Gramming & Marbles (Indy): Power vence em meio ao caos Texano

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A Indy no Texas foi um samba do crioulo doido. E feliz foi Will Power, que saiu vivo do terreiro (Reprodução)

(Douglas Sardo)

Após uma rodada dupla desinteressante em Detroit, máquinas e pilotos da F-Indy desembarcaram em Forth Worth, Texas, para a prova oval mais esperada do ano depois das 500 Milhas. O circuito Texano tem uma tradição fortíssima de grandes corridas, com acidentes impressionantes e principalmente disputas roda a roda até a linha de chegada.

E mais uma vez a pista de 1,455 milhas (cerca de 2,3 km) fez valer sua reputação. A prova foi insana, com vários acidentes, disputas incríveis, manobras arrojadas e surpreendente desempenho da Penske, que fez com que Will Power vencesse após apenas OITO carros sobreviverem.

Uma pena que a disputa tenha ocorrido num horário pouco interessante para o público brasileiro, sem contar o fato de a Band não ter transmitido a prova em canal aberto, apenas em seu pouco popular canal fechado. De qualquer forma, quem conseguiu ficar acordado das 21h da noite de sábado e varar a madrugada com certeza ficou satisfeito.

E fica a pergunta: porque essa corrida do Texas não é colocada imediatamente após as 500 Milhas, como era antigamente?

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Gramming & Marbles (Indy): Sato salva a categoria e vence as “500 Milhas de Alonso”

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Há um nipônico entre os grandes. Takuma Sato abusou da agressividade característica e levou no bolso uma emocionante 500 Milhas, marcada especialmente pelo debut de Fernando Alonso no oval. Uma vitória que, em linhas gerais, “salvou o grid” da Indy (Reprodução)

(Douglas Sardo)

Não me leve a mal por esse título. Eu gosto de Takuma Sato e adorei sua vitória no último domingo nas 500 Milhas de Indianápolis. Sato é um bom piloto da Indy, teve um início de campeonato mais ou menos e agora fez a corrida de sua vida, aguentando a pressão de um dos maiores vencedores da pista até a última volta. Teria sido épico se uma ultrapassagem no giro final decidisse a prova. Não aconteceu. Ainda assim, a Indy foi incrível no último domingo como ainda não havia sido esse ano.

Tudo isso posto, o grande assunto da prova foi Fernando Alonso. O espanhol embarcou nessa aventura exótica para nossos tempos e fez um treino classificatório excelente mais uma baita corrida. Porém, o motor Honda o traiu outra vez. E o que se vê por aí são lamentações: ah, a Honda ferrou o Alonso de novo… ah, eu queria que ele tivesse vencido… por ai vai.

Querem saber? A glória de Sato e o fato de Alonso não ter vencido foi o melhor que poderia acontecer para a Indy. É sobre isso que falamos hoje.

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Gramming & Marbles (Indy): Sorte de Pagenaud e bravura de Hildebrand em Phoenix

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Sorte de campeão? O “Pequeno Francês” é o novo líder do campeonato após um golpe fortuito em Phoenix.

Ninguém falava muito dele até então, mas eis que o atual campeão da F-Indy, Simon Pagenaud, resolveu dar as caras na temporada. O pequeno francês conquistou a primeira vitória em 2017 (seu primeiro triunfo em ovais na carreira) e, de quebra, sai de Phoenix com a liderança no campeonato.

É verdade que o francês deve muito à providencial bandeira amarela que definiu os rumos da prova. Porém, se alguém duvidava está aí a resposta: Pagenaud vem firme e forte para defender seu título em 2017. Vamos ao que rolou na prova, a última no oval do Arizona, que fechará para reformas por quase dois anos, em mais um evento quase vazio.

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Gramming & Marbles (Indy): No Alabama, Newgarden vence após novo azar de Power

Quando Tio Roger aposta, ele geralmente costuma não errar. Quanto ao talento de Newgarden, isto ele pode ter certeza de ter apostado bem. O novato da Penske venceu sua primeira prova e com autoridade de gente grande (Reprodução)

Roger Penske é uam velha raposa, todo mundo sabe. Ele aposta e, geralmente, acerta no pupilo contratado. Com a vacância de Juan Pablo Montoya, coube a Josef Newgarden mostrar por que é um talento a ser muito considerado para o futuro na F-Indy. E ele não demorou muito a justificar a aposta, pois Josef só precisou de apenas três corridas para conseguir sua primeira vitória pela equipe de Uncle Roger. Quis o destino que o palco fosse o mesmo de seu primeiro triunfo na categoria, há dois anos atrás.

A corrida em Barber não repetiu o thriller de anos anteriores, muito graças ao pneu furado de Will Power, que liderava faltando 14 voltas e certamente teria brigado até o final com Newgarden. Não foi dessa vez que a Indy entregou um grande duelo em 2017, mas as cartas estão na messa e poderemos ter uma grande batalha no primeiro oval do ano, o de Phoenix, no próximo sábado.

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Gramming & Marbles (Indy): Hinchcliffe volta as vitórias em Long Beach (E tudo sobre Alonso nas 500 milhas)

Hinchtown está em feriado desde o último domingo. O filho mais ilustre da cidade fictícia mais veloz da Indy voltou as vitórias depois de dois anos. James Hinchcliffe passou por cima das estratégias dos rivais e foi a gloria em Long Beach (IndyCar)

(Douglas Sardo)

Se restava alguma dúvida sobre a ressurreição da Honda na F-Indy, não resta mais. O fim de semana em Long Beach foi dominado pelos carros de kit nipônico, e com exceção de uma celebradíssima pole de Hélio Castroneves o que se viu foi uma briga estratégica entre os carros de motor japonês com dois carros da Penske correndo por fora. No final, vitória de James Hinchcliffe após praticamente dois anos e um terrível acidente em Indianópolis/2015.

Mas a notícia do bom desempenho dos comandados de Allen Miller não faz sorrir apenas os americanos. Ela chegou até a região das Astúrias, terra de um certo bicampeão mundial de F1. Sim, Fernando Alonso está animado para cruzar o mar e confirmou esta semana que estará nas 500 milhas de Indianópolis deste ano.

Se você achava que não íamos comentar esta bomba… Sim, vamos falar sobre isso também! Mas antes, a corrida litorânea do último domingo, naturalmente.

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Gramming & Marbles (Indy): De último a primeiro, Bourdais rouba a cena na abertura da temporada

Um veterano e a menor equipe. Nada pode impedir quem ainda sabe fazer estratégias e andar na frente. Para quem não se lembra dele desde sua última vitória, na corrida 1 de Detroit no ano passado, ai está o emocionado Sébastien Bourdais, de volta a Dale Coyne, vencendo e contrariando a lógica (Reprodução)

(Douglas Sardo)

Foi um fim de semana de surpresas em São Petesburgo, Flórida, onde a F-Indy abriu a temporada 2017. Desde o excelente desempenho dos carros Honda, passando pela performance discreta da Penske e uma certa falta de eficiência do kit Chevrolet. Mas a grande história do fim de semana foi um francês que não se chama Simon Pagenaud, mas é tão vitorioso quanto…

Em seu retorno à pequena e perseverante Dale Coyne após a temporada 2011, Sébastien Bourdais cometeu um erro nos treinos e teve de largar do último lugar. No entanto, graças a sua excelente pilotagem (e uma bandeira amarela crucial) o tetra campeão da antiga Champ Car conseguiu uma improvável vitória no circuito temporário de St. Pete, justamente no seu lar doce lar. Ainda mais fazendo história partido do fundão para atingir os píncaros da glória.

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