Gramming & Marbles: (5X5) Os mais feios F1 de sempre

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(André Bonomini & Douglas Sardo)

Como dissera em janeiro do ano passado, a F1 produziu ate hoje mais de 600 bólidos de corrida, alguns verdadeiros campeões (se não de vitórias e títulos, ao menos de beleza) mas outros verdadeiros shows de horrores, independente se vencedores ou não. Os grids da categoria já viram de tudo em 67 anos de disputas do mundial, e como na vida, o feio também faz parte da vida dos projetistas.

Tentando matar a saudade da F1 (que só começa em março, na Austrália), fomos as recordações e, em contraposição a lista dos mais belos de sempre postada no início do ano passado, retornamos as listas (e as crônicas em breve) com a eleição infame dos 10 mais feios carros que já alinharam (ou não, acredite) na história da categoria. Tem de tudo, de corcunda de notre-dame a campeão mundial recheado de aletas, de periscópios a grelhas de hambúrguer, um show de horrores que deveria mesmo ser publicado no Halloween.

Enfim, não somos de perder tempo, então comecemos a listagem, meio com os olhos entreabertos de medo, começando por Douglas Sardo e seus eleitos. A quem interessar, este post contém imagens fortes de carros mal desenhados, recomenda-se cautela.

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Gramming & Marbles (F1): O Balancete geral da F1 2016 (Um ano relativamente doido)

A turma que termina 2016. Um ano melhor que 2015, ao menos com briga de título, confusões extra-pista, brigas, ultrapassagens... Porém, ainda não o bastante. Rosberg é o campeão, porém não estará na foto da turma de 2017, já que pediu o chapéu e resolveu passar um tempo junto da família e da própria vida (Getty Images)

A turma que termina 2016. Um ano melhor que 2015, ao menos com briga de título, confusões extra-pista, brigas, ultrapassagens… Porém, ainda não o bastante. Rosberg é o campeão, porém não estará na foto da turma de 2017, já que pediu o chapéu e resolveu passar um tempo junto da família e da própria vida (Getty Images)

(André Bonomini & Douglas Sardo)

2016 acabou, veio 2017 e a F1 ainda vive nas expectativas dos restos do último ano. As notícias das últimas semanas de dezembro praticamente passaram uma rasteira en quem estava, talvez, preparando um bom resumo ou pensamento sobre a temporada, como nós. No fim, o ano começa com ansiosos aguardos, especulações e aquela curiosidade de sempre por um novo regulamento.

No fim, o efeito Rosberg ainda causa noticias surpreendentes e toda a sorte e chutes dos tabloides esportivos pelo mundo. Valtteri Bottas vai mesmo para a Mercedes? Pascal Wehrlein vai mesmo para a Sauber? Felipe Massa voltará para a Williams com boa forma? E o que será o grid do circo com o novo regulamento e os novos proprietários? Perguntas que só serão respondidas mesmo na largada em Melbourne, em março. Mas nada que nos impeça de revermos a loucura de 2016, um ano meio doido, mas ao menos algo bem melhor do que 2015 em alguns aspectos.

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Gramming & Marbles (F1): Em Abu Dhabi, Rosberg resiste a “tatica Villeneuve” e, enfim, é campeão mundial

Eis o novo campeão mundial de F1: Deixando para trás a fama de Barbie e amarelão, Nico Rosberg correu mais uma vez com o regulamento embaixo do braço e fez o suficiente para escrever o nome na história mesmo abaixo de uma tática Villeneuve imposta por Hamilton. Um fim de semana feliz - mas não tão emocionante - em Abu Dhabi (Getty Images)

Eis o novo campeão mundial de F1: Deixando para trás a fama de Barbie e amarelão, Nico Rosberg correu mais uma vez com o regulamento embaixo do braço e fez o suficiente para escrever o nome na história mesmo abaixo de uma tática Villeneuve imposta por Hamilton. Um fim de semana feliz – mas não tão emocionante – em Abu Dhabi (Getty Images)

