Gramming & Marbles (F1): Novidades, Mercedes e barbatanas, o que esperar do circo em 2017?

(André Bonomini & Douglas Sardo)

O silêncio sepulcral nos arredores da pista de Montmeló foi, enfim, quebrado pelo bem da velocidade. A unidades de força (eita nominho feio!) dos bólidos da F1 já estão urrando a plena nos primeiros testes da pré-temporada de 2017, o 68º mundial da história da mais alta classe do automobilismo. Depois das semanas de lançamentos, novidades e confirmações, agora equipes e pilotos se reúnem pela primeira vez para os últimos ajustes antes da primeira largada do ano: Dia 26, na sempre simpática Melbourne, Austrália.

Para um ano onde a F1 busca se reencontrar com o espetáculo perdido há muito tempo, os primeiros experimentos dos novos carros na pista mostraram algo mais do que as novas máquinas, enquadradas no novo regulamento para a temporada: Mas sim o quão feias são as benditas barbatanas, que voltaram em 18 dos 20 bólidos de 2017. E quando falo assim, digo que menos dois seguem esta tendência um tanto maldosa com a beleza dos bólidos: A Mercedes, a única que não utilizou o aparato e que é a força a ser batida neste ano, mas que também entra na pista com a mesma incerteza sobre se manterá seu domínio ou será ameaçada.

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Gramming & Marbles (F1): O Balancete geral da F1 2016 (Um ano relativamente doido)

A turma que termina 2016. Um ano melhor que 2015, ao menos com briga de título, confusões extra-pista, brigas, ultrapassagens... Porém, ainda não o bastante. Rosberg é o campeão, porém não estará na foto da turma de 2017, já que pediu o chapéu e resolveu passar um tempo junto da família e da própria vida (Getty Images)

A turma que termina 2016. Um ano melhor que 2015, ao menos com briga de título, confusões extra-pista, brigas, ultrapassagens… Porém, ainda não o bastante. Rosberg é o campeão, porém não estará na foto da turma de 2017, já que pediu o chapéu e resolveu passar um tempo junto da família e da própria vida (Getty Images)

(André Bonomini & Douglas Sardo)

2016 acabou, veio 2017 e a F1 ainda vive nas expectativas dos restos do último ano. As notícias das últimas semanas de dezembro praticamente passaram uma rasteira en quem estava, talvez, preparando um bom resumo ou pensamento sobre a temporada, como nós. No fim, o ano começa com ansiosos aguardos, especulações e aquela curiosidade de sempre por um novo regulamento.

No fim, o efeito Rosberg ainda causa noticias surpreendentes e toda a sorte e chutes dos tabloides esportivos pelo mundo. Valtteri Bottas vai mesmo para a Mercedes? Pascal Wehrlein vai mesmo para a Sauber? Felipe Massa voltará para a Williams com boa forma? E o que será o grid do circo com o novo regulamento e os novos proprietários? Perguntas que só serão respondidas mesmo na largada em Melbourne, em março. Mas nada que nos impeça de revermos a loucura de 2016, um ano meio doido, mas ao menos algo bem melhor do que 2015 em alguns aspectos.

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Gramming & Marbles (F1): Red Bull faz 1-2 em Sepang no fim de semana atribulado da Mercedes

(esq-dir) Verstappen e Riccardo no dia de festa da Red Bull na Malásia. Dupla do touro paraguaio comandou a festa depois da desgraça de Hamilton, com o australiano a frente. (Getty Images)

(esq-dir) Verstappen e Riccardo no dia de festa da Red Bull na Malásia. Dupla do touro paraguaio comandou a festa depois da desgraça de Hamilton, com o australiano a frente. (Getty Images)

(André Bonomini & Douglas Sardo)

O touro paraguaio manda em Sepang

Ainda na corrida em meio ao fim de semana agitado das eleições, pude ouvir de atravessado a TV dizer que para a decisão do mundial de construtores não acabar na Malásia, a Red Bull precisaria vencer e bem na pista de Sepang. E pelo que rolava sobre os treinos, talvez veríamos mais uma prova da Mercedes tendo um comboio de botas atrás.

Ledo engano. A prova malaia foi uma das mais interessantes da temporada e quem acordou as 4h da matina pra ver o embate saiu satisfeito com o que viu. Lances emocionantes, belas brigas e ultrapassagens que, apesar de serem à conta-gotas, foram marcantes. E para a Red Bull, foi dia de voltar aos tempos de manda-chuva, com uma baita corrida entre seus dois pilotos, levando Christian Horner um sorriso que fazia tempo que não vinha.

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Gramming & Marbles (F1): Em Spa, Rosberg faz lição de casa em prova acidentada

Lição de casa feita. Nico Rosberg vence na Bélgica, mas não é líder do campeonato novamente. Hamilton chegou em terceiro e mantém-se na ponta da tabela por nove pontos (Beto Issa)

Lição de casa feita. Nico Rosberg vence na Bélgica, mas não é líder do campeonato novamente. Hamilton chegou em terceiro e mantém-se na ponta da tabela por nove pontos (Beto Issa)

(André Bonomini e Douglas Sardo)

Domingo de volta da F1 a rotina esportiva mundial. Foi quase um mês de férias durante as Olimpíadas até o retorno aos trabalhos da (ainda sonolenta) temporada de 2016 e a briga mandrake entre Lewis Hamilton e Nico Rosberg. O cenário era a idílica pista de SpaFrancorchamps, na Bélgica, cortando a misteriosa Floresta das Ardenas.

