Urda em A BOINA – No tempo da bolacha Maria

Um doce mágico,para ser comido das mais variadas formas. Mas, acima de tudo, despertador de nostalgias. O clássico biscoito Maria, nas memórias de Urda Alice Klueger (Reprodução)

(Urda Alice Klueger)

Eu cresci no tempo antigo, antes da televisão, da geladeira, dos supermercados e das guloseimas sofisticadas de hoje. Na minha infância, comia-se bem, mas a variedade era pouca. Uma mesa de café farta era uma mesa que tinha pão (de casa ou de padeiro – pão de padeiro não era comprado na padaria: o padeiro o entregava nas casas, de manhã cedo, com uma carrocinha puxada a cavalo), queijo branco e queijo amarelo, linguiça, manteiga (ainda não existia a margarina por aqui), nata fresca, mel de abelha e os muitos mussis que as mães da gente faziam com as frutas do pomar.

A gente variava deste jeito: hoje comia pão com mel e nata; amanhã, pão com manteiga e mussi de banana. Em dias especiais, comprava-se um pouco de salame, considerado iguaria, comido com parcimônia devido ao preço. Se a mãe da gente fosse prendada, que era o caso da minha, fazia uma porção de docinhos de polvilho no forno à lenha, e gostosos bolos nos dias em que fazia pão.

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Maternidade em A BOINA: Tem brinquedos pela casa? Tem sim sinhô!

(Reprodução)

(Josiane Caitano)

Nunca fui muito exigente com organização, sempre achei que o essencial é o suficiente (para tudo). Com o nascimento de um filho a gente fica menos preocupada com esse tipo de coisa. A minha sogra sempre diz que se o Bernardo está fazendo bagunça está tudo certo. Isso é um ótimo sinal. Tudo dentro da normalidade, conta. E eu só posso concordar (risos).

Que felicidade poder brincar com meu filho e ver ele se divertir na nossa casa. Para mim, essa alegria é bem maior do que o sentimento de casa arrumada. Nós poderíamos manter tudo no lugar, deixar tudo brilhando, mas para quê? Amanhã a gente arruma, quando der a gente arruma. Se tivéssemos feito isso, dado valor à casa arrumadinha, não teríamos nos divertido tanto.

Aqui tem brinquedos pela casa sim. Mas também tem brincadeira, amor, alegria, calor humano e família feliz. E isso não tem preço e nem casa arrumada que pague!

Uma jornalista entre artesãos: A história inspiradora de Roberta Koki

Do corre-corre dos bastidores de um jornal ao correr das réguas e tesouras sobre estampas e texturas, dando vida a peças únicas e recheadas de originalidade. Em A BOINA, o destaque de uma história além do jornalismo, mas de uma prazerosa atividade que fascina o olhar. Eis Roberta Koki, uma jornalista entre os artesãos. E mão cheia e criatividade não falta para ela (Arquivo Pessoal)

Dizem que, nos corre-corres da vida, sempre temos algo que nos é um escape do cotidiano agitado da nossa profissão. É necessário, quase via de regra para sua saúde física e mental e, dependendo da atividade, pode-se tornar mais um motivo para você ser reconhecido no lugar onde você está. Seja um trabalho voluntário na comunidade ou em outra atividade que, além de complementar a renda, lhe faz uma referencia na atividade que você considera um passatempo.

E nenhuma profissão escapa desta regra. O jornalismo também não. Quase todo o jornalista tem algum hobby ou atividade que o faz esquecer por momento daquela vida agitada como homem ou mulher da notícia. Jogar futebol ou volei, tocar, reger ou cantar numa banda; participar de atividades sociais ou em defesa dos animais, cozinhar, o que for. Serve para sumir temporariamente dessa correria louca e faz um bem inestimável para a mente.

Nestas andanças da profissão, conheci vários hobbies dos colegas jornalistas, que vão desde os esportes, o voluntariado ou as atividades manuais. Uma delas, desde meus tempos de RICTV Record, me chamou atenção, e é esta mesma que A BOINA traz como destaque nesta semana. Por trás da correria de pautas, residia na casa da Rua das Missões uma verdadeira artesã de mão cheia, com trabalhos que mostram a criatividade e graça nas estampas, linhas e objetos.

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Blu, 167: Canções pra celebrar Blumenau

O progresso mora aqui
Blumenau, és razão de viver
O teu nome tem história
Blumenau, nunca vou te esquecer

Foi há 17 anos que as linhas do amigo jornalista Marcio Volkmann eram transformadas em música pela batuta do arranjador Edson Luis da Silva, convertendo-se assim na canção máxima da cidade. Na poesia de três estrofes com estribilho, o retrato fiel da cidade desenhada pelo leito do rio e cercada de verde, com povo gentil e trabalhador tal como seu fundador, que veio dos lados longínquos da então Prússia com um sonho na cabeça, o mesmo das 17 pessoas que aportariam aqui em 1850.

Aquele 2 de setembro de 2000 foi na ponta dos pés. A chuva chegou a tarde e melou um pouco a programação, mas a data, apesar de acinzentada, foi marcante e colorida como sempre, com o desfile recheado de bandeirinhas, música das fanfarras e o sorriso das pessoas em celebração de outro aniversário, o sesquicentenário para ser mais exato.

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Pica-Pau: Enfim, a merecida chegada aos cinemas

Demorou, demorou muito, mas enfim o pássaro mais louco das animações vai ganhar seu primeiro filme em longa-metragem, e ainda por cima, em live-action. Em outubro, chega aos cinemas Pica-Pau – O Filme, versão para as telonas do clássico de Walter Lantz que conquista gerações desde o fim da década de 30 pelo mundo afora.

No Brasil, a produção chega no dia 5 de outubro e promete causar alvoroço entre as crianças e os adultos que cresceram assistindo e rindo com as loucuras do pássaro, aprontando todas com seus amigos e vilões. Dirigida por Alex Zamm, a produção é americana, mas conta com parcerias canadense e – acredite – brasileira.

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A lição de Francielle

(Arquivo Pessoal)

Era uma jovem, na flor da idade, sonhadora, com ar de guerreira e vivendo o que tanto trabalhou para um dia viver. O mesmo que nós todos, amigos-irmãos do jornalismo, vivemos intensamente nessa ciranda de informações da notícia.

Foi aluna, acadêmica, estagiária, jornalista. Seguiu a cartilha, permitiu-se ir além do padrão, e tudo isso acompanhado de um belo e sincero sorriso de satisfação daquela que segue a máxima que já dizia que “quem trabalha com o que gosta não trabalha, se diverte”.

Nesta carreira curta ainda – cinco anos de jornalismo apenas – pouco me recordo dela. Sinceramente aos amigos, se a encontrei em algum momento não me recordo com clareza. Mas nestes dias derradeiros de sua passagem em nosso meio não pude ficar indiferente a lição que ela nos deixava: Dentro das paredes frias de um hospital, em volta de máquinas inanimadas, homens e mulheres de branco e luzes alvas, na maior de suas guerras, ela procurava nos inspirar com suas mensagens e recados para a vida: eu não desisto, a luta continua, vamos sorrir.

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