Fabrício Wolff em A BOINA: O plantio e a colheita

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(Fabrício Wolff)

2017 vem aí. Mais um ano, 52 semanas, 365 dias. E será, como todos os outros anos que passaram, tempo de colheita para quem plantou a semente certa; tempo de colhermos os resultados de nossas escolhas anteriores. É assim que funciona sempre, por mais que ao final de cada ano entremos em uma espiral de renovação de esperança.

Temos esta habilidade de transferir para aquilo que não conhecemos as responsabilidades de nossos sucessos ou fracassos. A tal esperança é tão abstrata quanto seres alienígenas. No entanto é nela que imensa maioria da humanidade se apega quanto chega um novo ano. Tudo bem. Assim nos sentimos melhores, confortados… esperançosos.

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Fabrício Wolff em A BOINA: Tragédia anunciada é crime

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(Fabrício Wolff)

Ainda estamos todos comovidos chorando a morte de rapazes, jovens jogadores de futebol, dirigentes da Chapecoense e de jornalistas esportivos. Se pensar no sofrimento de uma família enlutada já dói, multiplicar isto por 71 dilacera o coração de qualquer pessoa com sentimentos.

Se somarmos a isto que o pesar é por atletas e uma instituição que se tornou orgulho do futebol catarinense e colocou o nome de Santa Catarina no cenário do futebol sul-americano, chegam a ser tratados como heróis. Heróis mortos. Mas tudo isso já sabemos. Quantas vezes já nos emocionamos nas últimas horas assistindo esta tragédia pela tevê ou nas redes sociais?…

Nosso coração chora e acaba fazendo isto verter pelos olhos. Porém, o que mais dói é verificar que a versão que se anunciava lá atrás como especulação a ser investigada, agora se desnuda como a mais pura e absurda verdade. Não foi uma simples tragédia. Foi um crime. Um crime de irresponsabilidade.

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Fabrício Wolff em A BOINA: Não me engana que eu não gosto

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(Fabrício Wolff)

A educação brasileira é um problema muito além do olhar governamental, público. Se o país não consegue dar um ritmo prioritário àquilo que, todos sabemos, pode salvar o futuro da nação, seja por falta de dinheiro, capacidade ou visão, a realidade que se desnuda diante dos olhos daqueles que militam na educação é que o embuste ultrapassa as barreiras do poder público e se instala, como negócio, na área privada.

A maior prova disto é exatamente o tratamento que as instituições privadas de ensino superior (as chamadas faculdades ou universidades particulares) impõem a seus clientes – também conhecidos como acadêmicos ou alunos. Não vou nem versar sobre a economia no investimento em material humano (número de pessoas, mesmo) e equipamentos (geralmente sucateados e em número insuficiente). Até mesmo na limpeza se economiza. Por vezes buscando cumprir metas impostas pelo Ministério da Educação, em outras realizando enxugamento de suas despesas para manter o lucro, professores que possuem prática de mercado são substituídos pelos que detém títulos acadêmicos. Substituição pura e simples, sem análise caso a caso das potencialidades de cada um.

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Fabrício Wolff em A BOINA – Ocupação: O emburrecimento da educação

Ocupação no Colégio Estadual do Paraná, uma das mais emblemáticas deste movimento que mais tem atrapalhado do que lutado por algo, se é que vem lutando por alguma coisa. O prejuízo foi sentido até no Enem deste ano, onde as provas em locais ainda ocupados  tiveram de ser adiados (Reprodução)

Ocupação no Colégio Estadual do Paraná, uma das mais emblemáticas deste movimento que mais tem atrapalhado do que lutado por algo, se é que vem lutando por alguma coisa. O prejuízo foi sentido – e muito – até no Enem deste ano, onde as provas em locais ainda ocupados tiveram de ser adiadas (Reprodução)

(Fabrício Wolff)

A invasão (chamada de ocupação) de escolas por grupelhos de estudantes que protestam contra a PEC 247 e a reforma do ensino médio é a prova de que nosso país é de terceiro mundo. Ao invés de tomarem as ruas com suas ideias, fazerem manifestações como aquelas que derrubaram a ex-presidente Dilma Rousseff, uma minoria de estudantes prejudica a maioria de seus colegas com protesto que não dará em nada. Claro… esse grupelho está sendo insuflado por outros interesses. A massa de manobra da vida de gado que já cantava Zé Ramalho em sua música. Ela não existe apenas de um lado. Como já dizia uma frase quem não tem opinião própria serve como instrumento daqueles que têm.

Invadir uma escola e impedir aulas é o maior contra-senso para quem, na teoria, luta pela melhoria da educação. Se fosse para efetivamente protestar, poderiam ocupar o Congresso Nacional, onde estão aqueles que vão votar as PECs (Projeto de Emenda Constitucional) e outras mudanças. Conturbar o ambiente escolar tão somente empobrece o ensino, emburrece a educação. Mas o objetivo não é nem protestar contra isto ou aquilo. É fazer oposição ao governo ilegítimo de Michel Temer. Enquanto a educação for tratada como disputa política, o Brasil continuará sua sina de um país de terceiro mundo.

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Fabrício Wolff em A BOINA: Os fakes da vida real

A terra sem lei do mundo fake dentro do Facebook. Onde qualquer um pode vestir uma máscara, se trajar de alguém, regurgitar falácias e exibir uma verdadeira ilusão de vida (Reprodução)

A terra sem lei do mundo fake dentro do Facebook. Onde qualquer um pode vestir uma máscara, se trajar de alguém, regurgitar falácias e exibir uma verdadeira ilusão de vida (Reprodução)

(Fabrício Wolff)

Este texto principal da coluna de hoje vem inspirado em um outro texto, postado por minha mulher – Márcia Annuseck Wolff – em seu perfil no Facebook. Ela começa falando dos fakes das redes sociais utilizados nas eleições, cada um defendendo o seu candidato, para desembocar no que considera o pior tipo de fake (falso): Os fakes da vida real, que se escondem debaixo de uma carapuça digital para ofender, atacar e denegrir a imagem dos outros.

E seu texto, mais longo do que este resumo, finaliza dizendo que esses fakes da vida real só têm coragem no mundo virtual, porque na vida real são chegados a tapinhas nas costas. Gostei tanto do post, que resolvi aprofundar a ideia.

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Fabrício Wolff em A BOINA: A melhor Oktoberfest de todos os tempos

(Jaime Batista)

(Jaime Batista)

(Fabrício Wolff / Fotos: Jaime Batista da Silva / Blog do Jaime)

Quando vejo uma Oktoberfest mais do que organizada, gostosa de viver, como a deste ano, naturalmente me vejo remetido àquelas edições do início dos anos 90, quando os números apontavam um milhão de participantes. A cidade virava um caos, do centro à antiga Proeb. As reclamações dos blumenauenses eram muitas. Simplesmente não havia como receber tanta gente de uma só vez. Para piorar, naqueles tempos muitos turistas Brasil afora, especialmente em São Paulo, compraram a nossa Oktober como um carnaval alemão… zoeira sem freio… bebedeira e mulheres.

(Clique e veja recordações da primeira Oktoberfest e histórias no Antigamente, aqui em A BOINA). 

A Oktoberfest de hoje não tem nada a ver com aquele tempo. Foi necessária uma reposição da marca, que levou alguns anos. Da festa do chope para a festa das tradições germânicas. Foi imprescindível a procura da qualificação da festa e do público. Com a mesma cultura de trabalho, organização e limpeza de sempre, a Oktoberfest de Blumenau praticamente se reinventou.

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