Som n’A BOINA #21: Mario Zan, o imortal da festa junina

Um rei entre nós. Da infancia humilde de filho de imigrantes do interior para um virtuoso do acordeon. Eis Mario Zan, não apenas o Rei da Sanfona, mas também o Rei da Festa Junina (Reprodução)

Você conhece Mário Giovanni Zandomeneghi? Se você nunca ouviu este nome na vida (ou está fingindo que não ouviu pra ver até onde esse nariz-de-cera vai chegar) saiba que ele manda e desmanda na quadrilha de São João desde o tempo que seu avô era o garanhão da madrugada.

No Brasil de ontem a hoje (e no futuro, naturalmente), não existe festa junina onde os acordes da sanfona deste sujeito estejam presentes. No carro de som anunciando um arraial, no ambiente da festa, na marcação da quadrilha, no bailão, na paquera. É musica para derrubar sertanejo universitário que ousa transformar a quermesse numa balada estúpida.

Então, hoje não tem como ser diferente. É Dia de São João em A BOINA, e o SnaB presta reverencia ao legítimo rei da sanfona: Mario Zan, o mito de todas as festas juninas, de ontem, de hoje e de sempre.

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Som n’A BOINA #20: Jimi Hendrix, muito mais que o “showman da guitarra”

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Hendrix by Linda McCartney. O músico sempre admirou o trabalho fotográfico da esposa do Beatle e chegou a pedir que uma das fotos dela fosse usada na capa de Electric Ladyland (Linda McCartney)

(Douglas Sardo)

Seria possível um cara ser considerado por muitos como o maior guitarrista da história e ainda assim ser subestimado? Com o lendário Are You Experienced?, recentemente alcançando 50 anos de vida, o SnaB faz uma reflexão sobre o legado de Jimi Hendrix, um músico que de várias formas foi refém do próprio sucesso apesar de sempre tentar se desvincilhar do rótulo de cara que tocava guitarra com os dentes.

Não se espante se você se surpreender. Afinal, Hendrix não era apenas um ás das guitarras. Ele tinha algo mais. Você sabia? Então vai ficar sabendo…

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Som n’A BOINA #19: O romance e mensagem musical nos tempos da declamação

Um tempo onde música era aquele som de fundo. O importante era a recitação de uma história, uma mensagem, um coração partido. Era a declamação, febre entre vários intérpretes nos anos 70 e que conquistou ouvintes Brasil a fora, num destacamento da música brega/romântica ou como momento de inspiração de radialistas, atores ou apresentadores (Reprodução)

Esta semana, a música e o rádio brasileiro despediram-se de uma voz perdida nas paradas dos anos 70. O cantor, compositor e radialista Barros de Alencar faleceu na última segunda-feira (05/06) depois de um período de internação em um hospital na Mooca, em São Paulo. As causas da morte não foram reveladas. Ele tinha 84 anos.

Cristóvão Barros de Alencar, paraibano de Uiraúna, ficou marcado na história do cancioneiro nacional por um período de composições pitorescas daquilo que, hoje, costumamos chamar de Brega/Romântico, uma das estradas que a música brasileira seguiu depois do fim da Jovem Guarda e do Tropicalismo. Era o tempo do romance, das músicas melosas e populares que já comentamos sutilmente no último SnaB sobre Odair José, mas de outra maneira: em vez de cantar, a regra era declamar.

