Gramming & Marbles (F1): Valeu, Haas! Vettel vence com golpe de sorte em Melbourne

A sorte ganha corrida também: Vettel contou com um golpe de sorte da filial para roubar de Hamilton a vitória em Melbourne numa corrida tranquila (Getty Images)

Aleluia! Enfim, a F1 abriu o expediente em 2018, e a agonia de escrever aos amigos já era incontrolável! Desde o GP do México do ano passado não relatávamos mais aqui em A BOINA os detalhes das corridas, seja da F1, Indy ou MotoGP. As correrias de adaptação a nova vida profissional em Timbó dificultaram um pouco a continuidade das matérias. Doeu não narrar o fim da temporada em todos os seus lances, mas o importante é estar de volta, e falando muito do que se gosta: VELOCIDADE!

E sendo assim, justificativas dadas, hora de abrirmos também nós os trabalhos para 2018, ainda devendo a palavra sobre São Petersburgo, na Indy, mas que deve sair durante a semana. Em Melbourne, todos podiam esperar que seria de Lewis Hamilton, e com uma mão nas costas, a primeira festa de champanhe do ano. Afinal, o inglês cravou bem a pole, sem apertos nem problemas, para preocupação dos adversários.

Mas ai, eis que vem a corrida, com todas as suas imprevisibilidades e nuances. E a Ferrari, que passou quieta e mordida por largar atrás da Mercedes, conseguiu num golpe de sorte sair sorrindo da terra dos cangurus. Sebastian Vettel é o primeiro vencedor do ano, contando com a melhor resistência do carro e muita sorte de estar no lugar certo e na hora certa. Hamilton, contrariado, fechou em segundo com Kimi Raikkonen num bom terceiro posto.

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Fusca, 1993: Itamar e a “reinvenção da roda”

Uma receita conhecida para dinamizar a economia. Há 25 anos atrás, atendendo ao pedido do presidente-fanático Itamar Franco, a Volkswagen retornava com a produção do Fusca. No discurso do acesso ao carro popular, o pedido de um fã do besouro oculto e uma série de atravancos de um veículo que não estava mais de acordo com seu tempo (Reprodução)

Num país onde a economia parece não dar sinais de vida quando internada na UTI, qualquer ideia mirabolante pode até funcionar quando se quer dinamiza-la e faze-la girar ao seu favor. Em qualquer país em crise, se não há algo mais inteligente, é uma via de regra de qualquer manual de recuperação econômica, e muitas vezes ou são simplesmente mirabolantes ou complicam ainda mais uma situação vigente.

No Brasil de 1993, qualquer boa ideia era bem-vinda para fazer o brasileiro comprar, depositar divisas na economia e fazer a roda girar em um momento delicado de recuperação política e econômica. Depois do golpe econômico dado por Fernando Collor, o bastão estava nas mãos do mineiro Itamar Franco, seu vice, que tinha nas mãos o dever de conduzir o processo até o fim do mandato vigente – em 1995 – prosseguindo com a recuperação econômica.

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Stephen Hawking: Das estrelas da vida para a vida entre as estrelas

Uma quarta-feira triste na terra e alegre no campo das estrelas, onde outra delas surgiu. Desafiador de limites, gênio, tradutor das grandes teorias acerca do universo, Stephen Hawking morreu pela manhã em sua casa em Cambridge, deixando uma lacuna imensa entre os grandes gênios contemporâneos (Reprodução)

Poucas vezes a ciência foi a primeira palavra em rodas de conversa mundo afora, ainda mais quando o assunto rondava a física, o espaço, os corpos celestes, aqueles tais pontos brancos que fascinavam o ser humano cada vez que olhávamos para cima em noite enluarada. Afinal qual é o ser humano que não se fascina com eles? Qual que não aguça a curiosidade especialmente quando um estudioso fala em buracos-negros, galáxias distantes e planetas longínquos que guardam semelhanças com a nossa pequena Terra.

Um destes seres viventes na terra talvez foi o maior destes curiosos. Um cidadão de óculos protuberantes, aparencia esquálida que dava impressão de fragilidade mas que, dentro de sua mente e de suas percepções, residia uma curiosidade sem fim sobre que segredos escondiam o firmamento, o que os olhos não podiam ver acima do simples visto todas as noite.

