Gramming & Marbles (F1): Bom trabalho, Castanhari!

De princípio, o medo por ser um trabalho ufanista. No final, palmas por um excelente review da vida de Senna. Trabalho de Felipe Castanhari no seu Canal Nostalgia, o vídeo especial sobre a vida do tricampeão é um bom começo para quem quer entender o universo Senna e da F1 sem a coleção de ufanismos insanos e imprecisões gritantes (Reprodução / Canal Nostalgia)

Neste início dos trabalhos do G&M em 2018 – ou melhor, a volta do G&M, mas explico isto mais tarde – tenho ficado atento a vários materiais que tem chegado sobre a F1, especialmente neste ano, como uma forma de reciclar conhecimentos preparando-me para a temporada 2018. E este ano, como aficionado do automobilismo, será mais difícil demonstrar que F1 é esporte, com ou, especialmente no caso deste ano, sem brasileiros, como viveremos este ano. Coisa que não se vivia desde 1969.

Mas nesses rodeios das pesquisas para a nova temporada, fui surpreendido com um trabalho que, certamente, já está entre os vídeos em alta no YouTube: trabalho do Canal Nostalgia, conduzido primorosamente pelo jovem pimpão Felipe Castanhari – que costuma lembrar jovens como eu e muitos outros que estamos ficando velhos – o seu vídeo especial de memórias resolveu debruçar-se sobre as histórias de Ayrton Senna.

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Ídolos com pés de barro

Eis Richard Rasmussen, o aventureiro radical que leva a família brasileira alguns dos segredos e curiosidades mais interessantes de nossa fauna. No entanto, será que Richard é mesmo o que as câmeras tanto mostram? (Reprodução)

(Ricardo Hedler)

Domingo, março de 2005. Uma família brasileira comum se reúne na sala para assistir ao Domingo Espetacular na Rede Record. Seu apresentador, o icônico Paulo Henrique Amorim, anuncia com sua voz característica o que se tornaria um dos quadros de maior sucesso do programa: o quadro Selvagem ao Extremo, criado e apresentado por Richard Rasmussen, mostrava o aventureiro animal interagindo de maneira irreverente com os mais diversos animais da nossa fauna: cobras, lagartos, por ai…

O que aparecesse no caminho desse amante da natureza, era logo capturado e manipulado sem medo algum pelo apresentador em frente às câmeras. Ao contrário do pobre animal que era apanhado de surpresa e levado à situações de extremo stress. Tudo com o máximo de sensacionalismo para manter a família brasileira presa no sofá esperando mais confrontos perigosos do queridíssimo caçador de aventuras.

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Jornalismo FURB: Orgulhosamente jornalistas (e pioneiros)

Enfim, a tradicional sigla da FURB pode dizer com orgulho que forma jornalistas para o desafio do dia a dia. Na manhã da última sexta-feira (16/02), a Universidade Regional de Blumenau enfim formou a primeira turma de jornalistas criados dentro dos seus cercados no Campus 1 da instituição. A suntuosa cerimônia, realizada no Auditório Heinz Geyer, do Teatro Carlos Gomes, juntamente com os demais formados de outros quatro cursos (Publicidade, Serviço Social, História e Ciências Sociais), deu aos 12 acadêmicos de JOR o título sonhado de bacharéis em Jornalismo, num momento que entra para a história da cinquentenária casa.

12 novos jornalistas, 12 apóstolos como brincou a professora e coordenadora do curso, Roseméri Laurindo, em conversa informal com A BOINA durante a produção deste material. 12 alunos que venceram a difícil corrida acadêmica no desenvolvimento das competências que o jornalismo moderno – mesmo cheio de seus atravancos – exige e que, hoje, levam consigo o título de pioneiros da instituição no curso. Algo que não sairá dos anais da FURB e de suas memórias, muito mais do que as recordações dos dias de academia.

