Gramming & Marbles (F1): Vela trai Vettel e Hamilton põe mão na taça em Suzuka

O maior vencedor de Suzuka. Mesmo apertado por Verstappen, Hamilton teve sangue frio e fechou o fim de semana com a 71ª vitória no bolso e assistiu o rival Vettel sair mais cedo por conta de uma vela. O tetra está próximo (Getty Images)

(André Bonomini & Douglas Sardo)

Sabe, vamos começar a falar do GP em Suzuka começando com uma dica preciosa para os motoristas: nunca deixe de revisar o sistema de velas do seu carro. Responsável por criar a fagulha elétrica que causa a explosão propriamente dita junto da gasolina, uma falha neste sistema pode prejudicar o desempenho do veículo, fazendo-o consumir muito combustível e prejudicando outros componentes. A troca de velas deve ser feita ao mínimo sinal de desgaste para manter a saúde e economia do motor.

Bom, e por que comecei dessa forma? Simples, porque em qualquer lugar onde houver um carro, as velas são necessárias para a explosão do combustível mesmo que o carro seja hibrido e elas tenham outra função. Velas sem manutenção prejudicam o desempenho da máquina e causam problemas maiores se não trocadas. Essa dica preciosa para qualquer motorista foi literalmente esquecida pela Ferrari em Suzuka, e por conta de uma peça tão insignificante porém tão importante, Sebastian Vettel viu-se no pesadelo e assistiu de fora o triunfo de Lewis Hamilton diante dos japoneses.

Vitória categórica para um virtual campeão. E não é exagero, é fato que deixa faltar apenas um misero detalhe para ser verdade.

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Gramming & Marbles: Vettel fica no boliche e Hamilton sai rindo a toa de Cingapura

(André Bonomini & Douglas Sardo)

Depois de um longo inverno, enfim o G&M está de volta! Até pedindo desculpas a quem nos acompanhava domingo a domingo com as emoções da velocidade internacional nas três grandes categorias: F1, Indy e MotoGP. Novos desafios profissionais impediram continuar as coberturas por aqui, mas aos poucos A BOINA vai voltando… e o G&M também, começando pela F1, naturalmente.

Mas não quer dizer que sumimos totalmente. Desde o Azerbaijão, o último texto da coluna, os compromissos aumentaram, mas o acompanhamento do campeonato continuou até, enfim, podermos voltar aos comentários com, talvez, o momento mais importante do campeonato até o momento: a vitória de Lewis Hamilton em Marina Bay, quando menos podia se esperar. Contando o período de provas até esta – Austria, Inglaterra, Hungria, Itália e Cingapura – é a quarta vitória em cinco corridas desde o encontrão em Baku.

E o inglês não podia estar mais feliz, com pista molhada (primeira vez em Cingapura) a corrida começou com voltas no safety-car até a condição perfeita para a partida. Mas o que parecia uma largada normal virou um boliche sem precedentes. De penetra, Max Verstappen enfiou-se entre Sebastian Vettel e Kimi Raikkonen e no chega-pra-lá do finlandês sobrou para o holandês, que na pancada levou a lateral da Ferrari do alemão. No fim da conta, ainda sobraria para Fernando Alonso, que viu mais uma boa largada virar pó.

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Gramming & Marbles (F1): Hamilton e Vettel em guerra enquanto Ricciardo fatura em Baku

Atrás deste capacete estão mil dentes sorridentes de surpresa: Daniel Ricciardo venceu o alucinante GP do Azerbaijão, a mais louca prova da F1 em tempos, que teve Stroll no pódio, toques mil e a abertura oficial da guerra Hamilton-Vettel (Getty Images)

Você também foi daquele cidadão que, coçando as costas e com cara de preguiça, ligou a televisão de manhã esperando um trenzinho monótono em Baku?

É? Foi mesmo?

Bom, vou te contar que eu também, e o Douglas idem. Mas não podemos reclamar se agora na tarde ou noite de domingo (quando este texto começou a ser aprontado) a adrenalina foi baixando aos poucos depois do que foi visto nas ruas apertadas da capital azeri. Depois de um ano sonolento como foi em 2016, a corrida deste ano não permitiu nem pescada de sono. Foi uma loucura como não vista na F1 há tempos e que entrou para a história.

Quem perdeu, ainda resta o consolo dos melhores momentos, mas mesmo neles, vai ficar extasiado. Teve esparrama na largada, Felipe Massa brigando por uma inesperada vitória e Lance Stroll subindo ao pódio, Force Indias se estranhando, Fernando Alonso nos pontos e, o melhor: Lewis Hamilton e Sebastian Vettel abrindo mão da amizade num incidente para entrar para a história. Tudo isso na imprevisível vitória de Daniel Ricciardo, que não tinha nada a ver com a novela dos líderes.

