Maternidade em A BOINA: Ser mãe também é renúncia (mas tudo bem!)

(Reprodução)

(Josiane Caitano)

Não raramente ouço pessoas que se intitulam como independentes e que dizem que quando forem mães não vão deixar de fazer absolutamente nada do que fazem. Sinto informar, mas vai deixar sim. A maternidade exige que façamos algumas escolhas muito importantes (ou nem tanto, depende do ponto de vista), o que não significa, necessariamente, que isso seja ruim.

Muitas vezes a gente faz uma escolha ao invés de outra e o que era bom dá espaço para algo melhor ainda, capaz de preencher todos os espaços da sua mente e do seu coração, espaços que você nem sabia que existiam. E tudo se completa.

Aliás, você até passa a se perguntar como passou tanto tempo da sua vida sem aquela pessoinha linda para acordar no meio da noite e te chamar de mamãe, correr ao seu encontro após um dia de trabalho, dar aquele sorriso lindo cada vez que te vê. Não há uma explicação para isso. A gente apenas vive e sente.

Continuar lendo

Oktoberfest: Rescaldos de outubro

As danças, os momentos, os desfiles e acontecimentos. Outra Oktoberfest foi escrita na história de Blumenau. A 34ª edição é, agora, parte dos livros de história, e a vida segue seu curso como sempre (Oktoberfest / Divulgação)

Pois bem. Atrasado, mas em tempo. Está acabada, terminada, sepultada a 34ª edição da já consagrada maior festa alemã das Américas, a Oktoberfest.

Quem viveu as emoções desta edição, viveu. E quem não viveu terá de esperar chupando o dedo a vinda de outubro de 2018 para todo o carnaval germânico voltar a carga. Os que não suportam, aplaudem felizes e aliviados. Os que não vivem sem ela, deixam derramar uma singela lágrima enquanto assinalam no calendário do próximo ano o dia 3 de outubro, quando a loucura volta a carga.

Na minha qualidade de jornalista blumenauense – em processo de radicação em Timbó – a pergunta o que vi da Oktoberfest 2017? chega a ser um tanto piegas e careta demais. Todo mundo descambou a botar sua história com relação a festa deste ano, ainda mais ricas em detalhes do que a deste escriba. Teve tem apreciou no modo familiar, teve quem “pirou os coco” com chopp abaixo de chopp, e teve de tudo mesmo, desde os foliões aloprados a coisas que só acontecem em uma Oktoberfest.

Continuar lendo

O uso de celular pode causar câncer no cérebro: mito ou verdade?

O uso constante de celular pode, futuramente, causar um câncer cerebral? A dúvida existe no ar e, em certa parte, preocupa uma população que cada vez mais depende do aparelho. Mas, afinal, o quão prejudicial para a saúde neurológica pode ser o celular? (Reprodução)

(Talita Catie / Presse Comunicação Empresarial)

A relação do uso do celular com os casos de câncer no cérebro se tornou uma dúvida comum entre muitas pessoas. As especulações sobre essa possibilidade surgiram com o aumento de casos da doença ao longo das últimas décadas, paralelamente ao crescimento do uso dos aparelhos. Só no Brasil, segundo a Anatel, são mais de 242 milhões de celulares ativos e na mesma proporção aumentam os questionamentos sobre seus efeitos nocivos à saúde.

Atualmente, no país, temos uma média de cinco novos casos de câncer cerebral a cada 100 mil homens e quatro a cada 100 mil mulheres, explica a neurocirurgiã Danielle de Lara. Na população mundial, o câncer do sistema nervoso central representa, aproximadamente, 2% de todas as neoplasias malignas. A cidade de Blumenau, onde a profissional atua, segue a mesma tendência.

Mas, afinal, alguns destes casos podem estar associados ao uso do celular?

