Gramming & Marbles (F1): Verstappen surpreende e fatura na despedida de Sepang

E eis que, senão quando, Max Verstappen esquece dos seus demônios. Corrida com autoridade, com manobra fabulosa em Hamilton e, felizmente, sem problemas no engenho TAG (Getty Images)

(André Bonomini & Douglas Sardo)

Quem é o piloto que não gosta de ter como presente de aniversário o doce sabor da vitória? Jean Alesi sabe bem disso desde 1995, quando faturou sua insólita vitória na categoria, nas curvas de Montreal, bem no dia de seu natalício. Essas coincidências felizes são raríssimas, contadas nos dedos até, mas acontecem no mundo da F1.

Só que neste caso, mesmo sendo um dia depois do níver, o tento valeu e muito especialmente num momento da temporada onde o acumulo de erros e abandonos estava colocando a crítica contra si. Este foi o momento de campeonato em que Max Verstappen entrou na pista de Sepang no último domingo, e com a qual saiu dela sorrindo levando consigo o troféu de vencedor do último GP da Malásia da história, já que a pista oriental está de despedida da categoria. Um tento inesperado numa corrida curiosa que teve de tudo, digna de um fim de festa em um dos salões mais recentes dos calendários da categoria.

Continuar lendo

Gramming & Marbles (F1): Vettel acerta estratégia e acaba com seca da Ferrari no sono de Mônaco

Dia de tirar a seca: Vettel vence com dedo na estratégia e dispara na liderança do campeonato, além de tirar a Ferrari de uma seca em Mônaco que ia para 15 anos. Fora isto, uma corrida de pouca emoção, como o esperado, nas curvas do principado (Getty Images)

(André Bonomini & Douglas Sardo)

Automobilismo sem Mônaco não é automobilismo e já se vai tempo. Desde 1929, correr naquelas ruelas apertadas, cercadas de prédios luxuosos, gente endinheirada e mar, faz parte da rotina do grupo seleto de pilotos que estão na F1, em especial. No mundial, a prova está no calendário da categoria desde o primeiro certame, em 1950, e em todas elas ao menos um carro da Ferrari esteve na pista.

Ferrari e Mônaco se dão bem há anos, muitos anos. Alternam-se momentos ruins, acidentes (até mortes) e, claro, vitórias. Em 75 edições, a marca de Maranello venceu apenas dez vezes. Pouco, é verdade, mas não é preciso tanto para ser arroz-de-festa nas curvas apertadas de Monte Carlo, que não são para qualquer um neste mundo.

É notável que a Ferrari já teve períodos longos fora do primeiro posto do pódio (se é que tem pódio propriamente dito em Mônaco), mas todo o período de seca espanta. Esta última dos vermelhos vinha desde 2001, quando Michael Schumarcher faturara pela última vez para o time. Ela acabou hoje, com Sebastian Vettel vencendo mais uma em 2017 e esticando ainda mais a liderança no campeonato.

Continuar lendo

Gramming & Marbles (F1): Vettel acerta jogada de xadrez e fatura no Barhein

Tática perfeita em Sakhir: Ferrari acerta, novamente, a mão nos pits e Vettel, que não perdeu chance alguma durante a prova, faturou mais uma e voltou a liderança no campeonato (Getty Images)

(André Bonomini & Douglas Sardo)

Quem se baseou com o que viu no treino, podia acreditar que a corrida de domingo seria uma procissão com as Mercedes se sucedendo na ponta em Sahir. Fora a surpresa de Valtteri Bottas, tomando a pole de Lewis Hamilton no canto do cisne, a chuva de apreensões sobre a prova árabe começava a cair no terreno arenoso.

Mas, nas palavras certeiras de Galvão Bueno, que parafraseou o inesquecível campeão de 1962 Didi, treino é treino, jogo é jogo. E como treino e corrida, por muitas vezes, tem grandes diferenças na situação vigente, não dava pra ir para a largada no Barhein acreditando na procissão iminente.

Graças a Deus, ela não veio, e entregou uma corrida interessante, onde a Ferrari soube virar o jogo e Sebastian Vettel, no grande duelo do ano até o momento, reverteu a desvantagem com uma grande corrida e bebeu do suco de laranja com rosas no lugar mais alto do pódio. De costume, voltou a liderança do campeonato e obriga a turma das flechas de prata a afiar as armas para a prova seguinte.

