Gramming & Marbles (F1): O dia que Sonic perdeu para Senna

11 de abril de 1993. Um dia épico para a F1, para os games, para uma reflexão poética da corrida entre Ayrton Senna e Sonic, aquele que é o ouriço mais rápido do mundo (Reprodução)

11 de abril de 1993. Um dia épico para a F1, para os games, para uma reflexão poética da corrida entre Ayrton Senna e Sonic, aquele que é o ouriço mais rápido do mundo (Reprodução)

(André Bonomini)

Todo mundo que curte, segue e come F1 diariamente jamais esquece (mesmo que tendo névoas na lembrança) da sua primeira experiência diante da categoria máxima do automobilismo mundial. A primeira corrida, os primeiros nomes, as primeiras sensações nas brigas, momentos tensos, rodadas e acidentes. Alguns gravam quase tudo detalhe por detalhe, e quando volta a assistir esta passagem única na vida não deixa de recordar também a inocência de ver a F1 com imaginação de criança.

Talvez eu seja meio privilegiado. Mesmo com espasmos memoriais, minha primeira experiência com F1 foi, simplesmente, um sonho para qualquer fã e um motivo de emoção para nós que seguimos o circo onde quer que vá. Eu era um garoto de reles dois para três anos de idade quando meu pais me cativava a ver corridas nos sonolentos domingos pela manhã. Era dia da terceira etapa do mundial de 1993, e de uma conjunção de fatos que ficou na história e marcou uma geração: O dia que Sonic, o ouriço mais veloz do mundo, foi vencido por um sujeito que usava vermelho como Eggman, mas que queria apenas ser o mais rápido e nada mais.

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Gramming & Marbles: (5X5) Os mais feios F1 de sempre

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(André Bonomini & Douglas Sardo)

Como dissera em janeiro do ano passado, a F1 produziu ate hoje mais de 600 bólidos de corrida, alguns verdadeiros campeões (se não de vitórias e títulos, ao menos de beleza) mas outros verdadeiros shows de horrores, independente se vencedores ou não. Os grids da categoria já viram de tudo em 67 anos de disputas do mundial, e como na vida, o feio também faz parte da vida dos projetistas.

Tentando matar a saudade da F1 (que só começa em março, na Austrália), fomos as recordações e, em contraposição a lista dos mais belos de sempre postada no início do ano passado, retornamos as listas (e as crônicas em breve) com a eleição infame dos 10 mais feios carros que já alinharam (ou não, acredite) na história da categoria. Tem de tudo, de corcunda de notre-dame a campeão mundial recheado de aletas, de periscópios a grelhas de hambúrguer, um show de horrores que deveria mesmo ser publicado no Halloween.

Enfim, não somos de perder tempo, então comecemos a listagem, meio com os olhos entreabertos de medo, começando por Douglas Sardo e seus eleitos. A quem interessar, este post contém imagens fortes de carros mal desenhados, recomenda-se cautela.

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Gramming & Marbles (F1): Rosberg domina, Hamilton vacila e F1 sai de Suzuka quase definida

Quem pode contra Nico? Nem mesmo Lewis Hamilton tem conseguido este feito. O alemão da Mercedes está a caminho do seu primeiro título, e saiu de Suzuka ainda mais perto dele depois de uma grande vitória e contando com os azares do companheiro de flecha de prata (Getty Images)

Quem pode contra Nico? Nem mesmo Lewis Hamilton tem conseguido este feito. O alemão da Mercedes está a caminho do seu primeiro título, e saiu de Suzuka ainda mais perto dele depois de uma grande vitória e contando com os azares do companheiro de flecha de prata (Getty Images)

(André Bonomini & Douglas Sardo)

Nico: De Barbie a Ken e rumo ao título

No final de 2015, quando da decisão a favor de Lewis Hamilton em Austin, teve quem bateu forte na falta de reação de Nico Rosberg, que era visto como uma Barbie no meio dos pilotos de ponta. Um vencedor sem título, com números tão expressivos que, seguindo-se tantas derrotas dentro de casa, poderiam o tornar um novo Striling Moss.

No entanto, 2016 parece mesmo ser o ano da redenção de Rosberg. Foi de Barbie a Ken em algumas provas, mostrando classe e cabeça para superar problemas e deixar o companheiro de casa e tricampeão perturbado como nos tempos infantis da McLaren. Em Suzuka foi assim novamente. Os japoneses mal poderiam acreditar no que viam ao notarem Hamilton errando a embreagem a lá Senna e abrindo caminho para mais um triunfo do filho de Keke na temporada.

