Gramming & Marbles (F1): Vela trai Vettel e Hamilton põe mão na taça em Suzuka

O maior vencedor de Suzuka. Mesmo apertado por Verstappen, Hamilton teve sangue frio e fechou o fim de semana com a 71ª vitória no bolso e assistiu o rival Vettel sair mais cedo por conta de uma vela. O tetra está próximo (Getty Images)

(André Bonomini & Douglas Sardo)

Sabe, vamos começar a falar do GP em Suzuka começando com uma dica preciosa para os motoristas: nunca deixe de revisar o sistema de velas do seu carro. Responsável por criar a fagulha elétrica que causa a explosão propriamente dita junto da gasolina, uma falha neste sistema pode prejudicar o desempenho do veículo, fazendo-o consumir muito combustível e prejudicando outros componentes. A troca de velas deve ser feita ao mínimo sinal de desgaste para manter a saúde e economia do motor.

Bom, e por que comecei dessa forma? Simples, porque em qualquer lugar onde houver um carro, as velas são necessárias para a explosão do combustível mesmo que o carro seja hibrido e elas tenham outra função. Velas sem manutenção prejudicam o desempenho da máquina e causam problemas maiores se não trocadas. Essa dica preciosa para qualquer motorista foi literalmente esquecida pela Ferrari em Suzuka, e por conta de uma peça tão insignificante porém tão importante, Sebastian Vettel viu-se no pesadelo e assistiu de fora o triunfo de Lewis Hamilton diante dos japoneses.

Vitória categórica para um virtual campeão. E não é exagero, é fato que deixa faltar apenas um misero detalhe para ser verdade.

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Gramming & Marbles (F1): Verstappen surpreende e fatura na despedida de Sepang

E eis que, senão quando, Max Verstappen esquece dos seus demônios. Corrida com autoridade, com manobra fabulosa em Hamilton e, felizmente, sem problemas no engenho TAG (Getty Images)

(André Bonomini & Douglas Sardo)

Quem é o piloto que não gosta de ter como presente de aniversário o doce sabor da vitória? Jean Alesi sabe bem disso desde 1995, quando faturou sua insólita vitória na categoria, nas curvas de Montreal, bem no dia de seu natalício. Essas coincidências felizes são raríssimas, contadas nos dedos até, mas acontecem no mundo da F1.

Só que neste caso, mesmo sendo um dia depois do níver, o tento valeu e muito especialmente num momento da temporada onde o acumulo de erros e abandonos estava colocando a crítica contra si. Este foi o momento de campeonato em que Max Verstappen entrou na pista de Sepang no último domingo, e com a qual saiu dela sorrindo levando consigo o troféu de vencedor do último GP da Malásia da história, já que a pista oriental está de despedida da categoria. Um tento inesperado numa corrida curiosa que teve de tudo, digna de um fim de festa em um dos salões mais recentes dos calendários da categoria.

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Gramming & Marbles: Vettel fica no boliche e Hamilton sai rindo a toa de Cingapura

(André Bonomini & Douglas Sardo)

Depois de um longo inverno, enfim o G&M está de volta! Até pedindo desculpas a quem nos acompanhava domingo a domingo com as emoções da velocidade internacional nas três grandes categorias: F1, Indy e MotoGP. Novos desafios profissionais impediram continuar as coberturas por aqui, mas aos poucos A BOINA vai voltando… e o G&M também, começando pela F1, naturalmente.

Mas não quer dizer que sumimos totalmente. Desde o Azerbaijão, o último texto da coluna, os compromissos aumentaram, mas o acompanhamento do campeonato continuou até, enfim, podermos voltar aos comentários com, talvez, o momento mais importante do campeonato até o momento: a vitória de Lewis Hamilton em Marina Bay, quando menos podia se esperar. Contando o período de provas até esta – Austria, Inglaterra, Hungria, Itália e Cingapura – é a quarta vitória em cinco corridas desde o encontrão em Baku.

E o inglês não podia estar mais feliz, com pista molhada (primeira vez em Cingapura) a corrida começou com voltas no safety-car até a condição perfeita para a partida. Mas o que parecia uma largada normal virou um boliche sem precedentes. De penetra, Max Verstappen enfiou-se entre Sebastian Vettel e Kimi Raikkonen e no chega-pra-lá do finlandês sobrou para o holandês, que na pancada levou a lateral da Ferrari do alemão. No fim da conta, ainda sobraria para Fernando Alonso, que viu mais uma boa largada virar pó.

