Monarquia em Blumenau: Sargento Junkes e o glorioso Reino do Garcia

Existe um país encravado dentro de Blumenau. Um lugar que, cansado de ser um distrito da cidade, resolveu se tornar uma independente, uma monarquia que já tem Rei, parlamento, comitiiiva e projetos para se tornar ainda mais forte: É a saudável brincadeira do Reino do Garcia, criação de Tiago Junkes, ou melhor Sargento Junkes, 30 anos, morador do Reino do Garcia desde sempre e apaixonado por seu lugar, histórias e personagens. E é ele que A BOINA procura para uma conversa diplomática (Reprodução / Sargento Junkes)

No sul de Blumenau, existe uma terra cortada por montanhas, bem servida de indústrias e comércio, com seus problemas urbanos corriqueiros mas que guarda uma história ímpar entre os tantos cantos da cidade-jardim. Nela, vivem mais de 70 mil habitantes, o que a tornam a porção de terra mais populosa do município, o que alimenta sonhos de grandeza e pertencimento únicos.

E se você acha que estou falando do Distrito do Garcia, está… enganado! Com tanta identidade incorporada nos moradores daquela porção de terra e montanhas, o segundo distrito de Blumenau ganhou tamanha personalidade que, nas línguas humorísticas, nada pode igualar a sua nobreza. E que nobreza! Tanta nobreza que, na boca da turma não existe mais Distrito, mas sim um Reino!

Popularizada pela cidade depois de uma bem-sucedida campanha do plano Boa Vida (assistência familiar da Haas, como diz o comercial do rádio), a história do Reino do Garcia é fruto da imaginação fértil do garciense Tiago Junkes… ou melhor, do Sargento Junkes, um apaixonado pela história e panoramas do Distrito que transformou a grandeza natural do sul de Blumenau numa irreverente sátira com Rei, parlamento, principados e uma porção de elementos que tornam impossível não abrir uma risada, sendo você do Garcia ou não.

E A BOINA, hoje timboense mas com origem e matriz nesta monarquia humorística, não podia deixar de passar a oportunidade de conversar com o Sargento e sua comitiiiva, para conhecer melhor este pequeno império e os elementos que o tornam tão poderoso e independente diante da cidade vizinha. Os personagens, os lugares e o que faz tão especial o glorioso, gigante e majestoso Reino do Garcia.

Esqueça a seriedade e conheça com o Sargento essa pequena-grande monarquia do mundo do humor… ou melhor, no mundo. Afinal, não vamos ofender o glorioso Kó, o monarca do Reino. Ele está lendo junto de vocês. Vamos lá!

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Você conhece (mesmo) as pontes de Blumenau?

Você sabe onde elas se localizam, você passa por elas quase todo o dia, mas conhece sua história? E quem as denomina isto se elas tem nome)? Então, se isso mexeu com a sua curiosidade, A BOINA recorda um pouco da história e importância de algumas das principais pontes de Blumenau, no Centro e nos bairros, partindo da antiguidade até os dias atuais (Montagem A BOINA)

(Fotos: Adalberto Day / Jornal de Santa Catarina / Jaime Batista / O Blumenauense)

Todos os meses comemorativos, aqueles representados por cores, Blumenau se colore. Vários pontos da cidade são especialmente pintados da cor respectiva a do mês para manter acesa a lembrança que traz o tema daquele período: epilepsia, câncer de mama, trânsito, meio ambiente, água, tem de tudo e todas as cores, como bem sabemos.

Na cidade, apenas um único ponto é pintado de verdade: A famosa ponte da Rua XV de Novembro, próxima a Thapyoka e a entrada da Beira-Rio. Esta tradição vem há algum tempo, dentro das atividades do Outubro Rosa, mês especial de conscientização sobre o câncer de mama. Outros meses como março (da epilepsia), maio (trânsito) e outros adotaram a ideia e a ponte cinza assume outras cores durante o ano.

Mas, depois de alguns meses pintando e pintando, me veio a mente uma curiosidade que talvez seja a de algumas pessoas: Qual o nome da ponte da Rua XV? É notável que muitas das pontes de Blumenau foram batizadas com nomes de figuras importantes da história da cidade, do estado ou, simplesmente, de moradores conhecidos das regiões onde estão. No entanto, alguns foram esquecidos com o tempo, ficando apenas os apelidos ou os referenciais, como o da ponte da Rua XV.

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BluMob: As primeiras imagens da nova frota

(Vídeo: Crédito não identificado / Este vídeo publicado por: Farol Blumenau)

Não tive como não recordar, nesta quinta-feira, dos inesquecíveis segredos das fábricas, quadro que ainda existe na revista Quatro Rodas e que, num passado distante, era motivo de glamour e perigo nas mãos do saudoso jornalista Nehemias Vassão. Eram matérias que, à época, desafiam a segurança das montadoras, que tentavam esconder as novidades e protótipos que testavam. E quando saia um segredo de fabrica surpreendente, era de Vassão a matéria de capa da Quatro Rodas.

Pois bem, seguindo este contexto, hoje foi dia de revelar segredos para os blumenauenes, especialmente os usuários do transporte coletivo. Circula pelas redes sociais (partindo da página do Facebook do prefeito Napoleão Bernardes) as imagens de alguns dos novos ônibus da BluMob (nova concessionária do transporte coletivo, operada mesmo grupo da Piracicabana) na linha de montagem da Marcopolo, creia-se na filial da montadora gaúcha, em Duque de Caxias (RJ).

