Você conhece (mesmo) as pontes de Blumenau?

Você sabe onde elas se localizam, você passa por elas quase todo o dia, mas conhece sua história? E quem as denomina isto se elas tem nome)? Então, se isso mexeu com a sua curiosidade, A BOINA recorda um pouco da história e importância de algumas das principais pontes de Blumenau, no Centro e nos bairros, partindo da antiguidade até os dias atuais (Montagem A BOINA)

(Fotos: Adalberto Day / Jornal de Santa Catarina / Jaime Batista / O Blumenauense)

Todos os meses comemorativos, aqueles representados por cores, Blumenau se colore. Vários pontos da cidade são especialmente pintados da cor respectiva a do mês para manter acesa a lembrança que traz o tema daquele período: epilepsia, câncer de mama, trânsito, meio ambiente, água, tem de tudo e todas as cores, como bem sabemos.

Na cidade, apenas um único ponto é pintado de verdade: A famosa ponte da Rua XV de Novembro, próxima a Thapyoka e a entrada da Beira-Rio. Esta tradição vem há algum tempo, dentro das atividades do Outubro Rosa, mês especial de conscientização sobre o câncer de mama. Outros meses como março (da epilepsia), maio (trânsito) e outros adotaram a ideia e a ponte cinza assume outras cores durante o ano.

Mas, depois de alguns meses pintando e pintando, me veio a mente uma curiosidade que talvez seja a de algumas pessoas: Qual o nome da ponte da Rua XV? É notável que muitas das pontes de Blumenau foram batizadas com nomes de figuras importantes da história da cidade, do estado ou, simplesmente, de moradores conhecidos das regiões onde estão. No entanto, alguns foram esquecidos com o tempo, ficando apenas os apelidos ou os referenciais, como o da ponte da Rua XV.

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Antigamente: Um casal, suas camisas e a apaixonante saga da Dudalina

Hoje, A BOINA vai contar uma verdadeira história, daquelas que nenhum escritor ou novelista repete igual. Um casal apaixonado, cujo companheirismo e tino para os negócios construiu uma das marcas mais valiosas e importantes do mundo da moda brasileira e mundial. Com os amigos e amigas leitores, a saga de Adelina e Rodolfo, o Duda, e a história de seis décadas da Dudalina (Montagem Especial)

Empreendedor. Palavra que vem do francês entrepreneur. Designa aquelas pessoas que assumem riscos em nome de algo novo, de uma nova iniciativa comercial ou industrial. O que não falta no Brasil e no mundo são histórias fantásticas de pessoas que, simplesmente do nada, surgiram com pequenas lojinhas, fabriquetas de fundo de quintal que já foram ou atualmente são verdadeiras potências no universo dos negócios e das marcas.

Só aqui no nosso cercado do Vale do Itajaí residem várias destas histórias de empreendedores valentes, de famílias, imigrantes e muita gente humilde que começou de baixo, bem de baixo, montando muitas vezes pequenas linhas de montagem e costuras na sala de casa com muito suor, graxa, linha e persistência. Algumas pereceram e viraram história, outras prosperam até hoje e continuam escrevendo, como não podia deixar de ser, história. E que história.

Uma delas, cujo neste mês completa seis décadas, é tão apaixonante quanto inspiradora. Ela teve lugar num quadrado de terra da simpática Luiz Alves, cidade próxima ao litoral do Vale, mas teve um dedo grande de Blumenau na trama. Quem podia dizer que no município famoso pela cachaça artesanal seria palco para uma das mais fantásticas histórias de empreendedorismo, família e amor já registradas nos anais da indústria brasileira (e talvez mundial)?

Aos que usam ou, ao menos, conhecem a famosa marca da Dudalina no mundo das camisas tem quase o dever de conhecer a sua história. Uma saga que mistura amor e negócios da forma que nem mesmo o melhor novelista poderia escrever.

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Antigamente: Alguns recortes publicitários de outros tempos

O Antigamente está retornando aos trabalhos, lenta e gradualmente, e hoje traz em especial alguns recortes publicitários extraídos dos anais do Jornal de Santa Catarina (no início de um trabalho de pesquisa junto aos jornais antigos) e de uma lista telefônica. Aprecie e salve os arquivos a vontade (Arquivo)

Sempre disse em trabalhos jornalísticos ou em conversas informais que o jornalismo, em seus vários produtos, é um registrador de fatos, costumes e nomes de outros tempos. Não é nenhuma mentira, afinal quem tem dúvida de um fato de uma determinada época também recorre aos arquivos do Jornal de Santa Catarina, por exemplo, dispostos para a comunidade no Arquivo Histórico.

A BOINA começou aos poucos, junto das pequisas referentes a TV Coligadas, a vasculhar pequenos tesouros impressos nas antigas rotativas off-set do Santa, registrando acontecimentos antigos e propagandas de antigas organizações lojistas e afins impressos nos antigos periódicos. Tem de tudo um pouco, de anúncios institucionais a ofertas de supermercados e lojas de departamentos e afins, recortados dos anos de 1971, 1973, 1975, 1976, 1979 e 1980.

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Salve Edemir!

