Gramming & Marbles (F1): O Balancete geral da F1 2016 (Um ano relativamente doido)

A turma que termina 2016. Um ano melhor que 2015, ao menos com briga de título, confusões extra-pista, brigas, ultrapassagens... Porém, ainda não o bastante. Rosberg é o campeão, porém não estará na foto da turma de 2017, já que pediu o chapéu e resolveu passar um tempo junto da família e da própria vida (Getty Images)

A turma que termina 2016. Um ano melhor que 2015, ao menos com briga de título, confusões extra-pista, brigas, ultrapassagens… Porém, ainda não o bastante. Rosberg é o campeão, porém não estará na foto da turma de 2017, já que pediu o chapéu e resolveu passar um tempo junto da família e da própria vida (Getty Images)

(André Bonomini & Douglas Sardo)

2016 acabou, veio 2017 e a F1 ainda vive nas expectativas dos restos do último ano. As notícias das últimas semanas de dezembro praticamente passaram uma rasteira en quem estava, talvez, preparando um bom resumo ou pensamento sobre a temporada, como nós. No fim, o ano começa com ansiosos aguardos, especulações e aquela curiosidade de sempre por um novo regulamento.

No fim, o efeito Rosberg ainda causa noticias surpreendentes e toda a sorte e chutes dos tabloides esportivos pelo mundo. Valtteri Bottas vai mesmo para a Mercedes? Pascal Wehrlein vai mesmo para a Sauber? Felipe Massa voltará para a Williams com boa forma? E o que será o grid do circo com o novo regulamento e os novos proprietários? Perguntas que só serão respondidas mesmo na largada em Melbourne, em março. Mas nada que nos impeça de revermos a loucura de 2016, um ano meio doido, mas ao menos algo bem melhor do que 2015 em alguns aspectos.

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Gramming & Marbles (F1): Em Abu Dhabi, Rosberg resiste a “tatica Villeneuve” e, enfim, é campeão mundial

Eis o novo campeão mundial de F1: Deixando para trás a fama de Barbie e amarelão, Nico Rosberg correu mais uma vez com o regulamento embaixo do braço e fez o suficiente para escrever o nome na história mesmo abaixo de uma tática Villeneuve imposta por Hamilton. Um fim de semana feliz - mas não tão emocionante - em Abu Dhabi (Getty Images)

Eis o novo campeão mundial de F1: Deixando para trás a fama de Barbie e amarelão, Nico Rosberg correu mais uma vez com o regulamento embaixo do braço e fez o suficiente para escrever o nome na história mesmo abaixo de uma tática Villeneuve imposta por Hamilton. Um fim de semana feliz – mas não tão emocionante – em Abu Dhabi (Getty Images)

(André Bonomini & Douglas Sardo)

Nico: Dez anos entre números de campeão e o título

Atende pelo nome de Nico Erik Rosberg, alemão de 31 anos e herdeiro do super Keke Rosberg – que é finlandês – o portador do 66º título da história da F1. Enfim, o garoto com números de campeão mundial é campeão mundial de pilotos e, ao contrário das patacoadas e amareladas de 2015, a ex-Barbie agora é um respeitado boneco do Esquadrão Classe A e não pode discordar-se de que sua conquista foi recheada por méritos, especialmente o fato de ser um exímio oportunista que somou sua capacidade de andar rápido a sorte que surgiu nas escorregadas do companheiro e estrela Lewis Hamilton.

A decisão em si teve seus lances mais emocionantes nas ultimas dez voltas da prova, quando Hamilton aplicou o que passou o fim de semana desconversando que faria: A mundialmente conhecida tática Villeneuve, imitando o gesto do filho de Gilles no GP do Japão de 1997, ao segurar o pelotão e dar pressão para Michael Schumacher no fervor da briga do título daquele ano. Lewis tentou, apertou o companheiro diante a pressão de Sebastian Vettel e Max Verstappen, ávidos pela posição do alemão. E quem viu ao vivo ou ao menos soube no paddock de Abu Dhabi entre um gole de champanhe e outro ficou feliz com um fim de temporada interessante.

