Gramming & Marbles: Vettel fica no boliche e Hamilton sai rindo a toa de Cingapura

(André Bonomini & Douglas Sardo)

Depois de um longo inverno, enfim o G&M está de volta! Até pedindo desculpas a quem nos acompanhava domingo a domingo com as emoções da velocidade internacional nas três grandes categorias: F1, Indy e MotoGP. Novos desafios profissionais impediram continuar as coberturas por aqui, mas aos poucos A BOINA vai voltando… e o G&M também, começando pela F1, naturalmente.

Mas não quer dizer que sumimos totalmente. Desde o Azerbaijão, o último texto da coluna, os compromissos aumentaram, mas o acompanhamento do campeonato continuou até, enfim, podermos voltar aos comentários com, talvez, o momento mais importante do campeonato até o momento: a vitória de Lewis Hamilton em Marina Bay, quando menos podia se esperar. Contando o período de provas até esta – Austria, Inglaterra, Hungria, Itália e Cingapura – é a quarta vitória em cinco corridas desde o encontrão em Baku.

E o inglês não podia estar mais feliz, com pista molhada (primeira vez em Cingapura) a corrida começou com voltas no safety-car até a condição perfeita para a partida. Mas o que parecia uma largada normal virou um boliche sem precedentes. De penetra, Max Verstappen enfiou-se entre Sebastian Vettel e Kimi Raikkonen e no chega-pra-lá do finlandês sobrou para o holandês, que na pancada levou a lateral da Ferrari do alemão. No fim da conta, ainda sobraria para Fernando Alonso, que viu mais uma boa largada virar pó.

Continuar lendo

Gramming & Marbles (F1): Hamilton e Vettel em guerra enquanto Ricciardo fatura em Baku

Atrás deste capacete estão mil dentes sorridentes de surpresa: Daniel Ricciardo venceu o alucinante GP do Azerbaijão, a mais louca prova da F1 em tempos, que teve Stroll no pódio, toques mil e a abertura oficial da guerra Hamilton-Vettel (Getty Images)

Você também foi daquele cidadão que, coçando as costas e com cara de preguiça, ligou a televisão de manhã esperando um trenzinho monótono em Baku?

É? Foi mesmo?

Bom, vou te contar que eu também, e o Douglas idem. Mas não podemos reclamar se agora na tarde ou noite de domingo (quando este texto começou a ser aprontado) a adrenalina foi baixando aos poucos depois do que foi visto nas ruas apertadas da capital azeri. Depois de um ano sonolento como foi em 2016, a corrida deste ano não permitiu nem pescada de sono. Foi uma loucura como não vista na F1 há tempos e que entrou para a história.

Quem perdeu, ainda resta o consolo dos melhores momentos, mas mesmo neles, vai ficar extasiado. Teve esparrama na largada, Felipe Massa brigando por uma inesperada vitória e Lance Stroll subindo ao pódio, Force Indias se estranhando, Fernando Alonso nos pontos e, o melhor: Lewis Hamilton e Sebastian Vettel abrindo mão da amizade num incidente para entrar para a história. Tudo isso na imprevisível vitória de Daniel Ricciardo, que não tinha nada a ver com a novela dos líderes.

E se a coisa saiu assim mexida de Baku… imagine o clima que virá na Áustria. Vamos lá e prepare a água com açúcar. A adrenalina até pra escrever vai ser fogo. E não é exagero o que digo!

Continuar lendo

Gramming & Marbles (MotoGP): Rossi magistral e Dovizioso líder na catedral de Assen

Após mais de um ano, o mito maior da categoria voltou a vencer e em grande estilo. É a décima vitória de Rossi na Holanda. Agora faltam apenas sete triunfos para alcançar o imortal Giacomo Agostini e suas 122 vitórias. (Reprodução)

(Douglas Sardo)

Se você é fã da MotoGP com certeza não se arrependeu de ter acordado mais cedo para ver um verdadeiro desbunde de automobilismo na Catedral da categoria, no circuito de Assen, Holanda.

E se você é fã de Valentino Rossi, bom, aí você realmente tem muitos motivos para estar com o sorriso de orelha à orelha. O Doutor mostrou toda sua intimidade com a pista e numa performance que desafia as leis do tempo, derrotou o incrível Danilo Petrucci com a Ducati da Pramac. É o constante desafio as leis do tempo. O italiano já tem 38 anos e segue capaz de fazer corridas como a de hoje após ficar mais de um ano sem vencer. Um mito do esporte.

