Pica-Pau: Enfim, a merecida chegada aos cinemas

Demorou, demorou muito, mas enfim o pássaro mais louco das animações vai ganhar seu primeiro filme em longa-metragem, e ainda por cima, em live-action. Em outubro, chega aos cinemas Pica-Pau – O Filme, versão para as telonas do clássico de Walter Lantz que conquista gerações desde o fim da década de 30 pelo mundo afora.

No Brasil, a produção chega no dia 5 de outubro e promete causar alvoroço entre as crianças e os adultos que cresceram assistindo e rindo com as loucuras do pássaro, aprontando todas com seus amigos e vilões. Dirigida por Alex Zamm, a produção é americana, mas conta com parcerias canadense e – acredite – brasileira.

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Videotape n’A BOINA #68 – Nem Maísa, nem Dudu, nem Sílvio. A culpa é de todo mundo

Talvez se todos soubesse até onde ir esse barraco todo não teria rolado (Reprodução/TV/Veja)

Hello, Videotapers! Tudo bem com vocês?

Nem Maísa, nem Dudu Camargo e nem Sílvio Santos. A culpa em relação a esse barraco que está tirando sono e empregos é de todo mundo.

Pra quem não está ligado no que estou dizendo: Uma confusão envolvendo os apresentadores citado antes se deu após uma cortada relacionada a uma brincadeira que Silvio Santos começou e Dudu Camargo (apresentador do jornalistico Primeiro Impacto) continuou em um dos programas Silvio Santos. Se não me engano foi no domingo retrasado. Teve gente bombardeando os apresentadores e dois times foram criados, assim dizendo. Maísa X Silvio/Dudu Team.

Acontece que essa história ficou pior. Na gravação do programa Sílvio Santos na terça-feira (27), Sílvio provocou um encontro surpresa entre Maísa e Camargo. Acontece que Maísa não gostou do acontecido e abandonou o palco em prantos. Pra piorar a imagem da Maísa saiu arranhada, Dudu Camargo rodou todas as emissoras achando que estava abafando quando na real estava na maior pagação de mico, e, pelo o que tudo indica, Silvio Santos está inflando mais e mais o ego do Benjamin Button Brasileiro, o Dudu Camargo.

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Semana do Jornalista: O underground brasileiro em Documento Especial

“Em um minuto, no Documento Especial”. Roberto Maya chamava a vinheta e preparava o espectador para o que viria. Um Brasil que ninguém via nos noticiários, talvez conhecedor destas realidades bem na porta de casa, além de temas tabus cuja curiosidade se resumia a um canto do pensamento. Eis o Documento Especial: Televisão Verdade, considerado por muitos um dos melhores programas jornalísticos brasileiros já feitos (Reprodução)

Recordação feliz. Em uma aula de Telejornalismo II do sexto semestre de jornalismo no IBES Sociesc, recebemos do professor e ás da notícia blumenauense Alexandre Gonçalves a tarefa de trazer para a sala de aula um exemplo de programa de jornalismo investigativo. Estávamos entrando numa fase de conhecimento mais profundo sobre os objetivos de uma reportagem, saindo do clássico de telejornal para as grandes produções jornalísticas.

Na aula seguinte, trouxe no bojo algo que surpreendeu a sala mais pelo desconhecimento do programa do que pelo seu conteúdo. Diante deles, um programa que muitos brasileiros arriscam tachar como o melhor jornalístico já produzido no país e que ousou a meter a mão em uma face do Brasil que não víamos todo dia ou em todo o telejornal.

Criado e produzido pelo jornalista Nelson Hoineff nos corredores da então jovem Rede Manchete, o Documento Especial: Televisão Verdade foi ao ar pela primeira vez em 2 de agosto de 1989, noite de uma quarta-feira. A julgar pelo nome, podia ser simplesmente um programa de investigações vigiado, simples como outros na mesma linha. E num país recém-saído da ditadura, uma atração assim seria mais uma entre as demais.

No entanto, quem colocou os olhos naquele primeiro programa e nos seguintes, não estava diante de um programa asséptico como era o primo mais próximo, o Globo Reporter. No início, as letras brancas em fundo vermelho já alertavam que as imagens que seriam vistas a seguir eram fortes e não recomendadas para menores e pessoas sensíveis.

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Videotape n’A Boina nº56 – Programas de Transformação estão para o bem ou para o mal?

No Videotape de hoje um jornalista que se veste como um astro de série adolescente e a pergunta: é possível deixa-lo ele bem vestido de acordo com algo que ele não pensa e fatores que não influenciaram ele na escolhas dele? Hoje no VTnB que irá dissecar o universo dos programas de moda e transformação!

