    A parceria iniciou em 1991, mas a partir da morte de Maria rita RC renasce de outra forma, e comeca a cada vez mais ficar “refem” do cidadão. Noto isso especialmente a partir de 2004, com muta intensidade apos 2011.

    Nao justifica, mas explica.

    Grande abraco

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