Mas Valentino não é o líder do campeonato. Essa honraria cabe a Andrea Dovizioso. E diga-se, desde 2009 com Casey Stoner que um piloto da Ducati não liderava o mundial da MotoGP. Quer mais? Maverick Viñales caiu e agora está quatro pontos atrás de Dovi e apenas três à frente de Rossi, que por sua vez está apenas quatro pontos à frente de Marc Márquez.

Nós falamos no texto da Catalunha que se chovesse em Assen o campeonato pegaria fogo. Nem precisou da chuva, uma garoa já foi o bastante…

Continuar lendo

Gramming & Marbles (MotoGP/Le Mans): Depois da Catalunha, Dovizioso briga pelo título?

dovizioso_espanha

Dovi vai para Assen com duas vitórias seguidas, mas se diz fora da briga pelo campeonato. Será mesmo depois da baita prova em Barcelona? (Reprodução)

(Douglas Sardo)

O italiano da Ducati diz que não, mas após sua segunda vitória consecutiva Andrea Dovizioso está apenas 7 pontos atrás de um Maverick Viñales às voltas com a Yamaha um tanto perdida, um Valentino Rossi baleado e especulações de um retorno para a M1 de 2016. A Honda também não vive um grande momento com Marc Márquez 23 pontos atrás do líder.

Em um campeonato onde os desempenhos estão bastante condicionados a adaptação aos polêmicos pneus Michelin, não é impossível que um azarão chegue forte na reta final da temporada.

Sendo assim, analisamos as chances de Dovi nessa maluca temporada de 2017. E, de quebra, uma nota especial sobre o que foi as 24h de Le Mans deste ano, com mais uma vitória da Porsche para o quadro de troféus da casa de Stuttgart e um triunfo brasileiro em uma das categorias da mais antiga e desafiadora das corridas.

Continuar lendo

Gramming & Marbles (Indy): Power vence em meio ao caos Texano

06-10-BigCrash-ScreenCapture-V2-TEX

A Indy no Texas foi um samba do crioulo doido. E feliz foi Will Power, que saiu vivo do terreiro (Reprodução)

(Douglas Sardo)

Após uma rodada dupla desinteressante em Detroit, máquinas e pilotos da F-Indy desembarcaram em Forth Worth, Texas, para a prova oval mais esperada do ano depois das 500 Milhas. O circuito Texano tem uma tradição fortíssima de grandes corridas, com acidentes impressionantes e principalmente disputas roda a roda até a linha de chegada.

E mais uma vez a pista de 1,455 milhas (cerca de 2,3 km) fez valer sua reputação. A prova foi insana, com vários acidentes, disputas incríveis, manobras arrojadas e surpreendente desempenho da Penske, que fez com que Will Power vencesse após apenas OITO carros sobreviverem.

Uma pena que a disputa tenha ocorrido num horário pouco interessante para o público brasileiro, sem contar o fato de a Band não ter transmitido a prova em canal aberto, apenas em seu pouco popular canal fechado. De qualquer forma, quem conseguiu ficar acordado das 21h da noite de sábado e varar a madrugada com certeza ficou satisfeito.

E fica a pergunta: porque essa corrida do Texas não é colocada imediatamente após as 500 Milhas, como era antigamente?

Continuar lendo

Gramming & Marbles (Indy): Rahal domina rodada dupla em Detroit

Graham_Rahal_and_Honda_i

Detroit tem um novo rei: Graham Rahal sobrou na turma durante a rodada dupla nas bandas de Michigan (Reprodução)

(Douglas Sardo)

Desde que começou a ser disputada em 2013 a rodada dupla na cidade motor nunca havia tido um mesmo vencedor nas duas corridas. Mas eis que Graham Rahal saiu das trevas de onde estava escondido desde o início do ano para arrebatar tanto a corrida de sábado quanto a de domingo.

O resultado também estabeleceu o sétimo vencedor diferente da temporada em oito etapas. Como Rahal venceu as duas corridas, ele também se tornou o primeiro a vencer duas provas esse ano. Estritamente em termos de resultados, essa temporada da Indy é muito interessante. Porém, com a honrosa exceção das 500 Milhas de Indianápolis, até aqui não tivemos grandes duelos pela vitória.

O típico campeonato que é mais interessante de se acompanhar pela tabela de pontuação do que pela tela da TV, ou de um lugar na arquibancada.

Continuar lendo