Gramming & Mables (F1): Algumas das confusões domésticas mais marcantes da F1

Os quatro carros da BRM em Monza, 1971. A arte de se ter dois (ou, por um tempo, mais) pilotos num mesmo teto é antiga e está sempre sujeita aos encargos do destino numa corrida. E a F1 já assistiu muito aos bololôs envolvendo botas da mesma casa. Hoje aqui recordados (Reprodução)

Os quatro carros da BRM em Monza, 1971. A arte de se ter dois (ou, por um tempo, mais) pilotos num mesmo teto é antiga e está sempre sujeita aos encargos do destino numa corrida. E a F1 já assistiu muito aos bololôs envolvendo botas da mesma casa. Hoje aqui recordados (Reprodução)

(André Bonomini & Douglas Sardo)

Desde os primórdios do automobilismo, é comum que os times tenham uma dupla – e em outros tempos um trio, quarteto até quinteto – de pilotos defendendo as escuderia. Seja para reunir o maior número de talentos dentro de uma equipe, para garantir mais dinheiro de patrocinadores ou para contribuir na guerra contra os patrocinadores.

Por anos, a F1 assistiu equipes com pilotos numerosos, de três até cinco, como se viu com a BRM em 1972. Dar oportunidade a jovens talentos ou testar equipamentos era, muitas vezes, o sentido de ser ter mais de dois pilotos na pista, coisa que se viu pela última vez em 1985, quando a Renault alinhou um terceiro carro para François Hesnault carregar a câmera onboard para a TV, a primeira da história da categoria.

Habitualmente, as equipes tem dois pilotos, um geralmente mais rápido que o outro. Eles dividem alegrias e tristezas de um time e, como qualquer competidor, disputam uma corrida entre os outros, mesmo que nem sempre seja em igualdade de condições com relação ao equipamento ou tratamento dispensado a um deles. Nem sempre a relação de um bota com o outro é boa e até rivalidades já nasceram dentro de uma casa. Coisas de família, podemos assim dizer.

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Gramming & Marbles (F1): O Balancete geral da F1 2016 (Um ano relativamente doido)

A turma que termina 2016. Um ano melhor que 2015, ao menos com briga de título, confusões extra-pista, brigas, ultrapassagens... Porém, ainda não o bastante. Rosberg é o campeão, porém não estará na foto da turma de 2017, já que pediu o chapéu e resolveu passar um tempo junto da família e da própria vida (Getty Images)

A turma que termina 2016. Um ano melhor que 2015, ao menos com briga de título, confusões extra-pista, brigas, ultrapassagens… Porém, ainda não o bastante. Rosberg é o campeão, porém não estará na foto da turma de 2017, já que pediu o chapéu e resolveu passar um tempo junto da família e da própria vida (Getty Images)

(André Bonomini & Douglas Sardo)

2016 acabou, veio 2017 e a F1 ainda vive nas expectativas dos restos do último ano. As notícias das últimas semanas de dezembro praticamente passaram uma rasteira en quem estava, talvez, preparando um bom resumo ou pensamento sobre a temporada, como nós. No fim, o ano começa com ansiosos aguardos, especulações e aquela curiosidade de sempre por um novo regulamento.

No fim, o efeito Rosberg ainda causa noticias surpreendentes e toda a sorte e chutes dos tabloides esportivos pelo mundo. Valtteri Bottas vai mesmo para a Mercedes? Pascal Wehrlein vai mesmo para a Sauber? Felipe Massa voltará para a Williams com boa forma? E o que será o grid do circo com o novo regulamento e os novos proprietários? Perguntas que só serão respondidas mesmo na largada em Melbourne, em março. Mas nada que nos impeça de revermos a loucura de 2016, um ano meio doido, mas ao menos algo bem melhor do que 2015 em alguns aspectos.

