Gramming & Marbles (F1): (Enfim!) Bottas quebra a barreira da primeira vitória no sono de Sochi

Há um novo vencedor entre eles. Quinto vindo da Finlândia a conseguir tal feito, Valtteri Bottas venceu com autoridade na Rússia e deixou seu recado para a Mercedes: Eu não sou apenas o segundo piloto que vocês pensam (Getty Images)

(Andre Bonomini & Douglas Sardo)

Sabe quando você acorda de manhã cedo sabendo que pode voltar a pescar sonolento algum tempo depois? Especialmente num domingo essa sensação lhe toma conta por, naturalmente, ser um dia preguiçoso por natureza…

Agora, imagine um fã de F1 vivendo esta sensação. Muito longe de ser apenas sono é pelo fato de uma corrida praticamente sem emoções fortes se passar diante dos seus olhos. E quando a categoria pisa em Sochi, a simpática cidade dos jogos de inverno de 2014, a sensação é praticamente esta: um sono previsível.

Talvez, para não dizer que foi um sono completo, os fãs da categoria viram um novo vencedor surgir. Quinto finlandês vencedor na história da F1, Valtteri Bottas teve aquele fim de semana de sonho naquele quadrado de terra russo que tanto ama correr. Fora a vitória maiúscula e com autoridade, aproveitou para dar um recado aos superiores na Mercedes e, em especial, ao companheiro laureado Lewis Hamilton: Não sou apenas um número dois.

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Gramming & Marbles (F1): Novidades, Mercedes e barbatanas, o que esperar do circo em 2017?

(André Bonomini & Douglas Sardo)

O silêncio sepulcral nos arredores da pista de Montmeló foi, enfim, quebrado pelo bem da velocidade. A unidades de força (eita nominho feio!) dos bólidos da F1 já estão urrando a plena nos primeiros testes da pré-temporada de 2017, o 68º mundial da história da mais alta classe do automobilismo. Depois das semanas de lançamentos, novidades e confirmações, agora equipes e pilotos se reúnem pela primeira vez para os últimos ajustes antes da primeira largada do ano: Dia 26, na sempre simpática Melbourne, Austrália.

Para um ano onde a F1 busca se reencontrar com o espetáculo perdido há muito tempo, os primeiros experimentos dos novos carros na pista mostraram algo mais do que as novas máquinas, enquadradas no novo regulamento para a temporada: Mas sim o quão feias são as benditas barbatanas, que voltaram em 18 dos 20 bólidos de 2017. E quando falo assim, digo que menos dois seguem esta tendência um tanto maldosa com a beleza dos bólidos: A Mercedes, a única que não utilizou o aparato e que é a força a ser batida neste ano, mas que também entra na pista com a mesma incerteza sobre se manterá seu domínio ou será ameaçada.

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Gramming & Marbles (F1): O Balancete geral da F1 2016 (Um ano relativamente doido)

A turma que termina 2016. Um ano melhor que 2015, ao menos com briga de título, confusões extra-pista, brigas, ultrapassagens... Porém, ainda não o bastante. Rosberg é o campeão, porém não estará na foto da turma de 2017, já que pediu o chapéu e resolveu passar um tempo junto da família e da própria vida (Getty Images)

A turma que termina 2016. Um ano melhor que 2015, ao menos com briga de título, confusões extra-pista, brigas, ultrapassagens… Porém, ainda não o bastante. Rosberg é o campeão, porém não estará na foto da turma de 2017, já que pediu o chapéu e resolveu passar um tempo junto da família e da própria vida (Getty Images)

(André Bonomini & Douglas Sardo)

2016 acabou, veio 2017 e a F1 ainda vive nas expectativas dos restos do último ano. As notícias das últimas semanas de dezembro praticamente passaram uma rasteira en quem estava, talvez, preparando um bom resumo ou pensamento sobre a temporada, como nós. No fim, o ano começa com ansiosos aguardos, especulações e aquela curiosidade de sempre por um novo regulamento.

No fim, o efeito Rosberg ainda causa noticias surpreendentes e toda a sorte e chutes dos tabloides esportivos pelo mundo. Valtteri Bottas vai mesmo para a Mercedes? Pascal Wehrlein vai mesmo para a Sauber? Felipe Massa voltará para a Williams com boa forma? E o que será o grid do circo com o novo regulamento e os novos proprietários? Perguntas que só serão respondidas mesmo na largada em Melbourne, em março. Mas nada que nos impeça de revermos a loucura de 2016, um ano meio doido, mas ao menos algo bem melhor do que 2015 em alguns aspectos.

