Blu, 167: Canções pra celebrar Blumenau

O progresso mora aqui
Blumenau, és razão de viver
O teu nome tem história
Blumenau, nunca vou te esquecer

Foi há 17 anos que as linhas do amigo jornalista Marcio Volkmann eram transformadas em música pela batuta do arranjador Edson Luis da Silva, convertendo-se assim na canção máxima da cidade. Na poesia de três estrofes com estribilho, o retrato fiel da cidade desenhada pelo leito do rio e cercada de verde, com povo gentil e trabalhador tal como seu fundador, que veio dos lados longínquos da então Prússia com um sonho na cabeça, o mesmo das 17 pessoas que aportariam aqui em 1850.

Aquele 2 de setembro de 2000 foi na ponta dos pés. A chuva chegou a tarde e melou um pouco a programação, mas a data, apesar de acinzentada, foi marcante e colorida como sempre, com o desfile recheado de bandeirinhas, música das fanfarras e o sorriso das pessoas em celebração de outro aniversário, o sesquicentenário para ser mais exato.

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Antigamente: O “rancho do mês” nos tempos do Carlos Koffke

Imponente na esquina da Rua XV com a Rua das Palmeiras, nem de longe lembra o atual prédio da Câmara de Vereadores. Na história, muitos consideram-no como o primeiro supermercado de Santa Catarina. Uma breve história da Casa Carlos Koffke e de sua presença marcante no comércio blumenauense (Reprodução)

Em junho último, a Câmara de Vereadores de Blumenau discutiu uma possível mudança de suas instalações do atual prédio para uma nova estrutura que seria construída atrás do que hoje é a Fundação Cultural, a antiga prefeitura para os que conhecem. A ideia, rechaçada por este blog, também foi criticada por muitos outros leitores e com razão, afinal, a velha casa da administração municipal, que pena há tempos por uma restauração decente e completa, fere o patrimônio histórico da cidade, já tombado e de uso necessário da classe artística da cidade.

No entanto, você que conhece Blumenau e, claro, sua história e lugares marcantes, se desviar o olhar da antiga prefeitura para a atual sede do parlamento vai saber que os vereadores estão exercendo suas funções em um prédio recheado de memórias do comércio da cidade. Ele não está lá desde ontem, são 74 anos marcando o ponto na área mais nobre da história da cidade. E para os antigos, ele sempre será o prédio da Casa Carlos Koffke, um armazém que foi além dos secos e molhados.

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Você conhece (mesmo) as pontes de Blumenau?

Você sabe onde elas se localizam, você passa por elas quase todo o dia, mas conhece sua história? E quem as denomina isto se elas tem nome)? Então, se isso mexeu com a sua curiosidade, A BOINA recorda um pouco da história e importância de algumas das principais pontes de Blumenau, no Centro e nos bairros, partindo da antiguidade até os dias atuais (Montagem A BOINA)

(Fotos: Adalberto Day / Jornal de Santa Catarina / Jaime Batista / O Blumenauense)

Todos os meses comemorativos, aqueles representados por cores, Blumenau se colore. Vários pontos da cidade são especialmente pintados da cor respectiva a do mês para manter acesa a lembrança que traz o tema daquele período: epilepsia, câncer de mama, trânsito, meio ambiente, água, tem de tudo e todas as cores, como bem sabemos.

Na cidade, apenas um único ponto é pintado de verdade: A famosa ponte da Rua XV de Novembro, próxima a Thapyoka e a entrada da Beira-Rio. Esta tradição vem há algum tempo, dentro das atividades do Outubro Rosa, mês especial de conscientização sobre o câncer de mama. Outros meses como março (da epilepsia), maio (trânsito) e outros adotaram a ideia e a ponte cinza assume outras cores durante o ano.

Mas, depois de alguns meses pintando e pintando, me veio a mente uma curiosidade que talvez seja a de algumas pessoas: Qual o nome da ponte da Rua XV? É notável que muitas das pontes de Blumenau foram batizadas com nomes de figuras importantes da história da cidade, do estado ou, simplesmente, de moradores conhecidos das regiões onde estão. No entanto, alguns foram esquecidos com o tempo, ficando apenas os apelidos ou os referenciais, como o da ponte da Rua XV.

