Gramming & Marbles (F1): Hamilton e Vettel em guerra enquanto Ricciardo fatura em Baku

Atrás deste capacete estão mil dentes sorridentes de surpresa: Daniel Ricciardo venceu o alucinante GP do Azerbaijão, a mais louca prova da F1 em tempos, que teve Stroll no pódio, toques mil e a abertura oficial da guerra Hamilton-Vettel (Getty Images)

Você também foi daquele cidadão que, coçando as costas e com cara de preguiça, ligou a televisão de manhã esperando um trenzinho monótono em Baku?

É? Foi mesmo?

Bom, vou te contar que eu também, e o Douglas idem. Mas não podemos reclamar se agora na tarde ou noite de domingo (quando este texto começou a ser aprontado) a adrenalina foi baixando aos poucos depois do que foi visto nas ruas apertadas da capital azeri. Depois de um ano sonolento como foi em 2016, a corrida deste ano não permitiu nem pescada de sono. Foi uma loucura como não vista na F1 há tempos e que entrou para a história.

Quem perdeu, ainda resta o consolo dos melhores momentos, mas mesmo neles, vai ficar extasiado. Teve esparrama na largada, Felipe Massa brigando por uma inesperada vitória e Lance Stroll subindo ao pódio, Force Indias se estranhando, Fernando Alonso nos pontos e, o melhor: Lewis Hamilton e Sebastian Vettel abrindo mão da amizade num incidente para entrar para a história. Tudo isso na imprevisível vitória de Daniel Ricciardo, que não tinha nada a ver com a novela dos líderes.

E se a coisa saiu assim mexida de Baku… imagine o clima que virá na Áustria. Vamos lá e prepare a água com açúcar. A adrenalina até pra escrever vai ser fogo. E não é exagero o que digo!

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Gramming & Marbles (Indy): Rahal domina rodada dupla em Detroit

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Detroit tem um novo rei: Graham Rahal sobrou na turma durante a rodada dupla nas bandas de Michigan (Reprodução)

(Douglas Sardo)

Desde que começou a ser disputada em 2013 a rodada dupla na cidade motor nunca havia tido um mesmo vencedor nas duas corridas. Mas eis que Graham Rahal saiu das trevas de onde estava escondido desde o início do ano para arrebatar tanto a corrida de sábado quanto a de domingo.

O resultado também estabeleceu o sétimo vencedor diferente da temporada em oito etapas. Como Rahal venceu as duas corridas, ele também se tornou o primeiro a vencer duas provas esse ano. Estritamente em termos de resultados, essa temporada da Indy é muito interessante. Porém, com a honrosa exceção das 500 Milhas de Indianápolis, até aqui não tivemos grandes duelos pela vitória.

O típico campeonato que é mais interessante de se acompanhar pela tabela de pontuação do que pela tela da TV, ou de um lugar na arquibancada.

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Gramming & Marbles (F1): Hamilton fecha fim de semana mítico com vitória no Canadá

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Rolou pela net essa sugestão de dia dos namorados: ache alguém que te ame da forma como o Hamilton ama esse capacete. (Reprodução)

(Douglas Sardo)

O GP do Canadá de 2017 pode não entrar na galeria das maiores corridas do circuito Gilles Villeneuve, mas os fãs da F1 com certeza não vão esquecer alguns dos momentos dessa edição. A começar é claro, pela estrela do show: Lewis Hamilton viveu um momento mágico no treino classificatório ao igualar o recorde de 65 poles de Ayrton Senna, seu grande ídolo.

Graças à essa nova cara da F1 com o Liberty Media, tivemos a chance de acompanhar ao vivo o britânico recebendo uma réplica do capacete verde e amarelo usado em 1987 que representa tanto para o esporte e para todos os fãs. Me arrisco a dizer que esse é um dos momentos mais marcantes da carreira de Lewis.

Se a prova não foi lá essas coisas, a vitória do britânico embolou o campeonato após um quarto lugar suado de Sebastian Vettel. E de quebra tivemos alguns lances impagáveis. O quê dizer de Fernando Alonso indo para a galera após abandonar? E o ator Patrick Stewart, o Professor Xavier, bebendo champanhe da sapatilha de Daniel Ricciardo? A ação fora das pistas fez esse fim de semana em Montreal valer a pena.

