Ídolos com pés de barro

Eis Richard Rasmussen, o aventureiro radical que leva a família brasileira alguns dos segredos e curiosidades mais interessantes de nossa fauna. No entanto, será que Richard é mesmo o que as câmeras tanto mostram? (Reprodução)

(Ricardo Hedler)

Domingo, março de 2005. Uma família brasileira comum se reúne na sala para assistir ao Domingo Espetacular na Rede Record. Seu apresentador, o icônico Paulo Henrique Amorim, anuncia com sua voz característica o que se tornaria um dos quadros de maior sucesso do programa: o quadro Selvagem ao Extremo, criado e apresentado por Richard Rasmussen, mostrava o aventureiro animal interagindo de maneira irreverente com os mais diversos animais da nossa fauna: cobras, lagartos, por ai…

O que aparecesse no caminho desse amante da natureza, era logo capturado e manipulado sem medo algum pelo apresentador em frente às câmeras. Ao contrário do pobre animal que era apanhado de surpresa e levado à situações de extremo stress. Tudo com o máximo de sensacionalismo para manter a família brasileira presa no sofá esperando mais confrontos perigosos do queridíssimo caçador de aventuras.

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Beto e eu

Um garoto sonhador que tornou-se um empresário que convidava a todos para viver a sua fantasia. A história de Beto Carrero é grandiosa demais,. No entando, em um dia de dezembro de 2003, ela acabou cruzando-se comigo (Reprodução)

Exemplos de empreendedores diferentes são raros hoje em dia, e quando aparecem são celebrados por um longo tempo como prova de que, quando se sonha e se quer tornar real, é possível. E isso fica ainda mais forte quando o que move este sonho é uma brincadeira de criança, um hobby, uma fascinação, uma fantasia.

Fantasia, esse era o mundo que permeava a cabeça encaracolada de um velho cowboy paulista, movido pelos contos de bang-bang de John Carradine, John Wayne, Bud Spencer e Terence Hill. Seu pai, conhecido condutor de carro de boi na fazenda que trabalhava, a natureza sempre próxima e aquele ar de campo do interior de São Paulo, na bela São José do Rio Preto, coisas que o inspirariam a transformar-se de menino irrequieto e publicitário dedicado num legítimo herói brasileiro do western, defensor dos animais e dos oprimidos, amado pelas crianças, admirado por empresários, lembrado sempre sobretudo na sua obra máxima na simpática Penha: Beto Carrero.

Mas, contar a história de Beto seria piegas demais para o momento. Há 10 anos atrás, o Brasil era tolhido de surpresa com uma notícia chocante: na busca de tratar um problema cardíaco, o bom justiceiro era levado ao chão do velho oeste da vida naquela manhã de 1º de fevereiro de 2008. Faísca estava a sós no mundo, as crianças que bem o conheciam e mergulhavam nas suas histórias estavam a sós. E eu também, senti que tinha perdido um amigo, e próximo, tão próximo que é difícil para qualquer leigo acreditar.

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Catedral: Seis décadas (de tantas mais) no coração da XV

No alto da colina, entre as Ruas XV, Padre Jacobs e 7 de Setembro, uma imponente casa religiosa é a testemunha viva de várias mudanças no centro blumenauense ao longo dos anos. Mais precisamente,
seis décadas assistindo o dia-a-dia da cidade-jardim, sempre com sua elegância e modernismo fruto de um trabalho de pai e filho. São os 60 anos da atual Catedral de São Paulo Apóstolo, celebrados com alegria e recordação de tempos de persistência e revolução (Jaime Batista)

Sua imponência é inegável, foi feita para representar a posição de liderança que exerce, especialmente hoje, como principal templo católico da cidade. Está na mesma colina histórica que, há mais de 150 anos, fora erguida a primeira capela pelos primeiros alemães católicos incentivados pelo Pe. Alberto Gattone, sacerdote gasparense que atuava na cidade. E, tão além de templo, é o mais marcante dos cartões postais da cidade, uma velha observadora do centro blumenauense que usa a mesma roupa moderna desde 1958.