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Antigamente: Amazonas Esporte Clube, o inesquecível esquadrão azul-celeste do Garcia

Imagem feita por este jornalista em 2009, celebrando, à época, os 90 anos do Amazonas. A sigla que ficou no imaginário de uma geração, movida a futebol, emoções e orgulho do time anilado que movia o Garcia e assustava os adversários que o encaravam. Hoje é dia de recordar algumas das grandes passagem na história do AEC Arquivo)

Imagem feita por este jornalista em 2009, celebrando, à época, os 90 anos do Amazonas. A sigla que ficou no imaginário de uma geração, movida a futebol, emoções e orgulho do time anilado que movia o Garcia e assustava os adversários que o encaravam. Hoje é dia de recordar algumas das grandes passagem na história do AEC (Arquivo)

(Fotos e materiais: Adalberto Day)

Quando o assunto é futebol, confesso que não entendo lá estas coisas como outros colegas jornalistas que seguem o esporte como religião. No entanto, em momentos dá para dar alguns pitacos e promover alguns debates com os amigos em qualquer lugar. No entanto, ao se falar de história relacionada ao nobre esporte bretão, a coisa muda um pouco de figura. Passam pela mente momentos históricos, folclóricos, personagens, clubes e partidas que não se apagam ao fim dos 90 minutos.

E em se tratando de memórias e histórias do futebol, Blumenau é um baú rico em contos emocionantes. Todo blumenauense que conhece o futebol da cidade sabe que não é fácil fazer a bola rolar por nossas bandas. Dificuldades financeiras, desconfiança de empresários e uma parcela de torcedores que mais debatem assuntos do que apoiar as agremiações que tentam se destacar e, se assim for, trazer o título catarinense para cá. Apesar de tudo, a bola ainda rola, assim como as histórias que pipocam a cada partida.

E cada um torcedor tem sua lembrança, sua recordação, seu sonho. Os alviverdes do Metropolitano sonham em ser grandes e, os tricolores do BEC anseiam e querem voltar aos gramados e glórias, os saudosos do Olímpico recordam as façanhas daquele que é o único blumenauense campeão estadual. Ainda há as memórias dos tempos de boleiros do Guarani e do Vasto Verde, fora outras legendas amadoras que estão na ativa ou na memória. No entanto, quando o assunto é Amazonas Esporte Clube (AEC), o anilado do Garcia, a coisa vai muito além das memórias e de grandes jogos. Afinal, trata-se de um clube que viveu o seio de uma grande história, tanto no esporte quanto na vida de cada um que lá jogou, torceu ou, simplesmente, conheceu a legenda alvi-celeste.

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Antigamente: Aqueles dias eleitorais tão agitados de 1996

Para começar, uma imagem icônica. O advogado Acácio Bernardes, junto dos filhos Caio camisa preta) e Napoleão, votando no pleito de 1986, quando Dr. Acácio era candidato a governador. Dez anos depois, em 1996, ele morreria em um acidente automobilistico, e é neste ano de 1996 que Blumenau viveria uma das eleições municipais mais loucas de todos os tempos José Werner \ RBS)

Para começar, uma imagem icônica. O advogado Acácio Bernardes, junto dos filhos Caio (camisa preta) e Napoleão, votando no pleito de 1986, quando Dr. Acácio era candidato a governador. Dez anos depois, em 1996, ele morreria em um acidente automobilístico, e é neste ano de 1996 que Blumenau viveria uma das eleições municipais mais loucas de todos os tempos (José Werner \ RBS)

Por vezes nestes dias eleitorais que vivemos, recordava a virada impressionante de Napoleão Bernardes (PSDB) em 2012, que contra os prognósticos fez de um terceiro lugar em tabelas do IBOPE a vitória quase impossível que o conduziu para os primeiros quatro anos de mandato a frente da cidade-jardim. Para mim, foi tempo de pesquisas na boca-de-urna, de ir para frente de de zonas eleitorais com uma equipe de loucos (vamos dizer assim) da Radio Clube de Blumenau fazer aquela pergunta tão execrada em um dia de eleição e na frente de uma zona eleitoral: Você pode me dizer para quem você votou?

Incrédulo, recordo do bom neto de Lazinho, Evelásio Vieira Neto, tabulando os números para o primeiro turno daquele ano dentro do seu carro no pátio de estacionamento da Paróquia Santa Cruz, ao lado da EEB Hercílio Deeke, o maior colégio eleitoral de Blumenau, no bairro da Velha. Era um pleito equilibrado, monopolizado entre Napoleão, Jean Kuhlmann (PSD) e Ana Paula Lima (PT). As expressões do Neto, minha e do bom amigo e também jornalista Rafael Weber diziam tudo: Era uma virada sem precedentes que colocava o filho de Acácio Bernardes em primeiro lugar, contra qualquer pesquisa. E conhecida por ser a pesquisa mais fiel no pós-eleição da cidade, a boca-de-urna da Clube tinha nas mãos uma bomba que tomaria os eleitores da cidade de surpresa.

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Fabrício Wolff em A BOINA – Decepções de uma campanha

(Reprodução)

(Reprodução)

(Fabrício Wolff)

Mesmo antes de uma campanha eleitoral terminar, as decepções ficam escancaradas no caminho das pessoas. Não digo nem das frustrações por promessas fantasiosas que jamais conseguirão ser cumpridas. Até porque para o eleitor medianamente esperto, fica fácil separar aquilo que é possível do que é impraticável realizar. A grande decepção fica por conta da falta de ética, oriunda de pessoas próximas, muitas vezes da família, que não tem pudor em usar outras pessoas para alcançar objetivos meramente políticos.

Além disso, as redes sociais se transformam em amplo campo de amargurados, pessoas infelizes, com dor de cotovelo, a atacar os outros que não pensam iguais a elas. Todo este time faz parte da escória que a humanidade sempre sustentou e a política, muitas vezes, coloca debaixo do braço. É por isso que a política está como está – é esta a velha política que a imensa maioria quer ver extirpada de nossas vidas.

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