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Gramming & Marbles (Indy): Sato salva a categoria e vence as “500 Milhas de Alonso”

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Há um nipônico entre os grandes. Takuma Sato abusou da agressividade característica e levou no bolso uma emocionante 500 Milhas, marcada especialmente pelo debut de Fernando Alonso no oval. Uma vitória que, em linhas gerais, “salvou o grid” da Indy (Reprodução)

(Douglas Sardo)

Não me leve a mal por esse título. Eu gosto de Takuma Sato e adorei sua vitória no último domingo nas 500 Milhas de Indianápolis. Sato é um bom piloto da Indy, teve um início de campeonato mais ou menos e agora fez a corrida de sua vida, aguentando a pressão de um dos maiores vencedores da pista até a última volta. Teria sido épico se uma ultrapassagem no giro final decidisse a prova. Não aconteceu. Ainda assim, a Indy foi incrível no último domingo como ainda não havia sido esse ano.

Tudo isso posto, o grande assunto da prova foi Fernando Alonso. O espanhol embarcou nessa aventura exótica para nossos tempos e fez um treino classificatório excelente mais uma baita corrida. Porém, o motor Honda o traiu outra vez. E o que se vê por aí são lamentações: ah, a Honda ferrou o Alonso de novo… ah, eu queria que ele tivesse vencido… por ai vai.

Querem saber? A glória de Sato e o fato de Alonso não ter vencido foi o melhor que poderia acontecer para a Indy. É sobre isso que falamos hoje.

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Gramming & Marbles (Indy/500 Milhas): Dixon pole, Alonso em quinto e Bourdais fora da temporada

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Pancada brutal de Bourdais na curva 2. A baixa mais sentida das 500 Milhas e, infelizmente, da temporada da Indy. O clima de competição no Brickyard está, enfim, estabelecido (Greg Huey)

(Douglas Sardo)

Os treinos classificatórios para as 500 milhas de Indianápolis trouxeram um grande susto: Sébastian Bourdais sofreu impressionante acidente na curva 2 da mítica pista, foi hospitalizado com múltiplas fraturas na pélvis e uma fratura no quadril, e está fora do restante da temporada.

Menos mal que ele não teve lesões mais graves e vai ser recuperar, mas foi triste do ponto de vista esportivo, afinal o francês parecia ter velocidade para lutar pela pole-position, e quem sabe, uma vitória inédita no Brickyard. No mais, Scott Dixon mostrou sua classe e garantiu o lugar de honra. Alexander Rossi vai defender seu título partindo do terceiro posto e Fernando Alonso (cada vez mais em casa em Indianápolis) larga em quinto. Continuar lendo

Gramming & Marbles (F1): Hamilton faz Vettel piscar primeiro e vence no domingo feliz de Barcelona

Na cabeça e na pista. Lewis Hamilton teve de estudar o adversário e contar com um pouco de raça e frieza para domar Vettel na pista e faturar em Barcelona, naquele fim de semana cheio de movimento, dentro e fora da pista (Getty Images)

(André Bonomini & Douglas Sardo)

Tem fãs da F1 que, em linhas gerais, pensam as mesmas coisas quando fala-se que a próxima corrida é na Espanha. Corrida chata, prova sem ultrapassagem, um trenzinho, pode crer… algumas reações meio óbvias, ainda mais depois da procissão em Sochi.

Mas, há momentos que a F1 contraria nossas expectativas formadas. E justo a tão odiada Espanha foi uma destas. A quinta prova do mundial foi responsável pelo primeiro duelo olho no olho de Sebastian Vettel e Lewis Hamilton, com vitória primeira para o inglês, muito graças a estratégia acertada da Mercedes no último stint de pneus.

E não foi apenas isso. Do sábado até o fim da festa no pódio foi um fim de semana movimentado e alegre na sempre aconchegante Barcelona, casa da categoria no país há 26 bem vividos anos. As emoções, inesperadas, partiram de dentro pra fora da pista, trazendo de um personagem inusitado a performances impensáveis de algumas equipes.

Quem não viu, lamento muito, mas vai ter que se contentar com os melhores momentos. Vamos ao relato.

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