No último dia 25, com celebração solene e grande festa, as principais autoridades católicas de Blumenau recordaram os 60 anos da nova Catedral de São Paulo Apóstolo. Diz-se nova para não confundir-se com a história completa da comunidade que existe desde 1854, apenas quatro anos após a fundação da colônia e que, em 1958, concluía a construção da nova igreja, uma espécie de cenáculo moderno de arquitetura única em todo o país.

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Vasco, Eurico, poder, interesses: O nebuloso horizonte na colina

O grupo de correligionários de Alexandre Campello comemora, e a lenda reza que gritos de “Eurico” foram ouvidos no salão. O velho presidente e seu séquito ganham sobrevida na eleição confusa do novo mandatário. E, assim, o Vasco segue com a perigosa névoa da incerteza por sobre a colina (Reprodução)

Não é surpresa para os amigos d’A BOINA que minha simpatia e torcida no futebol sempre foram para o Gigante da Colina, o Vasco da Gama. Desde criança, sob influencias do meu avô, fui apresentado e acompanhei, mesmo a distância em vezes, os lances do time da cruz de malta no nobre esporte bretão brasileiro. Vibrei com as conquistas, senti apertado os rebaixamentos, coisas de todo torcedor, ao menos o simpatizante, já que o futebol não é o meu forte no esporte.

Mas nestes últimos dias, o Vasco virou o verdadeiro espelho do Brasil atual. Jogos de poder, esquivas, interesses escusos tendo como pano de fundo a reconstrução do gigante em discursos vazios e visivelmente mentirosos, quando no mínimo é difícil acreditar na palavra de quem assume o poder. A torcida está em polvorosa, verdadeiramente revoltada e com razão, cansada do coadjuvantismo dos últimos tempos.

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Dom Pedro e Graham Bell: O imperador do Brasil e a revolução da comunicação

Um imperador, um inventor e o telefone começou nesta forma. A amizade de Dom Pedro com Alexander Graham Bell foi crucial para o início de uma revolução nas comunicações que continua até hoje (Reprodução)

(Ricardo Hedler)

Com a praticidade da tecnologia atual, temos acesso a informação e a serviços que a alguns anos não poderíamos nem imaginar. Com um simples toque podemos aprender, nos entreter, pedir comida ou solicitar transporte. Toda essa praticidade na palma da sua mão, nos chamados smartfones, aparelhos de telefone celular que possuem uma interface prática como a dos notebooks, mas com maior mobilidade. Num único aparelho é possível tirar fotos, fazer uma pesquisa na web, jogar, assistir, mandar mensagens etc.

Sua principal função, entretanto, que seria fazer ligações, está ficando cada vez mais de lado. É mais comum mandarmos uma mensagem por Whatsapp do que discar e conversar. É pouco comum utilizarmos orelhões para fazermos ligações, como éramos obrigados a fazer a um tempo atrás. Os jovens de hoje não poderão jamais imaginar como era ter que ir na mercearia mais próxima, comprar um cartão, ou ficha, ir até o orelhão (se estivesse funcionando) inserir o cartão ou ficha, discar o código de área e o número e, ai sim, falar com a pessoa.

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“Liberte-se!” outra vez: Sakura Card Captors de volta as animações

Quem diria! O primeiro post do novo ano seria sobre um revival dos tempos de juventude. A notícia já é um tanto antiga, mas para os amantes dos animes – especialmente daqueles que marcaram época – sempre causa fascinação ao falar desta moça da cidade de Tomoeda que conquistou meio-mundo com seus mil disfarces e o grito que ordenava a uma de suas cartas mágicas a vinda de seus poderes.

Pois é, as aventuras de Sakura Kinomoto estão voltando neste mês ao cenário dos animes. Já voltaram há algum tempo com o relançamento do mangá pelas moças da CLAMP, responsáveis por jogar no mercado as aventuras da jovem em mangá de 1996 a 2000 e na TV de 1998 a 2000. Agora, as jovens pretendem prosseguir a correção de rota que a história tomou no famigerado episódio 70 e no filme A Carta Selada. É a esperada volta de Sakura as aventuras animadas, que já chegou mostrando a que veio.

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