Você conhece (mesmo) as pontes de Blumenau?

Você sabe onde elas se localizam, você passa por elas quase todo o dia, mas conhece sua história? E quem as denomina isto se elas tem nome)? Então, se isso mexeu com a sua curiosidade, A BOINA recorda um pouco da história e importância de algumas das principais pontes de Blumenau, no Centro e nos bairros, partindo da antiguidade até os dias atuais (Montagem A BOINA)

(Fotos: Adalberto Day / Jornal de Santa Catarina / Jaime Batista / O Blumenauense)

Todos os meses comemorativos, aqueles representados por cores, Blumenau se colore. Vários pontos da cidade são especialmente pintados da cor respectiva a do mês para manter acesa a lembrança que traz o tema daquele período: epilepsia, câncer de mama, trânsito, meio ambiente, água, tem de tudo e todas as cores, como bem sabemos.

Na cidade, apenas um único ponto é pintado de verdade: A famosa ponte da Rua XV de Novembro, próxima a Thapyoka e a entrada da Beira-Rio. Esta tradição vem há algum tempo, dentro das atividades do Outubro Rosa, mês especial de conscientização sobre o câncer de mama. Outros meses como março (da epilepsia), maio (trânsito) e outros adotaram a ideia e a ponte cinza assume outras cores durante o ano.

Mas, depois de alguns meses pintando e pintando, me veio a mente uma curiosidade que talvez seja a de algumas pessoas: Qual o nome da ponte da Rua XV? É notável que muitas das pontes de Blumenau foram batizadas com nomes de figuras importantes da história da cidade, do estado ou, simplesmente, de moradores conhecidos das regiões onde estão. No entanto, alguns foram esquecidos com o tempo, ficando apenas os apelidos ou os referenciais, como o da ponte da Rua XV.

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TV Coligadas: Hora de recordar uma aventura da comunicação

Enfim! Uma grande história da comunicação catarinense ganha sua reverencia. Nesta quinta-feira (01/06) é lançado no IBES Sociesc, em Blumenau, o documentário TV Coligadas – A Aventura do Canal 3, recordando a trajetória, desafios e fatos marcantes da pioneira da TV em Santa Catarina (Reprodução)

Para um jornalista, resgatar uma história do passado sempre é um prazer. Duvido que haja um profissional da notícia que não se encante ao descobrir elementos de outros tempos, personagens influentes de outras décadas, fatos, fotos, causos, tudo e mais um pouco que constitui-se na parte da memória de um povo em qualquer canto deste mundo.

Agora, quando se recorda de uma história referente ao meio em que trabalha, o assunto fica ainda mais prazeroso de ser investigado, pesquisado e, posteriormente, contado. Não escondo de nenhum dos colegas de imprensa e amigos de A BOINA que esta é minha especialidade, meu hobby de horas vagas ou de trabalho. E se a história geral é importante, o passado das comunicações o é tanto quanto.

No tempo do rádio a vávula, da TV a lenha, do jornal gigante, a comunicação foi além do simples papel de informar. Deu cara a regiões, aproximou pessoas, apresentou para quem quisesse o estado, país ou o mundo em que vivia e que partilhava com tantos. E Santa Catarina sabe bem disso. Sabe como a comunicação foi importante para tanto, para integrar e para se fazer conhecer em tempos de relações um tanto frias e distantes.

Uma destas histórias, com muito prazer e honra, será apresentada nesta quinta-feira (01/06), no espaço Cultivarte do IBES Sociesc. Fruto de um trabalho de pesquisa, procura, perguntas e depoimentos marcantes, este jornalista revisita uma das aventuras mais fantásticas da história da comunicação catarinense, feita a facão, teimosia, visão e amor a causa.

É o lançamento do documentário TV Coligadas – A aventura do Canal 3, projeto patrocinado pela Prefeitura de Blumenau e pela Fundação Cultural de Blumenau, por meio do Fundo Municipal de Apoio à Cultura que revisita a trajetória da primeira (e legitima pioneira) emissora de TV barriga-verde, além de prestar reverencia a quem a construiu na base do trabalho duro e dedicado para dar ao estado a imagem dele próprio.

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Salve Edemir!

Na nossa lembrança, sempre, Edemir de Souza! O sorridente  homem do Salve a Banda e de uma grande história na nossa comunicação que, hoje, nos deixa muita saudade (Reprodução / Arquivo Pessoal)

Hoje, tive de parar as máquinas para prestar uma reverencia… e contar uma história, se me permitirem.

Era meados de fevereiro quando, numa manhã de trabalho, resolvi prosseguir com meus contatos junto aos personagens que contariam a história da TV Coligadas no documentário que eu e a querida Soila Freeze estamos produzindo. Havia muitas pessoas conhecidas já conversadas, outras ainda por conhecer e contatar, uma loucura.