(André Bonomini & Douglas Sardo)

Nico: Dez anos entre números de campeão e o título

Atende pelo nome de Nico Erik Rosberg, alemão de 31 anos e herdeiro do super Keke Rosberg – que é finlandês – o portador do 66º título da história da F1. Enfim, o garoto com números de campeão mundial é campeão mundial de pilotos e, ao contrário das patacoadas e amareladas de 2015, a ex-Barbie agora é um respeitado boneco do Esquadrão Classe A e não pode discordar-se de que sua conquista foi recheada por méritos, especialmente o fato de ser um exímio oportunista que somou sua capacidade de andar rápido a sorte que surgiu nas escorregadas do companheiro e estrela Lewis Hamilton.

A decisão em si teve seus lances mais emocionantes nas ultimas dez voltas da prova, quando Hamilton aplicou o que passou o fim de semana desconversando que faria: A mundialmente conhecida tática Villeneuve, imitando o gesto do filho de Gilles no GP do Japão de 1997, ao segurar o pelotão e dar pressão para Michael Schumacher no fervor da briga do título daquele ano. Lewis tentou, apertou o companheiro diante a pressão de Sebastian Vettel e Max Verstappen, ávidos pela posição do alemão. E quem viu ao vivo ou ao menos soube no paddock de Abu Dhabi entre um gole de champanhe e outro ficou feliz com um fim de temporada interessante.

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Gramming & Marbles (F1): Show de emoções em Interlagos, com vitória de Hamilton e agradecimentos à Massa

A última vez no cercado de casa. Muito além da vitória de Hamilton - a primeira no Brasil e a 52ª na carreira, superando Prost - a F1 e o Brasil assistiu o último correr do filho mais ilustre nos últimos anos. Felipe Massa disse adeus em um acidente, mas nem isso o impediu de ser ovacionado por quem o visse, reconhecido pela história dura e feliz na maior categoria do automobilismo mundial (Getty Images)

A última vez no cercado de casa. Muito além da vitória de Hamilton – a primeira no Brasil e a 52ª na carreira, superando Prost – a F1 e o Brasil assistiu o último correr do filho mais ilustre nos últimos anos. Felipe Massa disse adeus em um acidente, mas nem isso o impediu de ser ovacionado por quem o visse, reconhecido pela história dura e feliz na maior categoria do automobilismo mundial (Getty Images)

(André Bonomini & Douglas Sardo)

São Paulo da garoa, São Paulo, que terra boa!

Já dizia a velha frase da canção imortal de Alvarenga & Ranchinho ao se referir ao coração do Brasil, cidade de histórias inigualáveis, problemas urbanos como todas as outras e de memória única. No coração daquela cidade, ladeando a Represa de Guarapiranga, os conjuntos habitacionais modelo Cingapura e a caixa d’água
modernística da Sabesp está a velha casa da F1 no Brasil: O Autódromo José
Carlos Pace, nosso querido Interlagos.

E domingo último (13/11) foi dia de peleja internacional nas míticas curvas do traçado
paulista. Contando a prova extracampeonato de 1972 já estamos há 44 anos vendo a
categoria maior do automobilismo mundial em nossas terras. Destas 44 vezes, 34 estiveram sendo disputadas em São Paulo, sempre reservando emoções e histórias únicas, como a deste domingo último, rodeado de emoções, imprevisibilidades,
sentimento, adrenalina e… chuva. Aquela água teimosa que marca a capital paulista e que, quando cai no terreiro de Interlagos torna tudo tão especial.