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Gramming & Marbles (F1): Hamilton e Vettel em guerra enquanto Ricciardo fatura em Baku

Atrás deste capacete estão mil dentes sorridentes de surpresa: Daniel Ricciardo venceu o alucinante GP do Azerbaijão, a mais louca prova da F1 em tempos, que teve Stroll no pódio, toques mil e a abertura oficial da guerra Hamilton-Vettel (Getty Images)

Você também foi daquele cidadão que, coçando as costas e com cara de preguiça, ligou a televisão de manhã esperando um trenzinho monótono em Baku?

É? Foi mesmo?

Bom, vou te contar que eu também, e o Douglas idem. Mas não podemos reclamar se agora na tarde ou noite de domingo (quando este texto começou a ser aprontado) a adrenalina foi baixando aos poucos depois do que foi visto nas ruas apertadas da capital azeri. Depois de um ano sonolento como foi em 2016, a corrida deste ano não permitiu nem pescada de sono. Foi uma loucura como não vista na F1 há tempos e que entrou para a história.

Quem perdeu, ainda resta o consolo dos melhores momentos, mas mesmo neles, vai ficar extasiado. Teve esparrama na largada, Felipe Massa brigando por uma inesperada vitória e Lance Stroll subindo ao pódio, Force Indias se estranhando, Fernando Alonso nos pontos e, o melhor: Lewis Hamilton e Sebastian Vettel abrindo mão da amizade num incidente para entrar para a história. Tudo isso na imprevisível vitória de Daniel Ricciardo, que não tinha nada a ver com a novela dos líderes.

E se a coisa saiu assim mexida de Baku… imagine o clima que virá na Áustria. Vamos lá e prepare a água com açúcar. A adrenalina até pra escrever vai ser fogo. E não é exagero o que digo!

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Gramming & Marbles (MotoGP): Rossi magistral e Dovizioso líder na catedral de Assen

Após mais de um ano, o mito maior da categoria voltou a vencer e em grande estilo. É a décima vitória de Rossi na Holanda. Agora faltam apenas sete triunfos para alcançar o imortal Giacomo Agostini e suas 122 vitórias. (Reprodução)

(Douglas Sardo)

Se você é fã da MotoGP com certeza não se arrependeu de ter acordado mais cedo para ver um verdadeiro desbunde de automobilismo na Catedral da categoria, no circuito de Assen, Holanda.

E se você é fã de Valentino Rossi, bom, aí você realmente tem muitos motivos para estar com o sorriso de orelha à orelha. O Doutor mostrou toda sua intimidade com a pista e numa performance que desafia as leis do tempo, derrotou o incrível Danilo Petrucci com a Ducati da Pramac. É o constante desafio as leis do tempo. O italiano já tem 38 anos e segue capaz de fazer corridas como a de hoje após ficar mais de um ano sem vencer. Um mito do esporte.

Mas Valentino não é o líder do campeonato. Essa honraria cabe a Andrea Dovizioso. E diga-se, desde 2009 com Casey Stoner que um piloto da Ducati não liderava o mundial da MotoGP. Quer mais? Maverick Viñales caiu e agora está quatro pontos atrás de Dovi e apenas três à frente de Rossi, que por sua vez está apenas quatro pontos à frente de Marc Márquez.

Nós falamos no texto da Catalunha que se chovesse em Assen o campeonato pegaria fogo. Nem precisou da chuva, uma garoa já foi o bastante…

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Gramming & Marbles (MotoGP/Le Mans): Depois da Catalunha, Dovizioso briga pelo título?

dovizioso_espanha

Dovi vai para Assen com duas vitórias seguidas, mas se diz fora da briga pelo campeonato. Será mesmo depois da baita prova em Barcelona? (Reprodução)

(Douglas Sardo)

O italiano da Ducati diz que não, mas após sua segunda vitória consecutiva Andrea Dovizioso está apenas 7 pontos atrás de um Maverick Viñales às voltas com a Yamaha um tanto perdida, um Valentino Rossi baleado e especulações de um retorno para a M1 de 2016. A Honda também não vive um grande momento com Marc Márquez 23 pontos atrás do líder.

Em um campeonato onde os desempenhos estão bastante condicionados a adaptação aos polêmicos pneus Michelin, não é impossível que um azarão chegue forte na reta final da temporada.

Sendo assim, analisamos as chances de Dovi nessa maluca temporada de 2017. E, de quebra, uma nota especial sobre o que foi as 24h de Le Mans deste ano, com mais uma vitória da Porsche para o quadro de troféus da casa de Stuttgart e um triunfo brasileiro em uma das categorias da mais antiga e desafiadora das corridas.

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