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Gramming & Marbles (F1): Show de emoções em Interlagos, com vitória de Hamilton e agradecimentos à Massa

A última vez no cercado de casa. Muito além da vitória de Hamilton - a primeira no Brasil e a 52ª na carreira, superando Prost - a F1 e o Brasil assistiu o último correr do filho mais ilustre nos últimos anos. Felipe Massa disse adeus em um acidente, mas nem isso o impediu de ser ovacionado por quem o visse, reconhecido pela história dura e feliz na maior categoria do automobilismo mundial (Getty Images)

A última vez no cercado de casa. Muito além da vitória de Hamilton – a primeira no Brasil e a 52ª na carreira, superando Prost – a F1 e o Brasil assistiu o último correr do filho mais ilustre nos últimos anos. Felipe Massa disse adeus em um acidente, mas nem isso o impediu de ser ovacionado por quem o visse, reconhecido pela história dura e feliz na maior categoria do automobilismo mundial (Getty Images)

(André Bonomini & Douglas Sardo)

São Paulo da garoa, São Paulo, que terra boa!

Já dizia a velha frase da canção imortal de Alvarenga & Ranchinho ao se referir ao coração do Brasil, cidade de histórias inigualáveis, problemas urbanos como todas as outras e de memória única. No coração daquela cidade, ladeando a Represa de Guarapiranga, os conjuntos habitacionais modelo Cingapura e a caixa d’água
modernística da Sabesp está a velha casa da F1 no Brasil: O Autódromo José
Carlos Pace, nosso querido Interlagos.

E domingo último (13/11) foi dia de peleja internacional nas míticas curvas do traçado
paulista. Contando a prova extracampeonato de 1972 já estamos há 44 anos vendo a
categoria maior do automobilismo mundial em nossas terras. Destas 44 vezes, 34 estiveram sendo disputadas em São Paulo, sempre reservando emoções e histórias únicas, como a deste domingo último, rodeado de emoções, imprevisibilidades,
sentimento, adrenalina e… chuva. Aquela água teimosa que marca a capital paulista e que, quando cai no terreiro de Interlagos torna tudo tão especial.

Apesar de um péssimo 2015, onde até mesmo os fãs da F1 colocaram a pista
brasileira sob ameaça de ser chutada do calendário, este ano reservou lances que
há tempos não víamos numa prova da categoria. Lewis Hamilton vibrou por demais na primeira vitória em solo tupiniqum, superando Alain Prost nas estatísticas de vitória. Nico Rosberg teve mais sorte do que juízo para manter a vantagem e tranquilidade para poder ser campeão em Abu Dhabi, Max Verstappen deu show como sempre, pilotos rodopiando e se debatendo com a água e, o ponto mais emocionante, a despedida de um brasileiro de sua casa na F1: Felipe Massa, que ilustra a abertura deste G&M.

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Gramming & Marbles (F1): Hamilton cumpre dever e vence em Austin em dia de duelo espanhol

O trio do pódio de Austin e uma bela companhia feminina da Mercedes. Para Hamilton, um cumprimento de dever com a vitória #50 de bonus. Mas atente-se, Rosberg está com o regulamento embaixo do braço para as últimas provas (Getty Images)

O trio do pódio de Austin e uma bela companhia feminina da Mercedes. Para Hamilton, um cumprimento de dever com a vitória #50 de bonus. Mas atente-se, Rosberg está com o regulamento embaixo do braço para as últimas provas (Getty Images)

(André Bonomini & Douglas Sardo)

American sleep no Texas

E Lewis Hamilton largou… Manteve-se a frente e… venceu. Pronto, acabou o texto?