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Gramming & Marbles (F1): Cinco dias depois do título, Rosberg anuncia a aposentadoria

Cinco dias campeão e... ponto final na F1. Aos 31 anos de idade e com números para um digno piloto da F1, Nico Rosberg encerra a trajetória na F1 depois de exatos 10 anos. Uma notícia que surpreendeu o mundo do esporte a motor (Getty Images)

Cinco dias campeão e… ponto final na F1. Aos 31 anos de idade e com números para um digno piloto da F1, Nico Rosberg encerra a trajetória na F1 depois de exatos 10 anos. Uma notícia que surpreendeu o mundo do esporte a motor (Getty Images)

(André Bonomini & Douglas Sardo)

Se no todo, a semana passada foi de tristeza pelo ocorrido na Colômbia, no mundo do automobilismo outra notícia chocante pegaria qualquer jornalista e fã do automobilismo de calças curtas. Apenas cinco dias após faturar o cobiçado e sonhado título da F1 em 2016, Nico Rosberg surpreende aos fotógrafos e até aos amigos que o ladeavam na cerimônia de premiação da FIA em Viena, na Áustria, ao anunciar que estava se aposentando da categoria. Quem fez desta uma aposta solitária em uma casa de apostas de Londres provavelmente está rindo a toa, assim como o grid da F1 inteiro e as demais equipes, exceto a Mercedes.

Nico Erik Rosberg, 31 anos, 206 GPs disputados, 23 vitórias, 57 pódios, 30 poles, 20 voltas mais rápidas e tudo isso resumido em um título em seis temporadas de F1. Pode-se dizer, seguramente, que são números de um bom piloto, daqueles que merecem estar nas estatísticas sem serem, verdadeiramente, lendas da categoria. Uma carreira sólida, sem exageros e talvez ainda devendo algo a quem esperava que Nico, uma jovem promessa nos tempos de Michael Schumacher que derrapou, bateu cabeça, mas se concentrou e venceu. Agora, o momento é de aproveitar a família e outros prazeres da vida de pai, marido e piloto por diversão. Talvez os motivos para esta parada repentina.

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Gramming & Marbles (F1): Em Abu Dhabi, Rosberg resiste a “tatica Villeneuve” e, enfim, é campeão mundial

Eis o novo campeão mundial de F1: Deixando para trás a fama de Barbie e amarelão, Nico Rosberg correu mais uma vez com o regulamento embaixo do braço e fez o suficiente para escrever o nome na história mesmo abaixo de uma tática Villeneuve imposta por Hamilton. Um fim de semana feliz - mas não tão emocionante - em Abu Dhabi (Getty Images)

Eis o novo campeão mundial de F1: Deixando para trás a fama de Barbie e amarelão, Nico Rosberg correu mais uma vez com o regulamento embaixo do braço e fez o suficiente para escrever o nome na história mesmo abaixo de uma tática Villeneuve imposta por Hamilton. Um fim de semana feliz – mas não tão emocionante – em Abu Dhabi (Getty Images)

(André Bonomini & Douglas Sardo)

Nico: Dez anos entre números de campeão e o título

Atende pelo nome de Nico Erik Rosberg, alemão de 31 anos e herdeiro do super Keke Rosberg – que é finlandês – o portador do 66º título da história da F1. Enfim, o garoto com números de campeão mundial é campeão mundial de pilotos e, ao contrário das patacoadas e amareladas de 2015, a ex-Barbie agora é um respeitado boneco do Esquadrão Classe A e não pode discordar-se de que sua conquista foi recheada por méritos, especialmente o fato de ser um exímio oportunista que somou sua capacidade de andar rápido a sorte que surgiu nas escorregadas do companheiro e estrela Lewis Hamilton.

A decisão em si teve seus lances mais emocionantes nas ultimas dez voltas da prova, quando Hamilton aplicou o que passou o fim de semana desconversando que faria: A mundialmente conhecida tática Villeneuve, imitando o gesto do filho de Gilles no GP do Japão de 1997, ao segurar o pelotão e dar pressão para Michael Schumacher no fervor da briga do título daquele ano. Lewis tentou, apertou o companheiro diante a pressão de Sebastian Vettel e Max Verstappen, ávidos pela posição do alemão. E quem viu ao vivo ou ao menos soube no paddock de Abu Dhabi entre um gole de champanhe e outro ficou feliz com um fim de temporada interessante.

