Moon Jae-In: Um novo presidente para velhos (e complicados) problemas na Coreia do Sul

Um novo presidente, uma nova filosofia para velhos e complicados problemas. A Coreia do Sul agora está sob as ordens de Moon Jae-In, advogado humanista de 64 anos que já chegou surpreendendo, sobretudo pelo tom conciliador com os sempre complicados vizinhos do norte (Reuters)

A Coreia do Sul manda avisar ao mundo que está de presidente novo. Atende pelo nome de Moon Jae-In o homem que habitará nos próximos dias a suntuosa Casa Azul, residencia do mandatário sul-coreano. Advogado, 64 anos, defensor dos direitos humanos desde os primeiros tempos no Direito, Jae-In é do Partido Democrata sul-coreano, de centro-esquerda, e venceu com margem tranquila sobre o segundo colocado, do Partido Conservador, encerrando um período de dez anos dos linha dura conservadores no poder.

Sorridente nas primeiras fotos oficiais, com a impressão de homem honesto e tranquilo que passou durante a campanha, Jae-In não deve sorrir tanto com as pedreiras que tem pela frente, sobretudo depois do recente momento complicado da política de Seul. Diante dele, a Coreia do Sul apresenta-se com um quadro complicado, econômica e politicamente, interna e externamente. Batalhas que não serão fáceis, como costuma ser naquele lado sul da península.

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JSC 45: Um abraço ao Jornal de Santa Catarina

São 45 anos, e não aparenta a experiência com o sangue sempre jovem dos jornalistas que o tornam sempre pra frente, atualíssimo e marcante como patrimônio da imprensa catarinense que é: Eis o Jornal de Santa Catarina, 45 primaveras de história, pioneirismo e aventuras Reprodução)

São 45 anos, e não aparenta a experiência com o sangue sempre jovem dos jornalistas que o tornam sempre pra frente, atualíssimo e marcante como patrimônio da imprensa catarinense que é: Eis o Jornal de Santa Catarina, 45 primaveras de história, pioneirismo e aventuras (Reprodução)

1971

O ano depois do tri. A China de Mao Tsé-Tung entra nas Nações Unidas em substituição a Formosa, expulsa da organização. o Vietnã comia solto em guerra sangrenta e Bangladesh conquistava sua independência do Paquistão. Perdíamos o mito da moda Coco Channel e a voz rebelde de Jim Morrisson. Ganhávamos as risadas do Chaves, made in Mexico por Roberto Bolaños.

No Araguaia, Carlos Lamarca era abatido e o regime militar entrava de vez na fase mais repressiva sob o governo do General Médici. O mesmo Médici que visitaria, em maio, a ainda jovem Blumenau. Uma cidade que ainda chorava a perda do trem, mas que respirava alegre ao assistir a fundação da nova Escola Superior de Música no Carlos Gomes ou a inauguração do majestoso Restaurante Moinho do Vale, encostado na Prainha (Praça Jucelino Kubitschek).

Tantas histórias ao redor dele, fora as outras tantas que podíamos aqui recordar daquele 1971. Inclusive a de um patrimônio da imprensa blumenauense. Um legítimo sobrevivente entre os pioneiros que aqui se instalaram. Ainda sob as mãos dos empresários que, há meros três anos antes, trouxeram a Blumenau e a Santa Catarina a também pioneira TV Coligadas, nascia um pequeno-grande gigante que, no nome, já mostrava a intenção maior de cobrir o estado com a informação e o reflexo da própria gente: Nascia o Jornal de Santa Catarina.

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O inimitável e a garganta de ouro: Eis Milionário & Marciano

Eis duas lendas sertanejas lado a lado. De duplas diferentes, terminadas pela morte ou separação, donos de um sem-número de sucessos... Milionário Marciano é a novidade do sertanejo. Um estilo sempre pronto a surpreender Reprodução)

Eis duas lendas sertanejas lado a lado. De duplas diferentes, terminadas pela morte ou separação, donos de um sem-número de sucessos… Milionário & Marciano é a novidade do sertanejo. Um estilo sempre pronto a surpreender (Reprodução)

A BOINA falando de sertanejo? Mas claro! Por que não? E desta vez merece muito um espaço nobre como este. E quando falamos destes dois cantores, o mundo da musica sertaneja guarda uma estima especial, especialmente pela história que guardam, sejam nas duplas que cantavam seja agora, nesta nova fase que arranca lágrimas dos amantes do estilo de longa data. Vindos de duas histórias quase idênticas, passando por separações e mortes, eis Milionário & Marciano.