Por incrível que pareça, apesar da sonolência vista nas curvas tilkianas de Austin, no glorioso estado do Texas, a F1 nos EUA teve algumas coisinhas interessantes para contar da prova, talvez uma das mais chatas do ano. Hamilton sabia que tinha que vencer e cumpriu o dever numa pista que conhece bem por sinal. Largou na pole, venceu e não se contesta isto. Foi justo pelo bom fim de semana feito.

Mas, se Lewis pensa que dormirá em paz no seu voo curto até o México, onde Hermanos Rodriguez espera para a próxima etapa, está enganado. Logo atrás dele, contando com a sorte e com cabeça fria mesmo diante dos duelos perigosos, Nico Rosberg fez sua parte para continuar a frente e bem garantido, permanecendo comportadamente no segundo posto da prova, tendo apenas por um momento a ameaça da sombra de Max Verstappen, que miraculosamente, teve um dia atribulado.

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Gramming & Marbles (F1): Rosberg domina, Hamilton vacila e F1 sai de Suzuka quase definida

Quem pode contra Nico? Nem mesmo Lewis Hamilton tem conseguido este feito. O alemão da Mercedes está a caminho do seu primeiro título, e saiu de Suzuka ainda mais perto dele depois de uma grande vitória e contando com os azares do companheiro de flecha de prata (Getty Images)

Quem pode contra Nico? Nem mesmo Lewis Hamilton tem conseguido este feito. O alemão da Mercedes está a caminho do seu primeiro título, e saiu de Suzuka ainda mais perto dele depois de uma grande vitória e contando com os azares do companheiro de flecha de prata (Getty Images)

(André Bonomini & Douglas Sardo)

Nico: De Barbie a Ken e rumo ao título

No final de 2015, quando da decisão a favor de Lewis Hamilton em Austin, teve quem bateu forte na falta de reação de Nico Rosberg, que era visto como uma Barbie no meio dos pilotos de ponta. Um vencedor sem título, com números tão expressivos que, seguindo-se tantas derrotas dentro de casa, poderiam o tornar um novo Striling Moss.

No entanto, 2016 parece mesmo ser o ano da redenção de Rosberg. Foi de Barbie a Ken em algumas provas, mostrando classe e cabeça para superar problemas e deixar o companheiro de casa e tricampeão perturbado como nos tempos infantis da McLaren. Em Suzuka foi assim novamente. Os japoneses mal poderiam acreditar no que viam ao notarem Hamilton errando a embreagem a lá Senna e abrindo caminho para mais um triunfo do filho de Keke na temporada.

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Gramming & Marbles (F1): Red Bull faz 1-2 em Sepang no fim de semana atribulado da Mercedes

(esq-dir) Verstappen e Riccardo no dia de festa da Red Bull na Malásia. Dupla do touro paraguaio comandou a festa depois da desgraça de Hamilton, com o australiano a frente. (Getty Images)

(esq-dir) Verstappen e Riccardo no dia de festa da Red Bull na Malásia. Dupla do touro paraguaio comandou a festa depois da desgraça de Hamilton, com o australiano a frente. (Getty Images)

(André Bonomini & Douglas Sardo)

O touro paraguaio manda em Sepang

Ainda na corrida em meio ao fim de semana agitado das eleições, pude ouvir de atravessado a TV dizer que para a decisão do mundial de construtores não acabar na Malásia, a Red Bull precisaria vencer e bem na pista de Sepang. E pelo que rolava sobre os treinos, talvez veríamos mais uma prova da Mercedes tendo um comboio de botas atrás.

Ledo engano. A prova malaia foi uma das mais interessantes da temporada e quem acordou as 4h da matina pra ver o embate saiu satisfeito com o que viu. Lances emocionantes, belas brigas e ultrapassagens que, apesar de serem à conta-gotas, foram marcantes. E para a Red Bull, foi dia de voltar aos tempos de manda-chuva, com uma baita corrida entre seus dois pilotos, levando Christian Horner um sorriso que fazia tempo que não vinha.

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