Afinal, temos um campeonato, e dos bons. Mas vamos ver como foi o fim de semana barenita, que valeu a pena dividir entre a TV e o almoço de Páscoa.

Continuar lendo

Gramming & Marbles (F1): Hamilton fatura a primeira de 2017 em domingo empolgante na China

A Mercedes venceu, Hamilton venceu, mas nada de prova monótona. A corrida da China foi totalmente na contramão da procissão australiana e apresentou uma prova cheia de diversão, alternativas e momentos emocionantes. No fim, o inglês da flecha prateada aproveitou os contratempos de Vettel para carimbar a primeira vitória no ano (Getty Images)

(André Bonomini & Douglas Sardo)

Vou dizer com sinceridade: quem acordou de madrugada e resistiu as 56 voltas fez um excelente negócio. Pode contar aos amigos que viu uma corrida empolgante ao vivo (mesmo aguentando as histerias de Luiz Roberto), com pegas fabulosos e um passão monumental. O fim de semana de F1 no GP da China foi assim mesmo, fora a diversão da turma em Xangai, Lewis Hamilton confirmou o favoritismo mas não venceu só por ele, contando com um fator crucial para correr a sós e faturar o galardão.

Com a corrida desta noite, muitos que vociferaram contra o que viram nas ruas de Albert Park, em Melbourne, vieram com discursos de a F1 voltou, corrida emocionante, corrida divertida. Talvez o que vimos nas curvas de Xangai foi um tremendo cala a boca a quem já estava tirando conclusões precipitadas sobre o ano de 2017. Temos um campeonato, e não é porque a Mercedes está errando ou algo assim. Tudo está a plena, e, agora, os bons samaritanos começam a mudar de opinião.

Continuar lendo

Gramming & Marbles (F1): Ferrari acerta a tática e Vettel fatura sob o sol de Melbourne

O dono da primeira vitória de 2017 não é prata. Sebastian Vettel fez corrida primorosa diante das Mercedes e sai da Austrália como vencedor, provando que a Ferrari pode, sim, ameaçar o domínio da Mercedes (AFP)

(André Bonomini & Douglas Sardo)

Enfim, começou! Não dá pra esconder que muitos, além de nós, estávamos batendo o pé com certa ansiedade para o início dos trabalhos em 2017 da sempre clássica e magnânima F1. Carros novos, novas regras, novos donos da brincadeira, algumas caras novas e… não, a Mercedes não está sobrando, pelo menos nesta boa tarde em Melbourne.

O fim de semana, como alguns já pareciam prever, foi vermelho, ou melhor, rosso ao tom de Maranello. Vitória da Ferrari em qualquer tempo de jejum sempre é uma festa especial. A mais antiga equipe do certame já sentia falta disso desde que Sebastian Vettel colocara a macchina no primeiro lugar em Cingapura, isto lá em 2015! Um ano sem vencer não combina nada com il tifosi e o novo ano, junto do novo carro, trouxe novas esperanças.

Continuar lendo

Gramming & Marbles (F1): Novidades, Mercedes e barbatanas, o que esperar do circo em 2017?

(André Bonomini & Douglas Sardo)

O silêncio sepulcral nos arredores da pista de Montmeló foi, enfim, quebrado pelo bem da velocidade. A unidades de força (eita nominho feio!) dos bólidos da F1 já estão urrando a plena nos primeiros testes da pré-temporada de 2017, o 68º mundial da história da mais alta classe do automobilismo. Depois das semanas de lançamentos, novidades e confirmações, agora equipes e pilotos se reúnem pela primeira vez para os últimos ajustes antes da primeira largada do ano: Dia 26, na sempre simpática Melbourne, Austrália.

Para um ano onde a F1 busca se reencontrar com o espetáculo perdido há muito tempo, os primeiros experimentos dos novos carros na pista mostraram algo mais do que as novas máquinas, enquadradas no novo regulamento para a temporada: Mas sim o quão feias são as benditas barbatanas, que voltaram em 18 dos 20 bólidos de 2017. E quando falo assim, digo que menos dois seguem esta tendência um tanto maldosa com a beleza dos bólidos: A Mercedes, a única que não utilizou o aparato e que é a força a ser batida neste ano, mas que também entra na pista com a mesma incerteza sobre se manterá seu domínio ou será ameaçada.

Continuar lendo