Gramming & Marbles (F1): Hamilton faz Vettel piscar primeiro e vence no domingo feliz de Barcelona

Na cabeça e na pista. Lewis Hamilton teve de estudar o adversário e contar com um pouco de raça e frieza para domar Vettel na pista e faturar em Barcelona, naquele fim de semana cheio de movimento, dentro e fora da pista (Getty Images)

(André Bonomini & Douglas Sardo)

Tem fãs da F1 que, em linhas gerais, pensam as mesmas coisas quando fala-se que a próxima corrida é na Espanha. Corrida chata, prova sem ultrapassagem, um trenzinho, pode crer… algumas reações meio óbvias, ainda mais depois da procissão em Sochi.

Mas, há momentos que a F1 contraria nossas expectativas formadas. E justo a tão odiada Espanha foi uma destas. A quinta prova do mundial foi responsável pelo primeiro duelo olho no olho de Sebastian Vettel e Lewis Hamilton, com vitória primeira para o inglês, muito graças a estratégia acertada da Mercedes no último stint de pneus.

E não foi apenas isso. Do sábado até o fim da festa no pódio foi um fim de semana movimentado e alegre na sempre aconchegante Barcelona, casa da categoria no país há 26 bem vividos anos. As emoções, inesperadas, partiram de dentro pra fora da pista, trazendo de um personagem inusitado a performances impensáveis de algumas equipes.

Quem não viu, lamento muito, mas vai ter que se contentar com os melhores momentos. Vamos ao relato.

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Gramming & Marbles (F1): Novidades, Mercedes e barbatanas, o que esperar do circo em 2017?

(André Bonomini & Douglas Sardo)

O silêncio sepulcral nos arredores da pista de Montmeló foi, enfim, quebrado pelo bem da velocidade. A unidades de força (eita nominho feio!) dos bólidos da F1 já estão urrando a plena nos primeiros testes da pré-temporada de 2017, o 68º mundial da história da mais alta classe do automobilismo. Depois das semanas de lançamentos, novidades e confirmações, agora equipes e pilotos se reúnem pela primeira vez para os últimos ajustes antes da primeira largada do ano: Dia 26, na sempre simpática Melbourne, Austrália.

Para um ano onde a F1 busca se reencontrar com o espetáculo perdido há muito tempo, os primeiros experimentos dos novos carros na pista mostraram algo mais do que as novas máquinas, enquadradas no novo regulamento para a temporada: Mas sim o quão feias são as benditas barbatanas, que voltaram em 18 dos 20 bólidos de 2017. E quando falo assim, digo que menos dois seguem esta tendência um tanto maldosa com a beleza dos bólidos: A Mercedes, a única que não utilizou o aparato e que é a força a ser batida neste ano, mas que também entra na pista com a mesma incerteza sobre se manterá seu domínio ou será ameaçada.

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Gramming & Marbles (F1): O Balancete geral da F1 2016 (Um ano relativamente doido)

A turma que termina 2016. Um ano melhor que 2015, ao menos com briga de título, confusões extra-pista, brigas, ultrapassagens... Porém, ainda não o bastante. Rosberg é o campeão, porém não estará na foto da turma de 2017, já que pediu o chapéu e resolveu passar um tempo junto da família e da própria vida (Getty Images)

A turma que termina 2016. Um ano melhor que 2015, ao menos com briga de título, confusões extra-pista, brigas, ultrapassagens… Porém, ainda não o bastante. Rosberg é o campeão, porém não estará na foto da turma de 2017, já que pediu o chapéu e resolveu passar um tempo junto da família e da própria vida (Getty Images)

(André Bonomini & Douglas Sardo)

2016 acabou, veio 2017 e a F1 ainda vive nas expectativas dos restos do último ano. As notícias das últimas semanas de dezembro praticamente passaram uma rasteira en quem estava, talvez, preparando um bom resumo ou pensamento sobre a temporada, como nós. No fim, o ano começa com ansiosos aguardos, especulações e aquela curiosidade de sempre por um novo regulamento.

No fim, o efeito Rosberg ainda causa noticias surpreendentes e toda a sorte e chutes dos tabloides esportivos pelo mundo. Valtteri Bottas vai mesmo para a Mercedes? Pascal Wehrlein vai mesmo para a Sauber? Felipe Massa voltará para a Williams com boa forma? E o que será o grid do circo com o novo regulamento e os novos proprietários? Perguntas que só serão respondidas mesmo na largada em Melbourne, em março. Mas nada que nos impeça de revermos a loucura de 2016, um ano meio doido, mas ao menos algo bem melhor do que 2015 em alguns aspectos.

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Gramming & Marbles (F1): Hamilton cumpre dever e vence em Austin em dia de duelo espanhol

O trio do pódio de Austin e uma bela companhia feminina da Mercedes. Para Hamilton, um cumprimento de dever com a vitória #50 de bonus. Mas atente-se, Rosberg está com o regulamento embaixo do braço para as últimas provas (Getty Images)

O trio do pódio de Austin e uma bela companhia feminina da Mercedes. Para Hamilton, um cumprimento de dever com a vitória #50 de bonus. Mas atente-se, Rosberg está com o regulamento embaixo do braço para as últimas provas (Getty Images)

(André Bonomini & Douglas Sardo)

American sleep no Texas

E Lewis Hamilton largou… Manteve-se a frente e… venceu. Pronto, acabou o texto?

