Semana do Jornalista: Watergate e um Nixon que ninguém viu

Você acredita que é o mesmo homem na mesma noite? As duas faces de Richard Nixon na noite do discurso de renuncia depois da bomba de Watergate foi algo que apenas os brasileiros viram naquela altura. Um dos furos mais incríveis do jornalismo nacional culminando com um grande texto e uma leitura de dar arrepios no último jornal da noite da Globo (Reprodução)

Era noite do dia 8 de agosto de 1974 quando americanos de costa a costa do país ligavam os televisores e deparavam-se com a imagem derrotada do homem que conduzia os destinos da nação desde o fim dos anos 60. Resignado, desmascarado e sentindo o golpe desferido pelos próprios colegas partidários, Richard Nixon, outrora aclamado presidente pela segunda vez há dois anos antes com uma votação recorde, anunciava a renuncia ao cargo mais visado do planeta: A presidência dos Estados Unidos.

Nada surpreendente, era o ato final previsto do que foi o maior e mais vergonhoso escândalo político dos Estados Unidos: o Watergate. No entanto, abaixo da Linha do Equador, diante dos brasileiros que assistiam pela Rede Globo o pronunciamento de Nixon, a visão era diferente, para não dizer surpreendente.

Não era apenas um presidente derrotado que falava a nação sobre a renuncia eminente. Parecia um típico ator hollywoodiano que interpretava muito a vontade o papel de mandatário tombado pelos confrades de partido e pelas forças ocultas do poder.

Continuar lendo

Videotape n’A Boina nº60 – (Double Especial) Vamos rir outra vez com Os Trapalhões

(Lucas “Luke” Baldin & André Bonomini)

Hello, Videotapers Trapalhões! Tudo bem com vocês?

Hoje mais um especial. Comemorando o aniversário de 40 da estréia deles na platinada Globo, vamos comentar a trajetória do quarteto mais querido e que deixa saudade da formação original. Ainda não se ligou? Vamos falar d’Os Trapalhões! Na sequencia vou comentar sobre a minha relação com os filmes d’Os Trapalhões e depois o chefinho Bonomini toma conta do texto.

Antes de começar, vamos assistir a cena gravada em Blumenau em 1985 para o filme “Os Trapalhões No Reino Da Fantasia que teve a participação da Xuxa (<3).
Confesso que demorei para reconhecer a Rua 7 de Setembro sem o Shopping Neumarkt. Mas a cidade era (e continua) sendo muito linda…

Continuar lendo

Gramming & Marbles (F1): O Balancete geral da F1 2016 (Um ano relativamente doido)

A turma que termina 2016. Um ano melhor que 2015, ao menos com briga de título, confusões extra-pista, brigas, ultrapassagens... Porém, ainda não o bastante. Rosberg é o campeão, porém não estará na foto da turma de 2017, já que pediu o chapéu e resolveu passar um tempo junto da família e da própria vida (Getty Images)

A turma que termina 2016. Um ano melhor que 2015, ao menos com briga de título, confusões extra-pista, brigas, ultrapassagens… Porém, ainda não o bastante. Rosberg é o campeão, porém não estará na foto da turma de 2017, já que pediu o chapéu e resolveu passar um tempo junto da família e da própria vida (Getty Images)

(André Bonomini & Douglas Sardo)

2016 acabou, veio 2017 e a F1 ainda vive nas expectativas dos restos do último ano. As notícias das últimas semanas de dezembro praticamente passaram uma rasteira en quem estava, talvez, preparando um bom resumo ou pensamento sobre a temporada, como nós. No fim, o ano começa com ansiosos aguardos, especulações e aquela curiosidade de sempre por um novo regulamento.

No fim, o efeito Rosberg ainda causa noticias surpreendentes e toda a sorte e chutes dos tabloides esportivos pelo mundo. Valtteri Bottas vai mesmo para a Mercedes? Pascal Wehrlein vai mesmo para a Sauber? Felipe Massa voltará para a Williams com boa forma? E o que será o grid do circo com o novo regulamento e os novos proprietários? Perguntas que só serão respondidas mesmo na largada em Melbourne, em março. Mas nada que nos impeça de revermos a loucura de 2016, um ano meio doido, mas ao menos algo bem melhor do que 2015 em alguns aspectos.

Continuar lendo

Gramming & Marbles (F1): Em Abu Dhabi, Rosberg resiste a “tatica Villeneuve” e, enfim, é campeão mundial

Eis o novo campeão mundial de F1: Deixando para trás a fama de Barbie e amarelão, Nico Rosberg correu mais uma vez com o regulamento embaixo do braço e fez o suficiente para escrever o nome na história mesmo abaixo de uma tática Villeneuve imposta por Hamilton. Um fim de semana feliz - mas não tão emocionante - em Abu Dhabi (Getty Images)

Eis o novo campeão mundial de F1: Deixando para trás a fama de Barbie e amarelão, Nico Rosberg correu mais uma vez com o regulamento embaixo do braço e fez o suficiente para escrever o nome na história mesmo abaixo de uma tática Villeneuve imposta por Hamilton. Um fim de semana feliz – mas não tão emocionante – em Abu Dhabi (Getty Images)

(André Bonomini & Douglas Sardo)

Nico: Dez anos entre números de campeão e o título

Atende pelo nome de Nico Erik Rosberg, alemão de 31 anos e herdeiro do super Keke Rosberg – que é finlandês – o portador do 66º título da história da F1. Enfim, o garoto com números de campeão mundial é campeão mundial de pilotos e, ao contrário das patacoadas e amareladas de 2015, a ex-Barbie agora é um respeitado boneco do Esquadrão Classe A e não pode discordar-se de que sua conquista foi recheada por méritos, especialmente o fato de ser um exímio oportunista que somou sua capacidade de andar rápido a sorte que surgiu nas escorregadas do companheiro e estrela Lewis Hamilton.

