(Licença, Oktober!) Precisamos conversar sobre a Festa do Imigrante

Nem só de Oktoberfest vivem as festas de outubro em SC. No Médio Vale, um exemplo dos melhores para compreender a mistura de celebração familiar e reverencia histórica: A Festa do Imigrante, em Timbó (PMT)

Então… Outra vez, assistimos a temporada nacional de Festas de Outubro abrir outra vez em Santa Catarina. Todos os caminhos levam ao estado e, claro, ao Vale do Itajaí, onde o agito festeiro mescla-se com o som das bandinhas e a tradição secular dos colonizadores em celebração. Não chega a ser uma zorra, mas é motivo de festa para quem gosta de badalação e motivo de lazer em sociedade para as famílias.

Mas, se você está pensando em encontrar algo sobre a Oktoberfest aqui n’A BOINA este ano… bem, lamento desaponta-lo. Mesmo com três anos de atividades apenas no blog, a maior festa alemã das Américas por vezes não tem mais o que se explorar de assunto ou experiência. A imagem consolidada a duras pernas desde 1984 a tornou uma grife, um rótulo indelével que vem de carro-chefe a frente das várias coirmãs do calendário. Os desfiles, os shows, a gastronomia e, claro mais do que tudo, o chopp abundante que faz sorrir alguns e preocupar outros.

Só que neste ano em particular, residindo em Timbó a maior parte do tempo, resolvi explorar em crônica uma celebração que, mesmo sem o mesmo tamanho da festa da cidade-jardim, guarda história e importância tão grande quanto (ainda que com pouco material). Presente no calendário da Pérola do Vale há 26 primaveras, a Festa do Imigrante não desonra o slogan que ostenta de a verdadeira festa da família ao promover este clima tão aconchegante como os colonos em suas modestas residências familiares há tantos anos.

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Museu da Música: O salão nobre da melodia em Timbó

Eis o Salão Hammermeister, em Timbó. E por trás destas paredes históricas está um tesouro histórico que merece ser conhecido: O Museu da Música, com um acervo riquíssimo de várias páginas de história da melodia (André Bonomini)

Que o Vale Europeu tem, no seu seio, uma longa história com a música disso muitos bem sabem. Desde os tempos dos colonos, passando pela cena jovem iniciante nos anos 60 e os voos mais altos dos cantores, cantoras e bandas da região, o universo das melodias, acordes e timbres sempre esteve ligado aos que aqui viviam e vivem e buscam na música um refúgio ou uma ocupação.

E para quem acha que toda esta trajetória está esquecida no correr da história, está enganado. O passado musical do Vale, somado a uma viagem fabulosa por quase toda a evolução da arte pelo mundo, tem um espaço muito especial num cantinho da Pérola do Vale, reconhecidamente a capital regional da música. Nas instalações do antigo e bem preservado Salão Hammermeister, em Timbó, está instalado o Museu da Música, um verdadeiro relicário com vários elementos que escreveram e escrevem a história milenar desta arte, seja na região ou no mundo todo.

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