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Gramming & Marbles (F1): Em Abu Dhabi, Rosberg resiste a “tatica Villeneuve” e, enfim, é campeão mundial

Eis o novo campeão mundial de F1: Deixando para trás a fama de Barbie e amarelão, Nico Rosberg correu mais uma vez com o regulamento embaixo do braço e fez o suficiente para escrever o nome na história mesmo abaixo de uma tática Villeneuve imposta por Hamilton. Um fim de semana feliz - mas não tão emocionante - em Abu Dhabi (Getty Images)

Eis o novo campeão mundial de F1: Deixando para trás a fama de Barbie e amarelão, Nico Rosberg correu mais uma vez com o regulamento embaixo do braço e fez o suficiente para escrever o nome na história mesmo abaixo de uma tática Villeneuve imposta por Hamilton. Um fim de semana feliz – mas não tão emocionante – em Abu Dhabi (Getty Images)

(André Bonomini & Douglas Sardo)

Nico: Dez anos entre números de campeão e o título

Atende pelo nome de Nico Erik Rosberg, alemão de 31 anos e herdeiro do super Keke Rosberg – que é finlandês – o portador do 66º título da história da F1. Enfim, o garoto com números de campeão mundial é campeão mundial de pilotos e, ao contrário das patacoadas e amareladas de 2015, a ex-Barbie agora é um respeitado boneco do Esquadrão Classe A e não pode discordar-se de que sua conquista foi recheada por méritos, especialmente o fato de ser um exímio oportunista que somou sua capacidade de andar rápido a sorte que surgiu nas escorregadas do companheiro e estrela Lewis Hamilton.

A decisão em si teve seus lances mais emocionantes nas ultimas dez voltas da prova, quando Hamilton aplicou o que passou o fim de semana desconversando que faria: A mundialmente conhecida tática Villeneuve, imitando o gesto do filho de Gilles no GP do Japão de 1997, ao segurar o pelotão e dar pressão para Michael Schumacher no fervor da briga do título daquele ano. Lewis tentou, apertou o companheiro diante a pressão de Sebastian Vettel e Max Verstappen, ávidos pela posição do alemão. E quem viu ao vivo ou ao menos soube no paddock de Abu Dhabi entre um gole de champanhe e outro ficou feliz com um fim de temporada interessante.

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Gramming & Marbles (F1): Hamilton adia novamente a decisão em domingo de polêmica no México

Outro adiamento: Lewis Hamilton domina no México e leva decisão para o Brasil. Rosberg segue com o regulamento embaixo do braço em corrida polêmcia por conta de uma terceira posição e as punições complicadas e desmedidas da FIA (Reprodução)

Outro adiamento: Lewis Hamilton domina no México e leva decisão para o Brasil. Rosberg segue com o regulamento embaixo do braço para o Brasil e a corrida de Hermanos, sonolenta, ganhou tons de polêmica por conta de uma terceira posição e de punições complicadas e sem critérios da FIA (Reprodução)

(André Bonomini & Douglas Sardo)

Tarde caliente e de siesta em Hermanos Rodriguez

Desde a volta a F1 no ano passado, o GP do México ainda aguarda uma prova de emoção e bonitos pegas na pista, coisa que muito tinha no áureo passado (ou, como podemos também dizer, nos Peraltada’s years). Em 2016, esta prova dos sonhos ainda não veio, mas isto se você excluir a verdadeira confusão de punições que se seguiu após a corrida, vencida por Lewis Hamilton com uma mão nas costas e que permitiu ao inglês adiar por mais uma corrida a decisão do título.

A prova da Mercedes foi totalmente a parte, como de costume. Os dois bólidos prateados largaram na frente, dominaram a prova e venceram. Nico Rosberg ainda parece estar jogando com o regulamento embaixo do braço, correndo sem assumir riscos e assistindo apenas ao companheiro se esforçar pelas vitórias. Ele terá no Brasil, no próximo dia 13, o momento mais próximo do título que jamais esteve na carreira: Bastará vencer e colocará nos seus números impressionantes – enfim – o galardão máximo da categoria.

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Gramming & Marbles (F1): Red Bull faz 1-2 em Sepang no fim de semana atribulado da Mercedes

(esq-dir) Verstappen e Riccardo no dia de festa da Red Bull na Malásia. Dupla do touro paraguaio comandou a festa depois da desgraça de Hamilton, com o australiano a frente. (Getty Images)

(esq-dir) Verstappen e Riccardo no dia de festa da Red Bull na Malásia. Dupla do touro paraguaio comandou a festa depois da desgraça de Hamilton, com o australiano a frente. (Getty Images)

(André Bonomini & Douglas Sardo)

O touro paraguaio manda em Sepang

Ainda na corrida em meio ao fim de semana agitado das eleições, pude ouvir de atravessado a TV dizer que para a decisão do mundial de construtores não acabar na Malásia, a Red Bull precisaria vencer e bem na pista de Sepang. E pelo que rolava sobre os treinos, talvez veríamos mais uma prova da Mercedes tendo um comboio de botas atrás.

Ledo engano. A prova malaia foi uma das mais interessantes da temporada e quem acordou as 4h da matina pra ver o embate saiu satisfeito com o que viu. Lances emocionantes, belas brigas e ultrapassagens que, apesar de serem à conta-gotas, foram marcantes. E para a Red Bull, foi dia de voltar aos tempos de manda-chuva, com uma baita corrida entre seus dois pilotos, levando Christian Horner um sorriso que fazia tempo que não vinha.

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