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Antigamente: Um casal, suas camisas e a apaixonante saga da Dudalina

Hoje, A BOINA vai contar uma verdadeira história, daquelas que nenhum escritor ou novelista repete igual. Um casal apaixonado, cujo companheirismo e tino para os negócios construiu uma das marcas mais valiosas e importantes do mundo da moda brasileira e mundial. Com os amigos e amigas leitores, a saga de Adelina e Rodolfo, o Duda, e a história de seis décadas da Dudalina (Montagem Especial)

Empreendedor. Palavra que vem do francês entrepreneur. Designa aquelas pessoas que assumem riscos em nome de algo novo, de uma nova iniciativa comercial ou industrial. O que não falta no Brasil e no mundo são histórias fantásticas de pessoas que, simplesmente do nada, surgiram com pequenas lojinhas, fabriquetas de fundo de quintal que já foram ou atualmente são verdadeiras potências no universo dos negócios e das marcas.

Só aqui no nosso cercado do Vale do Itajaí residem várias destas histórias de empreendedores valentes, de famílias, imigrantes e muita gente humilde que começou de baixo, bem de baixo, montando muitas vezes pequenas linhas de montagem e costuras na sala de casa com muito suor, graxa, linha e persistência. Algumas pereceram e viraram história, outras prosperam até hoje e continuam escrevendo, como não podia deixar de ser, história. E que história.

Uma delas, cujo neste mês completa seis décadas, é tão apaixonante quanto inspiradora. Ela teve lugar num quadrado de terra da simpática Luiz Alves, cidade próxima ao litoral do Vale, mas teve um dedo grande de Blumenau na trama. Quem podia dizer que no município famoso pela cachaça artesanal seria palco para uma das mais fantásticas histórias de empreendedorismo, família e amor já registradas nos anais da indústria brasileira (e talvez mundial)?

Aos que usam ou, ao menos, conhecem a famosa marca da Dudalina no mundo das camisas tem quase o dever de conhecer a sua história. Uma saga que mistura amor e negócios da forma que nem mesmo o melhor novelista poderia escrever.

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Antigamente: Alguns recortes publicitários de outros tempos

O Antigamente está retornando aos trabalhos, lenta e gradualmente, e hoje traz em especial alguns recortes publicitários extraídos dos anais do Jornal de Santa Catarina (no início de um trabalho de pesquisa junto aos jornais antigos) e de uma lista telefônica. Aprecie e salve os arquivos a vontade (Arquivo)

Sempre disse em trabalhos jornalísticos ou em conversas informais que o jornalismo, em seus vários produtos, é um registrador de fatos, costumes e nomes de outros tempos. Não é nenhuma mentira, afinal quem tem dúvida de um fato de uma determinada época também recorre aos arquivos do Jornal de Santa Catarina, por exemplo, dispostos para a comunidade no Arquivo Histórico.

A BOINA começou aos poucos, junto das pequisas referentes a TV Coligadas, a vasculhar pequenos tesouros impressos nas antigas rotativas off-set do Santa, registrando acontecimentos antigos e propagandas de antigas organizações lojistas e afins impressos nos antigos periódicos. Tem de tudo um pouco, de anúncios institucionais a ofertas de supermercados e lojas de departamentos e afins, recortados dos anos de 1971, 1973, 1975, 1976, 1979 e 1980.

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Salve Edemir!

Na nossa lembrança, sempre, Edemir de Souza! O sorridente  homem do Salve a Banda e de uma grande história na nossa comunicação que, hoje, nos deixa muita saudade (Reprodução / Arquivo Pessoal)

Hoje, tive de parar as máquinas para prestar uma reverencia… e contar uma história, se me permitirem.

Era meados de fevereiro quando, numa manhã de trabalho, resolvi prosseguir com meus contatos junto aos personagens que contariam a história da TV Coligadas no documentário que eu e a querida Soila Freeze estamos produzindo. Havia muitas pessoas conhecidas já conversadas, outras ainda por conhecer e contatar, uma loucura.

O próximo da minha lista era um cidadão cujo nome já soava como música (e, olhe, ele tem até um dobrado com seu nome): Edemir de Souza. Só de entrar em contato com estes personagens da nossa pioneira emissora de TV já dava um arrepio de emoção, embora sempre batia aquele nervosinho teimoso sobre o como seria a recepção do outro lado da linha ?.

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