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Gramming & Marbles (F1): Show de emoções em Interlagos, com vitória de Hamilton e agradecimentos à Massa

A última vez no cercado de casa. Muito além da vitória de Hamilton - a primeira no Brasil e a 52ª na carreira, superando Prost - a F1 e o Brasil assistiu o último correr do filho mais ilustre nos últimos anos. Felipe Massa disse adeus em um acidente, mas nem isso o impediu de ser ovacionado por quem o visse, reconhecido pela história dura e feliz na maior categoria do automobilismo mundial (Getty Images)

A última vez no cercado de casa. Muito além da vitória de Hamilton – a primeira no Brasil e a 52ª na carreira, superando Prost – a F1 e o Brasil assistiu o último correr do filho mais ilustre nos últimos anos. Felipe Massa disse adeus em um acidente, mas nem isso o impediu de ser ovacionado por quem o visse, reconhecido pela história dura e feliz na maior categoria do automobilismo mundial (Getty Images)

(André Bonomini & Douglas Sardo)

São Paulo da garoa, São Paulo, que terra boa!

Já dizia a velha frase da canção imortal de Alvarenga & Ranchinho ao se referir ao coração do Brasil, cidade de histórias inigualáveis, problemas urbanos como todas as outras e de memória única. No coração daquela cidade, ladeando a Represa de Guarapiranga, os conjuntos habitacionais modelo Cingapura e a caixa d’água
modernística da Sabesp está a velha casa da F1 no Brasil: O Autódromo José
Carlos Pace, nosso querido Interlagos.

E domingo último (13/11) foi dia de peleja internacional nas míticas curvas do traçado
paulista. Contando a prova extracampeonato de 1972 já estamos há 44 anos vendo a
categoria maior do automobilismo mundial em nossas terras. Destas 44 vezes, 34 estiveram sendo disputadas em São Paulo, sempre reservando emoções e histórias únicas, como a deste domingo último, rodeado de emoções, imprevisibilidades,
sentimento, adrenalina e… chuva. Aquela água teimosa que marca a capital paulista e que, quando cai no terreiro de Interlagos torna tudo tão especial.

Apesar de um péssimo 2015, onde até mesmo os fãs da F1 colocaram a pista
brasileira sob ameaça de ser chutada do calendário, este ano reservou lances que
há tempos não víamos numa prova da categoria. Lewis Hamilton vibrou por demais na primeira vitória em solo tupiniqum, superando Alain Prost nas estatísticas de vitória. Nico Rosberg teve mais sorte do que juízo para manter a vantagem e tranquilidade para poder ser campeão em Abu Dhabi, Max Verstappen deu show como sempre, pilotos rodopiando e se debatendo com a água e, o ponto mais emocionante, a despedida de um brasileiro de sua casa na F1: Felipe Massa, que ilustra a abertura deste G&M.

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Gramming & Marbles (F1): Hamilton adia novamente a decisão em domingo de polêmica no México

Outro adiamento: Lewis Hamilton domina no México e leva decisão para o Brasil. Rosberg segue com o regulamento embaixo do braço em corrida polêmcia por conta de uma terceira posição e as punições complicadas e desmedidas da FIA (Reprodução)

Outro adiamento: Lewis Hamilton domina no México e leva decisão para o Brasil. Rosberg segue com o regulamento embaixo do braço para o Brasil e a corrida de Hermanos, sonolenta, ganhou tons de polêmica por conta de uma terceira posição e de punições complicadas e sem critérios da FIA (Reprodução)

(André Bonomini & Douglas Sardo)

Tarde caliente e de siesta em Hermanos Rodriguez

Desde a volta a F1 no ano passado, o GP do México ainda aguarda uma prova de emoção e bonitos pegas na pista, coisa que muito tinha no áureo passado (ou, como podemos também dizer, nos Peraltada’s years). Em 2016, esta prova dos sonhos ainda não veio, mas isto se você excluir a verdadeira confusão de punições que se seguiu após a corrida, vencida por Lewis Hamilton com uma mão nas costas e que permitiu ao inglês adiar por mais uma corrida a decisão do título.

A prova da Mercedes foi totalmente a parte, como de costume. Os dois bólidos prateados largaram na frente, dominaram a prova e venceram. Nico Rosberg ainda parece estar jogando com o regulamento embaixo do braço, correndo sem assumir riscos e assistindo apenas ao companheiro se esforçar pelas vitórias. Ele terá no Brasil, no próximo dia 13, o momento mais próximo do título que jamais esteve na carreira: Bastará vencer e colocará nos seus números impressionantes – enfim – o galardão máximo da categoria.

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