A decisão em si teve seus lances mais emocionantes nas ultimas dez voltas da prova, quando Hamilton aplicou o que passou o fim de semana desconversando que faria: A mundialmente conhecida tática Villeneuve, imitando o gesto do filho de Gilles no GP do Japão de 1997, ao segurar o pelotão e dar pressão para Michael Schumacher no fervor da briga do título daquele ano. Lewis tentou, apertou o companheiro diante a pressão de Sebastian Vettel e Max Verstappen, ávidos pela posição do alemão. E quem viu ao vivo ou ao menos soube no paddock de Abu Dhabi entre um gole de champanhe e outro ficou feliz com um fim de temporada interessante.

Continuar lendo

Gramming & Marbles (F1): Show de emoções em Interlagos, com vitória de Hamilton e agradecimentos à Massa

A última vez no cercado de casa. Muito além da vitória de Hamilton - a primeira no Brasil e a 52ª na carreira, superando Prost - a F1 e o Brasil assistiu o último correr do filho mais ilustre nos últimos anos. Felipe Massa disse adeus em um acidente, mas nem isso o impediu de ser ovacionado por quem o visse, reconhecido pela história dura e feliz na maior categoria do automobilismo mundial (Getty Images)

A última vez no cercado de casa. Muito além da vitória de Hamilton – a primeira no Brasil e a 52ª na carreira, superando Prost – a F1 e o Brasil assistiu o último correr do filho mais ilustre nos últimos anos. Felipe Massa disse adeus em um acidente, mas nem isso o impediu de ser ovacionado por quem o visse, reconhecido pela história dura e feliz na maior categoria do automobilismo mundial (Getty Images)

(André Bonomini & Douglas Sardo)

São Paulo da garoa, São Paulo, que terra boa!

Já dizia a velha frase da canção imortal de Alvarenga & Ranchinho ao se referir ao coração do Brasil, cidade de histórias inigualáveis, problemas urbanos como todas as outras e de memória única. No coração daquela cidade, ladeando a Represa de Guarapiranga, os conjuntos habitacionais modelo Cingapura e a caixa d’água
modernística da Sabesp está a velha casa da F1 no Brasil: O Autódromo José
Carlos Pace, nosso querido Interlagos.

E domingo último (13/11) foi dia de peleja internacional nas míticas curvas do traçado
paulista. Contando a prova extracampeonato de 1972 já estamos há 44 anos vendo a
categoria maior do automobilismo mundial em nossas terras. Destas 44 vezes, 34 estiveram sendo disputadas em São Paulo, sempre reservando emoções e histórias únicas, como a deste domingo último, rodeado de emoções, imprevisibilidades,
sentimento, adrenalina e… chuva. Aquela água teimosa que marca a capital paulista e que, quando cai no terreiro de Interlagos torna tudo tão especial.

Apesar de um péssimo 2015, onde até mesmo os fãs da F1 colocaram a pista
brasileira sob ameaça de ser chutada do calendário, este ano reservou lances que
há tempos não víamos numa prova da categoria. Lewis Hamilton vibrou por demais na primeira vitória em solo tupiniqum, superando Alain Prost nas estatísticas de vitória. Nico Rosberg teve mais sorte do que juízo para manter a vantagem e tranquilidade para poder ser campeão em Abu Dhabi, Max Verstappen deu show como sempre, pilotos rodopiando e se debatendo com a água e, o ponto mais emocionante, a despedida de um brasileiro de sua casa na F1: Felipe Massa, que ilustra a abertura deste G&M.

Continuar lendo

Morre Orival Pessini… o Fofão… o Patropi… o mestre das máscaras.

Um homem e suas máscaras, sendo duas delas verdadeiros ícones da TV nacional.  Orival Pessini deu vida aos seus tipos e, através deles, fez história diante das telas. Ele nos deixou na última sexta de madrugada, vencido pelo câncer no baço Reprodução)

Um homem e suas máscaras, sendo duas delas verdadeiros ícones da TV nacional. Orival Pessini deu vida aos seus tipos e, através deles, fez história diante das telas. Ele nos deixou na última sexta de madrugada, vencido pelo câncer no baço (Reprodução)

A madrugada da última sexta-feira (14/10) surgiu sem uma porção de personagens icônicos da TV brasileira no nosso meio. Em um quarto do Hospital São Luiz, em São Paulo, já aos 72 anos de idade e lutando contra um câncer no baço faziam dois anos, falecia o ator, humorista e criador de bonecos Orival Pessini, o mestre das máscaras como era conhecido na televisão, especialmente por nascer da sua habilidade única de criador de mascaras dois dos mais icônicos personagens de nossa TV: De um lado, o simpático e bochechudo extraterrestre Fofão, do outro, o avoado hippie Patropi.

Pessini, paulista de Pompéia, cidade situada na região de Marília, começou a trilhar a carreira no teatro amador e atuando em comerciais. Começou a vida na TV em 1963, na TV Tupi, no programa infantil Quem Conta um Conto. Anos se passaram entre trabalhos menores e bem feitos até chegar o grande salto: Em 1978, participou do humorístico Planeta dos Homens, da Rede Globo, dando vida aos macacos Sócrates e Charles.

Continuar lendo