Por incrível que pareça, apesar da sonolência vista nas curvas tilkianas de Austin, no glorioso estado do Texas, a F1 nos EUA teve algumas coisinhas interessantes para contar da prova, talvez uma das mais chatas do ano. Hamilton sabia que tinha que vencer e cumpriu o dever numa pista que conhece bem por sinal. Largou na pole, venceu e não se contesta isto. Foi justo pelo bom fim de semana feito.

Mas, se Lewis pensa que dormirá em paz no seu voo curto até o México, onde Hermanos Rodriguez espera para a próxima etapa, está enganado. Logo atrás dele, contando com a sorte e com cabeça fria mesmo diante dos duelos perigosos, Nico Rosberg fez sua parte para continuar a frente e bem garantido, permanecendo comportadamente no segundo posto da prova, tendo apenas por um momento a ameaça da sombra de Max Verstappen, que miraculosamente, teve um dia atribulado.

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Gramming & Marbles (F1): Rosberg segura Riccardo, triunfa em Cingapura e volta a liderar campeonato

Além do dever de casa: Mesmo com a pressão de Riccardo no fim da prova, Nico Rosberg soube aproveitar a chance para vencer sua corrida nº 200 e, de quebra, voltar a ser líder do campeonato de 2016. Corrida de poucas emoções no cercado de Marina Bay, em Cingapura (Getty Images)

Além do dever de casa: Mesmo com a pressão de Riccardo no fim da prova, Nico Rosberg soube aproveitar a chance para vencer sua corrida nº 200 e, de quebra, voltar a ser líder do campeonato de 2016. Corrida de poucas emoções no cercado de Marina Bay, em Cingapura (Getty Images)

(André Bonomini & Douglas Sardo)

Muito mais que o dever de casa no trenzinho asiático

Um ponto atrás de Lewis Hamilton, devendo uma atuação maiúscula e largando da pole. Nico Rosberg estava com o cetro do comando na mão na iluminada pista de Marina Bay, em Cingapura, e teria de demonstrar muito mais do que uma reles atuação para, além de vencer, regressar a ponta da tabela, nas mãos de Hamilton por apenas um mísero ponto. Ao menos, era essa a única expectativa para a prova, que precisaria de um milagre para ser emocionante no conjunto da obra, coisa que não foi salvo alguns poucos pegas.

Depois das 61 voltas de poucos pegas e uma fila indiana cujo comentaremos mais adiante, Rosberg até surpreendeu que esteve em Marina Bay, seja nas bancadas ou diante da TV. Uma atuação digna de piloto da Mercedes (ainda é cedo para dizer que é digna de campeão), com uma corrida firme, rápida e pensada, tendo apenas que se preocupar mais com os ataques de Daniel Riccardo no final da prova, sacramentando uma grande vitória e, o que é melhor, a volta a ponta da tabela do campeonato, oito pontos a frente de Hamilton.

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Gramming & Marbles: Rosberg arranha ego de Hamilton e fatura no deserto do Barhein

Ele é o cara que manda em 2016. Nico Rosberg fatura a segunda seguida do ano, a quinta seguida desde 2015 e arranha o ego de Lewis Hamilton, que desta vez só chegou em terceiro (Getty Images)

Ele é o cara que manda em 2016. Nico Rosberg fatura a segunda seguida do ano, a quinta seguida desde 2015 e arranha o ego de Lewis Hamilton, que desta vez só chegou em terceiro (Getty Images)

(André Bonomini & Douglas Sardo)

Corrida empolgante, treino broxante

Que prova! Fazia algum tempo que a F1 não empolgava tanto num fim de semana. E bota tempo nisso! A última vez que pulamos tanto do sofá foi no GP dos EUA no ano passado, e olha que não tinha sido aquilo tudo. No Barhein, deu pra sorrir com cada manobra e alternativa dos pilotos na pista, o que tornou a prova agradável e emocionante, cheia de ultrapassagens e incertezas do início ao fim. Quem almoçou diante da TV não pode reclamar de indigestão por falta de emoções.

No entanto, totalmente em contra-mão da prova, o treino classificatório provou, novamente, ser patético e entediante. Alguma alma boa tenta explicar qual era a da FIA e da própria F1 em colocar nas pistas novamente um modelo de treino que não traz beneficio algum ao atual momento complicado da categoria. Peca em alternativas, mina as chances de times menores e não traz empolgação aos pilotos na briga por posições.

Onde Bernie Ecclestone e Jean Todt estão com a cabeça? Acreditar que a F1 ainda é o máximo do esporte a motor parece ser fantasia diante de tantas teimosias em modelos superados e mal concebidos. A categoria precisa ainda rever muita coisa além do modelo pífio de classificação. E não espere protagonistas vindo do grid ou algo assim, não há pilotos que queiram efetivamente brigar por coisa melhor. A não ser que os fãs e a audiência das TVs comecem a fazer piscar a tal luz vermelha que esperamos que acenda há tempo diante dos olhos de quem ainda imagina ver emoção de verdade na pista.

Mas vamos a corrida, que ela que mais importa por hoje!

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