O próximo da minha lista era um cidadão cujo nome já soava como música (e, olhe, ele tem até um dobrado com seu nome): Edemir de Souza. Só de entrar em contato com estes personagens da nossa pioneira emissora de TV já dava um arrepio de emoção, embora sempre batia aquele nervosinho teimoso sobre o como seria a recepção do outro lado da linha ?.

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Semana do Jornalista: Nas enchentes, informação até debaixo d’água

O fotógrafo inerente em busca do clique máximo para ilustrar algum boletim especial da cheia. Mesmo rodeado de riscos, esforçando ao máximo numa jornada, a cobertura de uma enchente em Blumenau é o momento maior de qualquer jornalista da cidade, onde em meio a tragédia todas as suas habilidades são colocadas em teste máximo em todos os elementos da notícia (Jaime Batista)

Quem vive em Blumenau, especialmente é jornalista por aqui, sabe que o dever chama todo dia. Política, polícia, trânsito, comunidade, histórias, tudo e mais um pouco acontece aqui e em todo o Vale que nos cerca. É uma caixinha de surpresas, como não poderia deixar de ser. E, nestas horas, parecemos bombeiros, naquela questão de estar pronto para qualquer incêndio.

Por falar em incêndio noticioso, não há emergência maior que pare-nos no nosso cotidiano quando o Itajaí-Açu, que está logo ali do lado, resolve subir sem controle em tempos de chuvas constantes. É o sinal verde de uma nova enchente que está começando, hora de pegar câmeras, bloquinhos, microfones e montar quarteis em emissoras e redações. Está soando o sinal de emergência.

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Antigamente: Amazonas Esporte Clube, o inesquecível esquadrão azul-celeste do Garcia

Imagem feita por este jornalista em 2009, celebrando, à época, os 90 anos do Amazonas. A sigla que ficou no imaginário de uma geração, movida a futebol, emoções e orgulho do time anilado que movia o Garcia e assustava os adversários que o encaravam. Hoje é dia de recordar algumas das grandes passagem na história do AEC Arquivo)

Imagem feita por este jornalista em 2009, celebrando, à época, os 90 anos do Amazonas. A sigla que ficou no imaginário de uma geração, movida a futebol, emoções e orgulho do time anilado que movia o Garcia e assustava os adversários que o encaravam. Hoje é dia de recordar algumas das grandes passagem na história do AEC (Arquivo)

(Fotos e materiais: Adalberto Day)

Quando o assunto é futebol, confesso que não entendo lá estas coisas como outros colegas jornalistas que seguem o esporte como religião. No entanto, em momentos dá para dar alguns pitacos e promover alguns debates com os amigos em qualquer lugar. No entanto, ao se falar de história relacionada ao nobre esporte bretão, a coisa muda um pouco de figura. Passam pela mente momentos históricos, folclóricos, personagens, clubes e partidas que não se apagam ao fim dos 90 minutos.

E em se tratando de memórias e histórias do futebol, Blumenau é um baú rico em contos emocionantes. Todo blumenauense que conhece o futebol da cidade sabe que não é fácil fazer a bola rolar por nossas bandas. Dificuldades financeiras, desconfiança de empresários e uma parcela de torcedores que mais debatem assuntos do que apoiar as agremiações que tentam se destacar e, se assim for, trazer o título catarinense para cá. Apesar de tudo, a bola ainda rola, assim como as histórias que pipocam a cada partida.

E cada um torcedor tem sua lembrança, sua recordação, seu sonho. Os alviverdes do Metropolitano sonham em ser grandes e, os tricolores do BEC anseiam e querem voltar aos gramados e glórias, os saudosos do Olímpico recordam as façanhas daquele que é o único blumenauense campeão estadual. Ainda há as memórias dos tempos de boleiros do Guarani e do Vasto Verde, fora outras legendas amadoras que estão na ativa ou na memória. No entanto, quando o assunto é Amazonas Esporte Clube (AEC), o anilado do Garcia, a coisa vai muito além das memórias e de grandes jogos. Afinal, trata-se de um clube que viveu o seio de uma grande história, tanto no esporte quanto na vida de cada um que lá jogou, torceu ou, simplesmente, conheceu a legenda alvi-celeste.

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Urda em A BOINA: Churrasco de Igreja

Churrasco de festa de igreja; O inigualável (Reprodução)

Churrasco de festa de igreja; O inigualável (Reprodução)

(Urda Alice Klueger)

Aquele aroma vem lá da minha infância mais antiga, do tempo em que ainda não tinha quatro anos, e é inesquecível e incomparável. Em dias de festa, e houve alguns naquele período em que começo a lembrar das coisas, meu pai fazia o perigoso braseiro no chão do rancho, rodeado por alguns tijolos, e meninas pequenas como eu ficavam proibidas de aproximar dali um dedinho que fosse.

O fogo, assim como a água, continuam exercendo seu fascínio atávico sobre o ser humano, e ainda me lembro muito bem do rubor daquelas brasas vivas e perigosas, que logo eram cobertas pela grelha de ferro, utensílio importantíssimo naqueles tempos remotos – e que continua a existir, principalmente em festas de igreja.

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