Tudo indicaria que, desta vez, era o alemão da Mercedes que ia puxar o trem da corrida, já que o companheiro britânico tomava um gancho (outra das centenas de punições esquisitas da FIA para os pilotos) por conta de uma troca de motor. Era a chance, enfim, do alemão das flechas de prata de fazer o que era de roteiro para a prova: Vencer incontestavelmente. Foi o que fez e nada mais, cumprindo a obrigação que pede o campeonato.

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Gramming & Marbles: Hamilton chora, bate o pé, vence e abre o campeonato em Mônaco

Vitória para respirar no campeonato. Lewis Hamilton chorou nas manobras, aproveitou ordem de equipe e babas da Red Bull para vencer no principado. Sera uma volta por cima? (Getty Images)

Vitória para respirar no campeonato. Lewis Hamilton chorou nas manobras, aproveitou ordem de equipe e babas da Red Bull para vencer no principado. Sera uma volta por cima? (Getty Images)

(André Bonomini e Douglas Sardo)

Vitória do chorão na varanda úmida do príncipe

Fazia oito anos que não víamos o GP de Mônaco molhado. Este ano, quis São Pedro que o céu derramasse água e, ao menos em 35% da prova, vimos chuva no principado. Uma boa corrida, cheia de alternativas, lances polêmicos e um vencedor de sempre voltando a vencer, mesmo com uma coleção de choros. Embora vencendo, Lewis Hamilton não foi, necessariamente, o cara da prova. Venceu na bobagem da Red Bull, na ordem da equipe que pediu que Nico Rosberg desse passagem, nas leves cortações de caminho na chincane e nas fechadas a Daniel Riccardo. Isto e nada mais.

Os problemas do inglês nos treinos esquentaram o clima da prova, que mesmo com a chuva começou quente. A jogada da Mercedes em aguentar Hamilton na pista até o limite do pneu de chuva extrema não surtiria efeito forte se não fosse a trapalhada homérica da Red Bull na parada do australiano, que era o líder da prova. Foi um erro crasso, esquecer as quatro rodas num pit equivocado foi doido, o bastante para aniquilar uma vitória certa e entrega-la de lambuja no colo do britânico.

E se a coisa já estava boa no terreiro dos Grimaldi, ficou melhor ainda para Lewis, pois Rosberg ainda perdeu o sexto posto para Nico Hulkenberg na última volta, fechando a prova em sétimo. Bom para abrir o campeonato, dar disputa e provocar a distancia Nico, que vai ter que mostrar que a prova monegasca foi um outro ponto fora da curva.

O campeonato está aberto, ainda bem, e os contornos desta nova briga entre os prateados ficam para os próximos capítulos que, tomara, sejam tão legais quanto Mônaco.

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Gramming & Marbles: Rosberg faz história na empolgante salada de Xangai

Rosberg espirra champagne no compatriota Vettel. Seis vitórias seguidas, três primeiras provas vencidades por ele, 17 vitórias e o não campeão com mais conquistas, superando Striling Moss. Quem pode parar o alemão da Mercedes? (Getty Images)

Rosberg espirra champagne no compatriota Vettel. Seis vitórias seguidas, três primeiras provas vencidas por ele, 17 vitórias e o não campeão com mais conquistas, superando Striling Moss. Lider do campeonato há 37 pontos a frente de Hamilton… Quem pode parar o alemão da Mercedes? (Getty Images)

(André Bonomini & Douglas Sardo)

De volta ao normal e misturando tudo (menos o vencedor)

Em contraste com a sonolenta prova da MotoGP no Texas, no domingo passado, a F1 teve uma prova feliz no interessante autódromo de Xangai, na China. De volta ao antigo modelo de classificação, a tomada de tempos oficial ganhou um pouquinho mais de interesse, sobretudo pelo fato da chuva ter dado um tempero na pista. Fora isso, quem resistiu acordado na madrugada dominical não teve o que reclamar. Uma prova empolgante, cheia de alternativas, saladas, toques e emoção.

A única coisa que não mudou foi o vencedor, que continua o mesmo desde o GP do México do ano passado. Outra vez, Nico Rosberg mostrou que não tem nada a perder e, no infortúnio de Lewis Hamilton, resolveu fazer história nas terras de Mao Tsé-Tung. Saiu com a terceira vitória seguida de 2016, a sexta seguida desde a prova de Hermanos Rodriguez em 2015, superou o lendário Striling Moss como o não-campeão com o maior número de vitórias (17 contra 16 de Moss) e ampliou para Hamilton a diferença de pontos no campeonato, distante 37 pontos.

Mas Nico não foi o único espetáculo. A prova teve muito de emoção e ultrapassagens, prova de uma salada de largada e pits que misturou tudo e forçou os botas a irem acima dos limites. Sem mais delongas, vamos analisar como foi essa voltinha por Xangai que acabou alemã como sempre, em carro e piloto.

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