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PODTUDO #05: Uma tarde com Beatles de ponta a ponta

Um prato cheio para quem pula com os sons dos Beatles ou curte histórias da música: A reprise do especial dos fab four, rodado no Lado Abacate no Natal de 2017. Vale a pena! Dá o play! (Reprodução)

No quinto número (chegamos em cinco!), um presente para quem tem gosto por Beatles! Enquanto o último gravado não fica pronto, eu e Daniel trazemos aos amigos a fantástica viagem pelos 13 discos do quarteto de Liverpool, realizada no programa Lado Abacate, da Rádio Online Página 2 (PG2) no dia 22 de dezembro do ano passado.

Pra quem curte o som dos fab four ou boas histórias da música, um presentão! Vale a pena – e muito – dar o play! Curte ai!

Liceu d’A BOINA (literatura): Os Estrangeiros (Parte2)

(Reprodução / Congresso Bruxólico)

(Camila Klitzke & André Bonomini)

Capítulo 3

Foi acordada pelo susto do Thiago chamando do lado de fora da tenda. Olhou o relógio e deduziu que havia dormido uma hora apenas, cambaleando pegou suas coisas e foi em direção ao carro.

– Mika, e o Estrangeiro? Vai se despedir? – Rastafári a questionou.

– Vou, mas não sei onde ele está instalado… Deve estar dormindo agora.

Chovia muito, mesmo assim, ela percorreu as tendas, que se localizavam perto do rio e começou a questionar a respeito do grupo de Cariocas para as pessoas que encontrava. Ninguém soube responder… Bufou com tristeza e seguiu viagem.

Já era perto das três horas da tarde, quando Vinicius abriu os olhos e deu de cara com o livro que havia prometido entregar para Mika. Deu um sobressalto da cama, estranhamente empolgado com o que vivera na noite anterior. Talvez arrependera-se em minuto de não ter dado a ela a chance de um beijo apenas naquela mistura de sentimentos. O e “se”… martelava como um fantasma… poderia ter evitado o acidente?

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Som n’A BOINA #28: A incrível (e desgraçada) aventura dos Bee Gees em Sgt. Peppers

Uma trilha sonora beatológica que é sucesso imbatível, um cast de músicos que conta com Bee Gees juntos do cabeludo Peter Frampton (acima) e tantos outros… só pode dar um baita filme, certo? Errado! Eis a história do malfadado Sgt Peppers Lonely Hearts Club Band, filme de 1978 que poderia ter afundado a carreira de muita gente boa no auge e que até hoje está na galeria da infâmia do cinema americano (Reprodução)

Este ano é um tanto especial para um famoso trio de irmãos nascido na simpática Ilha de Man que conquistou o mundo com suas canções que vão de baladas românticas e primorosas obras Pop-Rock inesquecíveis e que atravessaram gerações. Em 2018 os fãs do Bee Gees rememoram fatos como, por exemplo, os 60 anos da primeira aparição na TV, os 45 anos de Life in a Tin Can, que iniciou a mudança de rumo na música do trio, além de recordar com saudade Maurice Gibb, que falecia há 15 anos.

Tantas datas que cada uma (ou o conjunto delas) dava uma crônica. No entanto, nem tudo que os irmãos Barry, Robin e Maurice tocavam virou ouro durante os anos 70, quando o trio estava no auge, gozando especialmente o sucesso de discos como Children of the World (1976) e, mais tarde, de Spirits Havin Flown (1979). O poder de Midas da banda teve seus momentos de escorregada, naturalmente, e um deles está completando 40 anos de… desgraça!

Sim, isto mesmo que você ouviu: desgraça, e uma desgraça que poderia te-los afundado se não fosse o faro apurado que, durante o trabalho, percebeu que nem todo o filme musical era um tiro certo. O trio, juntamente com a presença do cabeludo Peter Frampton, caíram numa barca furada que ficou registrada na infâmia do cinema como uma das piores de todos os tempos. Esta é a história do inacreditável (de tão ruim) Sgt Pepper Lonely Hearts Club Band, filme de 1978 que arrancou o fabuloso disco dos Beatles do vinil para as telonas, mas que caiu numa espiral de fracasso sem volta.

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