Num momento de auge – pode-se assim dizer – do dito sertanejo universitário, as duplas clássicas tentam reinventar-se ou, ao menos, seguir bem na trilha aberta nos antigamentes da música e hoje só não esquecida pelas tantas vezes que as canções clássicas (e verdadeiras, segundo este jornalista) aparecem nas bocas dos novatos. A chegada de Milionário & Marciano é uma surpresa grata que une duas das duplas mais importantes do sertanejo moderno, daquele que saíra do pé da viola para uma riqueza de som que conquistaria o pais nos fins dos anos 70, passando pelos 80 e firmado nos 90.

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Gramming & Marbles: Rosberg faz história na empolgante salada de Xangai

Rosberg espirra champagne no compatriota Vettel. Seis vitórias seguidas, três primeiras provas vencidades por ele, 17 vitórias e o não campeão com mais conquistas, superando Striling Moss. Quem pode parar o alemão da Mercedes? (Getty Images)

Rosberg espirra champagne no compatriota Vettel. Seis vitórias seguidas, três primeiras provas vencidas por ele, 17 vitórias e o não campeão com mais conquistas, superando Striling Moss. Lider do campeonato há 37 pontos a frente de Hamilton… Quem pode parar o alemão da Mercedes? (Getty Images)

(André Bonomini & Douglas Sardo)

De volta ao normal e misturando tudo (menos o vencedor)

Em contraste com a sonolenta prova da MotoGP no Texas, no domingo passado, a F1 teve uma prova feliz no interessante autódromo de Xangai, na China. De volta ao antigo modelo de classificação, a tomada de tempos oficial ganhou um pouquinho mais de interesse, sobretudo pelo fato da chuva ter dado um tempero na pista. Fora isso, quem resistiu acordado na madrugada dominical não teve o que reclamar. Uma prova empolgante, cheia de alternativas, saladas, toques e emoção.

A única coisa que não mudou foi o vencedor, que continua o mesmo desde o GP do México do ano passado. Outra vez, Nico Rosberg mostrou que não tem nada a perder e, no infortúnio de Lewis Hamilton, resolveu fazer história nas terras de Mao Tsé-Tung. Saiu com a terceira vitória seguida de 2016, a sexta seguida desde a prova de Hermanos Rodriguez em 2015, superou o lendário Striling Moss como o não-campeão com o maior número de vitórias (17 contra 16 de Moss) e ampliou para Hamilton a diferença de pontos no campeonato, distante 37 pontos.

Mas Nico não foi o único espetáculo. A prova teve muito de emoção e ultrapassagens, prova de uma salada de largada e pits que misturou tudo e forçou os botas a irem acima dos limites. Sem mais delongas, vamos analisar como foi essa voltinha por Xangai que acabou alemã como sempre, em carro e piloto.

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Titanic II: Ícone dos mares está voltando (será?)

Titanic II: Renascendo para voltar a rota que nunca terminou. Viagem inaugural prevista para 2018 (Blue Star Line)

Titanic II: Renascendo para voltar a rota que nunca terminou. Viagem inaugural prevista para 2018 (Blue Star Line)

Sepultado há mais de 100 anos nas águas gélidas do Atlântico Norte, um dos
maiores ícones da navegação comercial mundial está ressurgindo dos livros de
história e dos filmes para a realidade. A reconstrução do Titanic (agora batizado
de Titanic II) não é insanidade de uma mente louca, ela está mexendo com a
cabeça de mais de 50 mil pessoas que já aguardam na fila de espera a chance de
participar da viagem inaugural, prevista para 2018.

O anuncio e início das construções foi justo no ano de 2012, centenário da
tragédia, e é a materialização do sonho do bilionário australiano da mineração Clive Palmer. Para administrar a construção e o uso do futuro navio, o empresário criou a empresa Blue Star Line (clara referencia a White Star Line, antiga armadora proprietária do Titanic original) e confiou a CSC Jinling Shipyard, na China, a construção do que deve ser a réplica mais perfeita do navio original.

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