Continuar lendo

Mirelo, um (histórico) personagem

A cidade tem seus personagens, uma comunidade tem seus personagens, e entrar para a história é permissível para todos, independente do que fazem. Wilson Seidler, o Mirelo, é um exemplo disso, e por muitos não será esquecido, mesmo com seu passamento inesperado ocorrido no último 28/10 (Reprodução)

Algum fidalgo disse certa feita que se você faz o que gosta, não é mais trabalho, é diversão. E não poderia estar mais certo… Alguns gostam de escrever, como eu, outros gostam de jogar bola e, por isto, são grandes jogadores de futebol ou destes que levantam a poeira nos campos de várzea. Outros são políticos, e muitos deles estão fazendo o que gostam nos roubando a crença num país melhor dia a dia…

Agora, tem quem goste, simplesmente, do ofício simples. Tem quem goste de ser apenas um vendedor de picolés. E que mal há nisso? Por alguns trocados você refresca-se com uma delícia gelada que não tem o mesmo gourmet de uma paleta, mas é tão gostosa e simples quanto.

E neste mundão de Deus, não é preciso ser um gigante para fazer história ou ficar marcado numa comunidade. Tem quem, com a modéstia que lhe é característica, consegue deixar seu vulto impresso na memória de muita gente. Tão bem impresso que, quando se vai para outro lugar, sente-se muito mais que saudade, mas sim uma impressão nostálgica de um personagem de sua infância ou juventude.

Continuar lendo

Gramming & Marbles (F1): Vela trai Vettel e Hamilton põe mão na taça em Suzuka

O maior vencedor de Suzuka. Mesmo apertado por Verstappen, Hamilton teve sangue frio e fechou o fim de semana com a 71ª vitória no bolso e assistiu o rival Vettel sair mais cedo por conta de uma vela. O tetra está próximo (Getty Images)

(André Bonomini & Douglas Sardo)

Sabe, vamos começar a falar do GP em Suzuka começando com uma dica preciosa para os motoristas: nunca deixe de revisar o sistema de velas do seu carro. Responsável por criar a fagulha elétrica que causa a explosão propriamente dita junto da gasolina, uma falha neste sistema pode prejudicar o desempenho do veículo, fazendo-o consumir muito combustível e prejudicando outros componentes. A troca de velas deve ser feita ao mínimo sinal de desgaste para manter a saúde e economia do motor.

Bom, e por que comecei dessa forma? Simples, porque em qualquer lugar onde houver um carro, as velas são necessárias para a explosão do combustível mesmo que o carro seja hibrido e elas tenham outra função. Velas sem manutenção prejudicam o desempenho da máquina e causam problemas maiores se não trocadas. Essa dica preciosa para qualquer motorista foi literalmente esquecida pela Ferrari em Suzuka, e por conta de uma peça tão insignificante porém tão importante, Sebastian Vettel viu-se no pesadelo e assistiu de fora o triunfo de Lewis Hamilton diante dos japoneses.

Vitória categórica para um virtual campeão. E não é exagero, é fato que deixa faltar apenas um misero detalhe para ser verdade.

Continuar lendo

No bistrô…

(André Bonomini)

(Imagens: Bistrô Entre Parênteses, Timbó-SC)

Sob as luzes recortadas disfarçadas de penumbra, seus reflexos cortinados pelas estrelas da noite, eis a vida quente e corrida pelas vozes do andantes da noite. Estes seres, criaturas reveladas ao cair noturno, encontram-se entre bochichos e goles com sorrisos na dobração escondida entre Aracaju e Recife, num canto perdido dos mapas do Verde Vale barriga-verde.

Sua esquina decorada, por veleiros sinalizada, convida os transeuntes a abrir a portaria ornada de metais em voltas barrocas, tendo como coroa um vitral tal como nas casas nobres das curvas parisienses. De dia, discreto, escondido. A noite, ferve, borbulha entre risos, negócios, piadas e mágoas apagadas. Em suas mesas, dispostas ao acaso universal, casas se amam, amigos riem, amigas tricotam e ternos e gravatas balançam no sacudir de mãos apertadas por um acordo que gere dividendos ao fim do mês.

Continuar lendo