Apesar de um péssimo 2015, onde até mesmo os fãs da F1 colocaram a pista
brasileira sob ameaça de ser chutada do calendário, este ano reservou lances que
há tempos não víamos numa prova da categoria. Lewis Hamilton vibrou por demais na primeira vitória em solo tupiniqum, superando Alain Prost nas estatísticas de vitória. Nico Rosberg teve mais sorte do que juízo para manter a vantagem e tranquilidade para poder ser campeão em Abu Dhabi, Max Verstappen deu show como sempre, pilotos rodopiando e se debatendo com a água e, o ponto mais emocionante, a despedida de um brasileiro de sua casa na F1: Felipe Massa, que ilustra a abertura deste G&M.

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Gramming & Marbles (F1): Hamilton adia novamente a decisão em domingo de polêmica no México

Outro adiamento: Lewis Hamilton domina no México e leva decisão para o Brasil. Rosberg segue com o regulamento embaixo do braço em corrida polêmcia por conta de uma terceira posição e as punições complicadas e desmedidas da FIA (Reprodução)

Outro adiamento: Lewis Hamilton domina no México e leva decisão para o Brasil. Rosberg segue com o regulamento embaixo do braço para o Brasil e a corrida de Hermanos, sonolenta, ganhou tons de polêmica por conta de uma terceira posição e de punições complicadas e sem critérios da FIA (Reprodução)

(André Bonomini & Douglas Sardo)

Tarde caliente e de siesta em Hermanos Rodriguez

Desde a volta a F1 no ano passado, o GP do México ainda aguarda uma prova de emoção e bonitos pegas na pista, coisa que muito tinha no áureo passado (ou, como podemos também dizer, nos Peraltada’s years). Em 2016, esta prova dos sonhos ainda não veio, mas isto se você excluir a verdadeira confusão de punições que se seguiu após a corrida, vencida por Lewis Hamilton com uma mão nas costas e que permitiu ao inglês adiar por mais uma corrida a decisão do título.

A prova da Mercedes foi totalmente a parte, como de costume. Os dois bólidos prateados largaram na frente, dominaram a prova e venceram. Nico Rosberg ainda parece estar jogando com o regulamento embaixo do braço, correndo sem assumir riscos e assistindo apenas ao companheiro se esforçar pelas vitórias. Ele terá no Brasil, no próximo dia 13, o momento mais próximo do título que jamais esteve na carreira: Bastará vencer e colocará nos seus números impressionantes – enfim – o galardão máximo da categoria.

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Gramming & Marbles (F1): Hamilton cumpre dever e vence em Austin em dia de duelo espanhol

O trio do pódio de Austin e uma bela companhia feminina da Mercedes. Para Hamilton, um cumprimento de dever com a vitória #50 de bonus. Mas atente-se, Rosberg está com o regulamento embaixo do braço para as últimas provas (Getty Images)

O trio do pódio de Austin e uma bela companhia feminina da Mercedes. Para Hamilton, um cumprimento de dever com a vitória #50 de bonus. Mas atente-se, Rosberg está com o regulamento embaixo do braço para as últimas provas (Getty Images)

(André Bonomini & Douglas Sardo)

American sleep no Texas

E Lewis Hamilton largou… Manteve-se a frente e… venceu. Pronto, acabou o texto?

Por incrível que pareça, apesar da sonolência vista nas curvas tilkianas de Austin, no glorioso estado do Texas, a F1 nos EUA teve algumas coisinhas interessantes para contar da prova, talvez uma das mais chatas do ano. Hamilton sabia que tinha que vencer e cumpriu o dever numa pista que conhece bem por sinal. Largou na pole, venceu e não se contesta isto. Foi justo pelo bom fim de semana feito.

Mas, se Lewis pensa que dormirá em paz no seu voo curto até o México, onde Hermanos Rodriguez espera para a próxima etapa, está enganado. Logo atrás dele, contando com a sorte e com cabeça fria mesmo diante dos duelos perigosos, Nico Rosberg fez sua parte para continuar a frente e bem garantido, permanecendo comportadamente no segundo posto da prova, tendo apenas por um momento a ameaça da sombra de Max Verstappen, que miraculosamente, teve um dia atribulado.

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