E se a coisa saiu assim mexida de Baku… imagine o clima que virá na Áustria. Vamos lá e prepare a água com açúcar. A adrenalina até pra escrever vai ser fogo. E não é exagero o que digo!

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Gramming & Marbles (F1): Vettel acerta jogada de xadrez e fatura no Barhein

Tática perfeita em Sakhir: Ferrari acerta, novamente, a mão nos pits e Vettel, que não perdeu chance alguma durante a prova, faturou mais uma e voltou a liderança no campeonato (Getty Images)

(André Bonomini & Douglas Sardo)

Quem se baseou com o que viu no treino, podia acreditar que a corrida de domingo seria uma procissão com as Mercedes se sucedendo na ponta em Sahir. Fora a surpresa de Valtteri Bottas, tomando a pole de Lewis Hamilton no canto do cisne, a chuva de apreensões sobre a prova árabe começava a cair no terreno arenoso.

Mas, nas palavras certeiras de Galvão Bueno, que parafraseou o inesquecível campeão de 1962 Didi, treino é treino, jogo é jogo. E como treino e corrida, por muitas vezes, tem grandes diferenças na situação vigente, não dava pra ir para a largada no Barhein acreditando na procissão iminente.

Graças a Deus, ela não veio, e entregou uma corrida interessante, onde a Ferrari soube virar o jogo e Sebastian Vettel, no grande duelo do ano até o momento, reverteu a desvantagem com uma grande corrida e bebeu do suco de laranja com rosas no lugar mais alto do pódio. De costume, voltou a liderança do campeonato e obriga a turma das flechas de prata a afiar as armas para a prova seguinte.

Afinal, temos um campeonato, e dos bons. Mas vamos ver como foi o fim de semana barenita, que valeu a pena dividir entre a TV e o almoço de Páscoa.

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Gramming & Marbles (F1): Hamilton fatura a primeira de 2017 em domingo empolgante na China

A Mercedes venceu, Hamilton venceu, mas nada de prova monótona. A corrida da China foi totalmente na contramão da procissão australiana e apresentou uma prova cheia de diversão, alternativas e momentos emocionantes. No fim, o inglês da flecha prateada aproveitou os contratempos de Vettel para carimbar a primeira vitória no ano (Getty Images)

(André Bonomini & Douglas Sardo)

Vou dizer com sinceridade: quem acordou de madrugada e resistiu as 56 voltas fez um excelente negócio. Pode contar aos amigos que viu uma corrida empolgante ao vivo (mesmo aguentando as histerias de Luiz Roberto), com pegas fabulosos e um passão monumental. O fim de semana de F1 no GP da China foi assim mesmo, fora a diversão da turma em Xangai, Lewis Hamilton confirmou o favoritismo mas não venceu só por ele, contando com um fator crucial para correr a sós e faturar o galardão.

Com a corrida desta noite, muitos que vociferaram contra o que viram nas ruas de Albert Park, em Melbourne, vieram com discursos de a F1 voltou, corrida emocionante, corrida divertida. Talvez o que vimos nas curvas de Xangai foi um tremendo cala a boca a quem já estava tirando conclusões precipitadas sobre o ano de 2017. Temos um campeonato, e não é porque a Mercedes está errando ou algo assim. Tudo está a plena, e, agora, os bons samaritanos começam a mudar de opinião.

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Gramming & Marbles (F1): Novidades, Mercedes e barbatanas, o que esperar do circo em 2017?

(André Bonomini & Douglas Sardo)

O silêncio sepulcral nos arredores da pista de Montmeló foi, enfim, quebrado pelo bem da velocidade. A unidades de força (eita nominho feio!) dos bólidos da F1 já estão urrando a plena nos primeiros testes da pré-temporada de 2017, o 68º mundial da história da mais alta classe do automobilismo. Depois das semanas de lançamentos, novidades e confirmações, agora equipes e pilotos se reúnem pela primeira vez para os últimos ajustes antes da primeira largada do ano: Dia 26, na sempre simpática Melbourne, Austrália.

Para um ano onde a F1 busca se reencontrar com o espetáculo perdido há muito tempo, os primeiros experimentos dos novos carros na pista mostraram algo mais do que as novas máquinas, enquadradas no novo regulamento para a temporada: Mas sim o quão feias são as benditas barbatanas, que voltaram em 18 dos 20 bólidos de 2017. E quando falo assim, digo que menos dois seguem esta tendência um tanto maldosa com a beleza dos bólidos: A Mercedes, a única que não utilizou o aparato e que é a força a ser batida neste ano, mas que também entra na pista com a mesma incerteza sobre se manterá seu domínio ou será ameaçada.

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