Na nossa lembrança, sempre, Edemir de Souza! O sorridente  homem do Salve a Banda e de uma grande história na nossa comunicação que, hoje, nos deixa muita saudade (Reprodução / Arquivo Pessoal)

Hoje, tive de parar as máquinas para prestar uma reverencia… e contar uma história, se me permitirem.

Era meados de fevereiro quando, numa manhã de trabalho, resolvi prosseguir com meus contatos junto aos personagens que contariam a história da TV Coligadas no documentário que eu e a querida Soila Freeze estamos produzindo. Havia muitas pessoas conhecidas já conversadas, outras ainda por conhecer e contatar, uma loucura.

O próximo da minha lista era um cidadão cujo nome já soava como música (e, olhe, ele tem até um dobrado com seu nome): Edemir de Souza. Só de entrar em contato com estes personagens da nossa pioneira emissora de TV já dava um arrepio de emoção, embora sempre batia aquele nervosinho teimoso sobre o como seria a recepção do outro lado da linha ?.

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Antigamente: Amazonas Esporte Clube, o inesquecível esquadrão azul-celeste do Garcia

Imagem feita por este jornalista em 2009, celebrando, à época, os 90 anos do Amazonas. A sigla que ficou no imaginário de uma geração, movida a futebol, emoções e orgulho do time anilado que movia o Garcia e assustava os adversários que o encaravam. Hoje é dia de recordar algumas das grandes passagem na história do AEC Arquivo)

Imagem feita por este jornalista em 2009, celebrando, à época, os 90 anos do Amazonas. A sigla que ficou no imaginário de uma geração, movida a futebol, emoções e orgulho do time anilado que movia o Garcia e assustava os adversários que o encaravam. Hoje é dia de recordar algumas das grandes passagem na história do AEC (Arquivo)

(Fotos e materiais: Adalberto Day)

Quando o assunto é futebol, confesso que não entendo lá estas coisas como outros colegas jornalistas que seguem o esporte como religião. No entanto, em momentos dá para dar alguns pitacos e promover alguns debates com os amigos em qualquer lugar. No entanto, ao se falar de história relacionada ao nobre esporte bretão, a coisa muda um pouco de figura. Passam pela mente momentos históricos, folclóricos, personagens, clubes e partidas que não se apagam ao fim dos 90 minutos.

E em se tratando de memórias e histórias do futebol, Blumenau é um baú rico em contos emocionantes. Todo blumenauense que conhece o futebol da cidade sabe que não é fácil fazer a bola rolar por nossas bandas. Dificuldades financeiras, desconfiança de empresários e uma parcela de torcedores que mais debatem assuntos do que apoiar as agremiações que tentam se destacar e, se assim for, trazer o título catarinense para cá. Apesar de tudo, a bola ainda rola, assim como as histórias que pipocam a cada partida.

E cada um torcedor tem sua lembrança, sua recordação, seu sonho. Os alviverdes do Metropolitano sonham em ser grandes e, os tricolores do BEC anseiam e querem voltar aos gramados e glórias, os saudosos do Olímpico recordam as façanhas daquele que é o único blumenauense campeão estadual. Ainda há as memórias dos tempos de boleiros do Guarani e do Vasto Verde, fora outras legendas amadoras que estão na ativa ou na memória. No entanto, quando o assunto é Amazonas Esporte Clube (AEC), o anilado do Garcia, a coisa vai muito além das memórias e de grandes jogos. Afinal, trata-se de um clube que viveu o seio de uma grande história, tanto no esporte quanto na vida de cada um que lá jogou, torceu ou, simplesmente, conheceu a legenda alvi-celeste.

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Eleições: Uma História contada em “santinhos”

Parecem insignificantes, mas com o passar do tempo registra histórias de eleições passadas, de outros tempos da política na cidade, estado e no país. Eis os santinhos eleitorais, que depois da função de pedir votos viram pequenos registros de histórias Arquivo A BOINA)

Parecem insignificantes, mas com o passar do tempo registra histórias de eleições passadas, de outros tempos da política na cidade, estado e no país. Eis os santinhos eleitorais, que depois da função de pedir votos viram pequenos registros de histórias (Arquivo A BOINA)

Eles existem desde os primórdios das eleições, numa variedade de tamanhos e formatos. A única função deles é, pura e simplesmente, lembrar que quem está impresso neles pede seu voto, muito embora acabem por vezes nas calçadas e lixeiras das cidades. Em tempo eleitoral eles nunca faltam, são a principal arma do candidato em busca da simpatia do eleitor, decidido ou não. Se você nunca viu ou recebeu um santinho em tempo de eleições, você praticamente não vive no Brasil, pois de tão presente ele já é peça clássica nos pleitos nacionais há tempos.

Surgido das representações religiosas na Europa do século XV, os santinhos eram, como o nome diz, pequenas figurinhas de divulgação dos santos e doutores da igreja católica junto aos fieis. Países como Bélgica, Alemanha, Itália e França eram os maiores fabricantes destas papeletas no passado, retratando de mártires até passagens da bíblia dentro deles. Nos dias atuais, é claro, não é difícil os encontrar nas livrarias religiosas, em igrejas católicas ou em qualquer outro lugar onde a presença em imagem de um santo é pedida.

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