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Som n’A BOINA #18: Odair José “muito louco” e seu LP alucinado

Prepare seus ouvidos, ai vem o terror das empregadas… Mas calma! Não é nada do que você está pensando, é Odair José com a sua polêmica Ópera-Rock O Filho de José e Maria, disco que completa 40 anos de polêmica, controvérsia e revolução do próprio cantor (Reprodução)

Quando se fala nele, a primeira coisa que costuma se lembrar sempre é aquele som brega/romântico, característico da música brasileira dos anos 70/80, que era o verdadeiro mela-cueca popularesco feito apenas para vender. Um ambiente tomado por intérpretes pós-Jovem Guarda onde dificilmente se largava, pelo conforto financeiro, pelo sucesso entre a grande massa, por ai…

Mas será que é impossível mesmo largar esse mundo? Bem, o terror das empregadas provou que sim. A história que o SnaB recorda nesta sexta-feira traz a tona um dos momentos mais controversos e esquecidos da música nacional, e que mostrou ao Rock brasileiro outra faceta de um popular. A faceta, diga-se de passagem, mais intensa, rebelde, no bom português: a mais foda.

Quem torceu o nariz com Eu Vou Tirar Você Deste Lugar, ou com Uma Vida Só (Pare de Tomar a Pílula) deve se surpreender. E quem já sabe deste conto vai, da mesma forma, fazer uma reverencia respeitosa. Mergulhemos no submundo de exatas quatro décadas de Odair José e seu controvertido, alucinante e revelador O Filho de José e Maria.

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Som n’a BOINA #17: Sgt. Pepper’s não é “o melhor” mas foi a redenção dos Beatles

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(Douglas Sardo)

Quem diria! A primeira vez que o SnaB coloca o quarteto de Liverpool em destaque e, logo, começa falando do apoteótico Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band, que este ano alcança os 50 anos do lançamento e alucinação em forma de Rock. Mas esqueça os exageros midiáticos, aqui não há aquela exaltação cega de sempre para a obra, oitavo trabalho de estúdio dos Beatles. O disco da colorida banda do Sargento Pimenta não é sequer o melhor álbum do Fab Four, quem dirá o melhor trabalho da história da música.

Mas calma, não se assuste. Isso não quer dizer que você não deva ouvir esse clássico dos anos 60. Ele faz parte do modus-operandi de qualquer fã ou apreciador do grupo. Uma obra que marcou um ponto crucial na carreira da banda que passava por uma mutação. Deixavam a faceta de pop-stars adolescentes comportados e bem-vestidos para assumir a de uma banda adulta com grande criatividade e principalmente, disposta a calar a boca de muitos críticos que diziam que estava tudo acabado para eles após uma turnê fracassada pelos EUA.

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Som n’A BOINA #16: Elvis e Nixon, o dia que o Rei bateu a porta da Casa Branca

A esquerda, o então homem mais poderoso do planeta. A direita, o Rei do Rock ‘n Roll. A improvável visita de Elvis Presley a Richard Nixon é apenas mais um de tantos causos curiosos do cantor, que hoje o SnaB recorda para os curiosos de plantão (Reprodução)

Em agosto, o mundo lembrará com saudades e reverencia os 40 anos da morte do Rei do Rock ‘n Roll, cujo nome nem precisaria ser dito mas o será para não destoar da frase: Elvis Presley. Sem dúvida que ele terá aqui no nosso SnaB um destaque especial, com sua trajetória, músicas, obra, vida e morte repentina, perdido entre seus demônios e as lembranças da fama passada.

Mas, longe da alegria e da tragédia que lhe acompanhava sempre nos show business, Elvis também foi protagonista de histórias curiosas e antológicas que dariam, certamente, um filme, um documentário ou um livro de cada uma. Fatos como o serviço militar em Berlim Ocidental, a viagem de Memphis para Denver para se deliciar com um saboroso sanduba de pasta de amendoim com banana e bacon, o folclórico encontro com os Beatles e tome história por ai.

No entanto, dentre tantas – e aproveitando o gancho das relações turbulentas de Donald Trump com a classe artística americana – uma destas se destaca pelo tom de bizarrice e curiosidade que a cerca. Foi há seis dias do Natal de 1970 quando, sem praticamente nenhum aviso, resolveu bater a porta do homem mais poderoso do mundo naqueles tempos: o então presidente americano Richard Nixon, na mais improvável visita que poderia haver naquele louco começo de década.

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