Gramming & Marbles (Indy): Rahal domina rodada dupla em Detroit

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Detroit tem um novo rei: Graham Rahal sobrou na turma durante a rodada dupla nas bandas de Michigan (Reprodução)

(Douglas Sardo)

Desde que começou a ser disputada em 2013 a rodada dupla na cidade motor nunca havia tido um mesmo vencedor nas duas corridas. Mas eis que Graham Rahal saiu das trevas de onde estava escondido desde o início do ano para arrebatar tanto a corrida de sábado quanto a de domingo.

O resultado também estabeleceu o sétimo vencedor diferente da temporada em oito etapas. Como Rahal venceu as duas corridas, ele também se tornou o primeiro a vencer duas provas esse ano. Estritamente em termos de resultados, essa temporada da Indy é muito interessante. Porém, com a honrosa exceção das 500 Milhas de Indianápolis, até aqui não tivemos grandes duelos pela vitória.

O típico campeonato que é mais interessante de se acompanhar pela tabela de pontuação do que pela tela da TV, ou de um lugar na arquibancada.

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Gramming & Marbles (Indy): Sato salva a categoria e vence as “500 Milhas de Alonso”

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Há um nipônico entre os grandes. Takuma Sato abusou da agressividade característica e levou no bolso uma emocionante 500 Milhas, marcada especialmente pelo debut de Fernando Alonso no oval. Uma vitória que, em linhas gerais, “salvou o grid” da Indy (Reprodução)

(Douglas Sardo)

Não me leve a mal por esse título. Eu gosto de Takuma Sato e adorei sua vitória no último domingo nas 500 Milhas de Indianápolis. Sato é um bom piloto da Indy, teve um início de campeonato mais ou menos e agora fez a corrida de sua vida, aguentando a pressão de um dos maiores vencedores da pista até a última volta. Teria sido épico se uma ultrapassagem no giro final decidisse a prova. Não aconteceu. Ainda assim, a Indy foi incrível no último domingo como ainda não havia sido esse ano.

Tudo isso posto, o grande assunto da prova foi Fernando Alonso. O espanhol embarcou nessa aventura exótica para nossos tempos e fez um treino classificatório excelente mais uma baita corrida. Porém, o motor Honda o traiu outra vez. E o que se vê por aí são lamentações: ah, a Honda ferrou o Alonso de novo… ah, eu queria que ele tivesse vencido… por ai vai.

Querem saber? A glória de Sato e o fato de Alonso não ter vencido foi o melhor que poderia acontecer para a Indy. É sobre isso que falamos hoje.

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Gramming & Marbles (MotoGP): Pedrosa domina em Jerez, Yamaha decepciona e o campeonato pega fogo!

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Na corrida de número três mil, um momento de emoção para Pedrosa. A sombra dos laranjas, aquele que ninguém acredita fazer muito fez demais em Jerez e faturou com autoridade (MotoGP)

(Douglas Sardo)

Ele já havia tentado em Austin mas foi superado solenemente por seu companheiro de equipe. Só que nas belas terras da Andaluzia ninguém pôde com Dani Pedrosa. O Samurai de Borracha fez uma exibição de gala e nem mesmo todo o arrojo de Marc Márquez foi capaz de suplantar o acerto fino e a suavidade do #26 em cada freada da clássica pista de Jerez de La Frontera.

Dobradinha da Honda e uma grande derrota para a Yamaha, que costumava dominar nessa pista mas teve uma exibição pífia com Maverick Viñales apenas em sexto e Valentino Rossi em ofegante 10º lugar. O pódio foi completado por um renovado Jorge Lorenzo, após duelo com o fenomenal Johann Zarco, cada vez mais à vontade no grande palco da MotoGP.

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Gramming & Marbles (Indy): Alonso começa sua história em Indianápolis

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Esse é o carro. E não dá para entender porque diabos a McLaren não usa esse livery na F1! (Michael Conroy)

(Douglas Sardo)

Após o choque do anúncio, Fernando Alonso enfim teve seu primeiro contato com a pista de Indianápolis e o carro da Andretti, já tingido com as inconfundíveis cores usadas pela McLaren em sua passagem pelo Brickyard nos anos 1970 (definido pelas lendas Mario Andretti e Johnny Rutherford como laranja McLaren).

Não poderia ser mais auspicioso. Foi um dia de aprendizado, as primeiras voltas, com Marco Andretti fazendo o shakedown do carro e com a equipe estudando acertos e buscando informações. E claro, Alonso tentando se entender com a máquina, o que soou prazeroso para o asturiano a cada volta de adaptação ao bólido.

Ao fim do dia, uma entrevista coletiva onde o espanhol deixou impressões sobre o carro, reafirmou o objetivo de vencer a prova e não apenas participar, matou uns passarinhos e mostrou um sorriso que há muito tempo não se via na F1.

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Gramming & Marbles (Indy): Sorte de Pagenaud e bravura de Hildebrand em Phoenix

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Sorte de campeão? O “Pequeno Francês” é o novo líder do campeonato após um golpe fortuito em Phoenix.

Ninguém falava muito dele até então, mas eis que o atual campeão da F-Indy, Simon Pagenaud, resolveu dar as caras na temporada. O pequeno francês conquistou a primeira vitória em 2017 (seu primeiro triunfo em ovais na carreira) e, de quebra, sai de Phoenix com a liderança no campeonato.

É verdade que o francês deve muito à providencial bandeira amarela que definiu os rumos da prova. Porém, se alguém duvidava está aí a resposta: Pagenaud vem firme e forte para defender seu título em 2017. Vamos ao que rolou na prova, a última no oval do Arizona, que fechará para reformas por quase dois anos, em mais um evento quase vazio.

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Gramming & Marbles (Indy): No Alabama, Newgarden vence após novo azar de Power

Quando Tio Roger aposta, ele geralmente costuma não errar. Quanto ao talento de Newgarden, isto ele pode ter certeza de ter apostado bem. O novato da Penske venceu sua primeira prova e com autoridade de gente grande (Reprodução)

Roger Penske é uam velha raposa, todo mundo sabe. Ele aposta e, geralmente, acerta no pupilo contratado. Com a vacância de Juan Pablo Montoya, coube a Josef Newgarden mostrar por que é um talento a ser muito considerado para o futuro na F-Indy. E ele não demorou muito a justificar a aposta, pois Josef só precisou de apenas três corridas para conseguir sua primeira vitória pela equipe de Uncle Roger. Quis o destino que o palco fosse o mesmo de seu primeiro triunfo na categoria, há dois anos atrás.

A corrida em Barber não repetiu o thriller de anos anteriores, muito graças ao pneu furado de Will Power, que liderava faltando 14 voltas e certamente teria brigado até o final com Newgarden. Não foi dessa vez que a Indy entregou um grande duelo em 2017, mas as cartas estão na messa e poderemos ter uma grande batalha no primeiro oval do ano, o de Phoenix, no próximo sábado.

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