Stephen Hawking, ingles de Oxford, inquieto em suas ações e curiosidades acerca do instigante espaço que nos cerca, não se convenceu apenas em olhar as estrelas e não os seus pés, como ele mesmo dizia aos outros. Ainda um jovem estudante, começou a decifrar segredos e construir o que seriam suas hipóteses até hoje admiradas por muitos, estudiosos ou não.

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Oscar 2018: Na edição 90, a consagração de Del Toro e a calma noite das lógicas

Um exultante Guilhermo Del Toro e sua conquista como Melhor Diretor por A Forma da Água. Foi uma noite especial tanto para ele quanto para os realizadores da grande película consagrada da noite, que teve momentos marcantes mas onde reinou uma certa calmaria, registrada para a história na edição 90 do Oscar (Reprodução)

(Laly Siegel)

Domingo, 4 de março de 2018. Uma noite para a história do Academy Awards em todos os tempos. Foi a noite da 90º cerimônia de entrega do Oscar, reunindo como de costume a nata da nata do cinema para a consagração dos melhores da indústria cinematográfica americana (e, em partes, internacional). Tem sido assim desde 1929, sempre movendo os olhos do mundo para Los Angeles, sede da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas e, desde 2001, para o belíssimo Teatro Dolby, local da cerimônia desde então.

Mas se alguém esperava algumas surpresas e momentos indelevelmente marcantes na entrega da estatueta nesta 90ª edição, pelo menos ficou com uma cerimônia tranquila, sem erros em nenhum envelope e sem grandes e marcantes protestos. Apenas um discurso marcante, algumas cutucadas a Donald Trump e lembranças ao movimento Time’s Up, contra os abusos na indústria cinematográfica, foram os momentos mais fora da premiação em si, que teve um filme e seu diretor os grandes vencedores da noite: o incrível A Forma da Água e seu diretor, Guilhermo Del Toro, com os louros da cerimônia.

Venha com A BOINA na viagem especial sobre a cerimônia que mexeu com a noite da história do cinema, mesmo cercada das lógicas certeiras.

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Liceu d’A BOINA (poesia): Ivo Hadlich “para divulgar e o que bem aprouver”

Depois de quase dois anos (e alguns adiamentos), finalmente o lado poético de um dos maiores símbolos da atividade cultural de Blumenau estão aqui no LICEU; Com vocês, a veia poética de Ivo Hadlich, do alto dos seus mais de 50 anos de vida artística (Arquivo Pessoal)

Muito bem, fim de noite pelas bandas da Pérola do Vale e minhas lembranças navegam de encontro de um grande amigo que continua a peleia pelas quebradas de Blumenau. Sua vida artística já não passou das cinco décadas, tendo ao seu lado muito mais amigos do que os inimigos e cruza com eles quase todos os dias, sorrindo ou de semblante sério.

Cheio das várias histórias no tempo do exercito, dos palcos, das poesias e da cultura blumenauense, por vezes pode ser encontrado nas ruas do Centro ou sentado em um dos bancos do Tunga, na Rua XV, sem caneco de chopp mas com um copo grande de assuntos e memórias para compartilhar. E por vezes, lá estava eu naquele mesmo lugar ao seu lado, degustando destas recordações e falando da vida calmamente enquanto ela corria agitada diante de nossos olhos no fim da tarde.

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Kart Clube Blumenau/Vale Europeu: Emoções, disputas e velocidade renovadas em 2018

(Kart Clube Blumenau/Vale Europeu)

Os mais velozes e furiosos pilotos de kart da região estão de volta! Começou no último domingo (24/02), no Kartódromo de Indaial, a temporada 2018 do Kart Clube Blumenau/Vale Europeu. Duas categorias com 23 pilotos e muita adrenalina nos kartódromos de Ascurra, Balneário Camboriú e Indaial, sem economizar nas doses de emoção nas pistas. Ao todo, serão 10 etapas, uma por mês, divididas em duas baterias, com a grande final para o mês de novembro, no veloz Kartódromo de Ascurra.

O grupo foi criado em 2015, a partir do convite feito por Fabrício Wolff a amigos apaixonados pela velocidade. Wolff presidiu o grupo por dois anos. Em 2016, fundaram o Kart Clube Blumenau/Vale Europeu, foi instituída a categoria Light e o número de pilotos participantes aumentou. Em 2017, o grupo organizou-se em uma diretoria mais ampla sob o comando de Eduardo Bona Bononomi. Agora, em 2018, o Kart Clube é presidido por Cristiano Baifus e o certame conta com novas caras em busca dos títulos nas duas categorias.

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