No VTnaB de hoje um jornalista que se veste como um astro de série adolescente e a pergunta: é possível deixa-lo ele bem vestido de acordo com algo que ele não pensa e fatores que não influenciaram ele na escolhas dele? Hoje no VTnB que irá dissecar o universo dos programas de moda e transformação (Reprodução)

(Lucas “Luke” Baldin)

Hello, Videotapers! Tudo bem com vocês?

Mais um VTnaB começando e eu queria ter descido de uma nave e ter cantando Um Novo Planeta (Xuxa Seis, 1991) mas vamos combinar que a verba tá mais curta do que a minissaia da Anahí em RBD Tour Generación En Vivo de 2005. Por falar nisso, em minissaia e orçamento o tema de hoje tem a ver com saias, blusas e roupas em geral. Cada um tem seu estilo e isso é a melhor coisa. Poder se expressar através do visual e passar uma mensagem com ele.

Muitas pessoas ligam pra isso e outras não. Ok, cada um é cada um e se comporta da maneira que achar mais conveniente.Aí temos uma indústria de comunicação em massa que precisa entreter o povo. E ali temos os reality shows que ganharam uma infinidade de categorias: sobrevivência, confinamento, cozinha e… moda!

É sobre isso que vou falar hoje. Sobre os programas de make over, a famosa transformação. Não vou falar de um específico, mas no sentido abordado no gringo What Not To Wear (O Que Não Vestir, em tradução literal) e que aqui no Brasil ganhou uma versão nomeada Esquadrão Da Moda (muito mais criativo, não?).

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Com vocês, Flávio Cavalcanti

Polêmico, conservador, odiado pela ditadura e pela esquerda, carrasco de artistas, jornalista cravejado de proezas e um ícone único da TV brasileira. Este foi Flávio Cavalcanti, um dos mais controvertidos e completos apresentadores que o Brasil já pode assistir em ação (Reprodução)

Atenção, Brasil, Atenção! Com vocês o mais completo comunicador da televisão brasileira, Flávio Cavalcanti!

Domingo a noite, auditório lotado, holofotes ligados, orquestra afiada para receber quem comandaria a grande atração da noite. O locutor anuncia, a direção dá seu sinal e as palmas sobem. Diante dos espectadores ansiosos um tipo um tanto esguio, porte mediano, de terno bem cortado e um indefectível óculos. Por trás das lentes um sujeito de fala mansa mas de pulso firme quando o assunto esquentava ou pedia. Ele toma seu lugar à tribuna transparente, a orquestra o acompanha, era outra noite de assuntos polêmicos, debate, música e alguma alegria inocente.

Era mais uma noite em que o auditório – seja ele da TV Rio/Record, da Tupi, Band ou SBT – estava sob o comando de um dos jornalistas e apresentadores mais marcantes de uma geração. Carioca da gema, nascido no bairro do Rocha, filho de um professor de medicina e um renegado aos estudos que parou num colégio de padres, adotando ali a postura professoral e de autoridade que o marcaria. Jornalista de polêmicas, históricas folclóricas, música no sangue e em discos quebrados, momentos de risos infantis e colecionador de amigos e inimigos. Se você não conhece, vai ficar curioso em saber quem é esse cidadão chamado Flávio Cavalcanti.

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Videotape n’A Boina nº51 – (Playlist do Luke) Três grupos teen para voar no tempo

Hora de voltar no tempo com três sucessos teen dos anos 2000. Luke Baldin aperta o play e faz um raio-X dos grupos que mexiam com a cabeça da garotada que, hoje, ou lembra com nostalgia ou tenta esquecer a loucura daqule tempo (Arquivo)

Hora de voltar no tempo com três sucessos teen dos anos 2000. Luke Baldin aperta o play e faz um raio-X dos grupos que mexiam com a cabeça da garotada que, hoje, ou lembra com nostalgia ou tenta esquecer a loucura daquele tempo (Arquivo)

(Lucas “Luke” Baldin)

Hola! que tal, muchachos? Tudo bem com vocês?

Bordão mudado por uma razão, vamos falar de fenômenos teens da década de 2000! Dois deles são latinos e um americano. Um deles mais desconhecido aqui no Brasil mas estourado lá fora. Os outros dois foram febres aqui em terras tupiniquins. Façam suas apostas!

Bem, há os diferentões do role que não assumem, mas todo mundo já teve uma febre teen quando adolescente. Isso consta no manual da adolescência! Claro, esses diferentões ficam julgando quem gosta e tudo mais, mas aposto um acarajé bem arretado que até esses zés diferentes já cantaram um y sou rebelde no chuveiro.

Preparem a nostalgia, a camada de hate do bolo e a saudadezinha de quem já se embalo por esses fenômenos de manipulação da massa jovem global. Afinal, todo mundo sabe que essas bandinhas tem data de validade, geralmente se dá quando para de render grana na venda de discos e merchandising.

Lembrando que no fim deste texto delicia escrito pelo jornalista mais delicia ainda vou dar dicas de como criar um fenômeno teen. (se eu lembrar)

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