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Antigamente: Blumenau, 5 de outubro de 1984

A primeira sangria: 5 de outubro de 1984, pelas mãos do então prefeito Dalto dos Reis. A Oktoberfest tinha seu primeiro barril sangrado. Primeiro de muitos que, em 33 edições contam a história da festa mais alemã das Américas desde a origem, isto tudo depois de uma terrível enchente que parecia querer colocar tudo abaixo outra vez (Antigamente em Blumenau)

A primeira sangria: 5 de outubro de 1984, pelas mãos do então prefeito Dalto dos Reis. A Oktoberfest tinha seu primeiro barril sangrado. Primeiro de muitos que, em 33 edições contam a história da festa mais alemã das Américas desde a origem, isto tudo depois de uma terrível enchente que parecia querer colocar tudo abaixo outra vez (Antigamente em Blumenau)

Blumenau, 5 de outubro de 2016

Bueno, é outubro na cidade-jardim, e como de praxe há mais de 30 anos, estamos em época de Oktoberfest. Pelas ruas, pelas lojas e pelo entorno do majestoso Parque Vila Germânica, as cores e elementos da festa mais alemã das Américas vão desabrochando para, novamente, receber blumenauenses e turistas e todos os cantos. Uma tremenda zorra (controlada, assim espero) regada a chopp, tradição, sorrisos e, claro, muitas novas histórias que virão.

Quem é de Blumenau, sabe muito bem que o clima na cidade muda quando a Oktober dá a largada. As vias centrais ficam mais cheias, o movimento nas ruas aumenta consideravelmente, o Bierwagen faz rotineiras viagens servindo chopp aos transeuntes (maiores de 18, diga-se de passagem) e a imprensa mobiliza-se com coberturas completas e especiais sobre a história e personagens da festa. Ouvimos nomes como os de Ingo Penz, Nerino FurlanRicardo StodieckRogério França e Oseias (Vox 3), Vovô / Vovó Chopão e até aqueles das bandas alemãs convidadas e comidas típicas que enrolam a língua numa saudável brincadeira ortográfica.

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Gramming & Marbles (F1): Rosberg segura Riccardo, triunfa em Cingapura e volta a liderar campeonato

Além do dever de casa: Mesmo com a pressão de Riccardo no fim da prova, Nico Rosberg soube aproveitar a chance para vencer sua corrida nº 200 e, de quebra, voltar a ser líder do campeonato de 2016. Corrida de poucas emoções no cercado de Marina Bay, em Cingapura (Getty Images)

Além do dever de casa: Mesmo com a pressão de Riccardo no fim da prova, Nico Rosberg soube aproveitar a chance para vencer sua corrida nº 200 e, de quebra, voltar a ser líder do campeonato de 2016. Corrida de poucas emoções no cercado de Marina Bay, em Cingapura (Getty Images)

(André Bonomini & Douglas Sardo)

Muito mais que o dever de casa no trenzinho asiático

Um ponto atrás de Lewis Hamilton, devendo uma atuação maiúscula e largando da pole. Nico Rosberg estava com o cetro do comando na mão na iluminada pista de Marina Bay, em Cingapura, e teria de demonstrar muito mais do que uma reles atuação para, além de vencer, regressar a ponta da tabela, nas mãos de Hamilton por apenas um mísero ponto. Ao menos, era essa a única expectativa para a prova, que precisaria de um milagre para ser emocionante no conjunto da obra, coisa que não foi salvo alguns poucos pegas.

Depois das 61 voltas de poucos pegas e uma fila indiana cujo comentaremos mais adiante, Rosberg até surpreendeu que esteve em Marina Bay, seja nas bancadas ou diante da TV. Uma atuação digna de piloto da Mercedes (ainda é cedo para dizer que é digna de campeão), com uma corrida firme, rápida e pensada, tendo apenas que se preocupar mais com os ataques de Daniel Riccardo no final da prova, sacramentando uma grande vitória e, o que é melhor, a volta a ponta da tabela do campeonato, oito pontos a frente de Hamilton.

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Gramming & Marbles (F1): Sem emoções, Hamilton vence e assume ponta da tabela na Hungria

O inglês manda. Lewis Hamilton fez o dever de casa e venceu na Hungria. Agora é o novo líder da temporada, algo quase previsível diante da apatia de Rosberg (Getty Images)

O inglês manda. Lewis Hamilton fez o dever de casa e venceu na Hungria. Agora é o novo líder da temporada, algo quase previsível diante da apatia de Rosberg (Getty Images)

(André Bonomini)

Um barato de país, uma m… de GP

Fora as bajulações dos húngaros para Bernie Ecclestone visando não perder o GP (tem até rua com o nome dele em Budapeste), a F1 na Hungria sempre é um grande barato há 30 bons anos. Desde os tempos na cortina de ferro, quando a prova foi a primeira no bloco socialista, o travadíssimo Hungaroring reservou sempre corridas curiosas e emocionantes, especialmente nos tempos áureos, onde recordamos o pega de Ayrton Senna e Nelson Piquet (1986) – ou o looping num Boeing 747, como dizia Jacke Stewart – e a vitória de Thierry Boutsen em 1990, numa corrida fantástica do início ao fim.

A Hungria é um barato, e como todo ano, deve se esperar um GP fantástico como o do ano passado, que fora a melhor prova do ano. Isso sem contar o sol a pino (mesmo depois de tanta chuva), torcedores e até fiscais de pista meio malucos e garotas de biquini e roupas minimas mas arquibancadas. Mas, fora da pista, tudo isso se cumpriu. Dentro da pista, Lewis Hamilton venceu uma prova frouxa, monótona, fraca e totalmente parada, salvando-se apenas uma única briga de verdade: A de Max Verstappen e Kimi Raikkonen.

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